CAPÍTULO DEZ

2602 Palavras
Julian Narrando: Uma semana depois. Passei as mãos pelo rosto, levantei da cama e fui tomar banho no rio a água era tão fria que até meus ossos treminhão, voltei para nossa tenda que tinha cheiro de mel graças a Freya peguei um pano passando água limpa que ela trouxe no balde, limpando minhas mãos, me analisando com um sorriso debochado na boca pinta de de rosa. — O que foi? — Perguntei colocando a camisa. — Nada, só estou impressionada de como você ficou parecido com o papai. É só falta a barba! — Ela cruzou os braços, se virando puxando duas cadeiras perto da pequena mesa em nossa tenda. — Venha acabei de pegar um pão para nós, e tem mel... Podemos conversar um pouco antes de ir treinar. — Não estou com fome. — Forcei um sorriso. Ela apertou os olhos. — Quando vai parar de ser assim? Tão esquivo, sempre fugindo das pessoas. Dei de ombros. — Acho que levei a fala do papai muito a sério. Mas, preciso mesmo ir. Meu pai era um herói para todos aqui, um guerreiro ''O destemido'' Ele sozinho derrotou mais de quarenta soldados no dia da perda, a primeira vez que Safiro tentou invadir nosso reino e não conseguiu, muitos dizem que graças ao meu pai. Perto do legado dele eu me sentia protegido, até o dia que não pude proteger a quem mais precisou de mim. Balancei a cabeça, tentando afastar aqueles pensamentos, eu precisava ser forte e sempre manter distancia de quem quisesse ler meus pensamentos, meu pai sempre me alertava que em tempos sombrios. — Por que você precisa esta sempre tão frio? Sei que não é assim.— Seus dois braços magros se debruçaram na mesa, ela me olhou já sabendo a resposta. — Ou eu finjo não sentir nada ou deixo meus sentimentos acabarem comigo.— Cocei meu nariz, andando para lá e pra cá, tirando uma coisa de cima da outra, procurando minha adaga vermelha. — É questão de autoproteção. — Retruquei enquanto procurava. — Está procurando por isto? — Ela ergueu suas sobrancelhas, segurando a adaga com deboche nos olhos. Respirei fundo, andei até ela que o escondeu atrás do corpo. — Primeiro coma, depois vá treinar. Não vou descansar até que sente e converse comigo. Teimosa e mandona como nossa mãe, minha irmã não iria descansar até que eu tomasse o desjejum com ela, assim fiz me sentei de forma dura na cadeira pegando o pão e partindo. — Em breve você terá um marido para mandar! E eu fiquei livre de suas vontades. Eu sorrir, ela me jogou um pedaço de pão, sorrindo. — Aí que você se engana, você terá sempre alguém teimoso ao seu lado, teimosos atraem teimosos. — Falou com a boca cheia de mel, partindo o pão sobre o prato. — Não sou teimoso. — Comi um pedaço de pão. Olhei para fora, umedecendo meus lábios, tentando não pensar muito, meus pensamentos nessa semana estavam em noites atrás na estupidez que eu fiz, beijar Amaya. Ela estava a uma semana em seu quarto, quando todos soubemos a verdade sobre o que ela estava passado. Se soubesse que naquela noite o por que ela estava m*l, nunca a teria beijado. Mas, algo dentro de mim, bem no fundo queria perguntar se ela sentiu o mesmo? Eu sempre pensei nela, e achei que tudo isso tinha ficado com o Julian na adolescência. De alguma forma algo adormecido em mim acordo, e se dependesse de mim esse sentimento iria ser nocauteado até cair, sumindo com ela do meu pensamento. Junto com a dúvida de que se quando ela olha em meus olhos, mesmo que brevemente, sentiu uma faísca que alerta todo o seu corpo. Mas, com tudo que está nas últimas de suas preocupações, ademais não posso pensar em ninguém. Prometi para mim mesmo que assim que os três sóis brilharem novamente sobre o meu povo e Freya estiver a salvo, eu viajarei pelos mares. Eu conhecerei o mundo, de forma pretensiosa eu serei maior do que sou agora. Só não mencionar isso novamente para Freya, ela ficava uma fera, creio que por que em parte nunca nos separamos, desde de sempre fomos eu e ela. E eu estava sempre aqui, embora calado, por muitas vezes irritado, eu estava ali para ela. — Estou preocupada com Lia, tenho estado na tenda dela com o bebe. Ela melhora da febre, Abigail está ocupada com Amaya e Francis não sabe mais que erva usar para fazer a febre baixar. Ela comprimiu os lábios rosados, colocando a adaga sobre a mesa, eu engoli mais um pedaço de pão que estava duro por sinal, o que Freya tinha bonita e atenciosa tinha de m*l cozinheira. Engoli, o empurrando na garganta bebi um pouco de água rapidamente. — Laos irá curar Lia, você vai ver.— Eu sorrir, me inclinei pegando em sua mão sobre a mesa, tentando conforta-la.— E Amaya como está? — Em choque, só abriu a porta para Aron, Zion e para mim.— Ela colocou a mão na boca tampando um arroto baixo. Seus ombros subiram tensos. — Sinto falta dela. Mordi o pão dando duas últimas mordidas, mastigando. Ela tinha acabado de descobrir que não era uma dayone e pior que seus pais haviam mentido sobre quem ela era. Todo acampamento já sabia. — Com tempo tudo voltará a ser como antes. — Você disse isso quando fugimos de Florença. — Ela sorriu levantando da cadeira limpando a boca. Fiquei sem resposta, mastigando o último pedaço. Nos encarávamos quando Amaya surpreende mente apareceu em nossa tenda, Freya foi pulando até ela e abraçou, eu me levantei me ajeitando estava sem graça, fui pego de surpresa senti meus pulmões se comprimirem o que dizer a ela. Nessa semana um frio na barriga que me veio fui tentando ignorar, mas era como um presságio avisando o meu corpo e que eu ainda não estava preparado para hipótese de que a qualquer momento eu possa me esbarrar com ela. Eu me virei enquanto elas conversavam, sem encara-la. E não importa se a beijei, não iria fazer disso uma grande coisa por que aparentemente ela não estava fazendo. Meus dedos polegares ficaram intercalado com os demais de dos fazendo-os de escadinhas, fazia isso quando estava nervoso. Me virei e andei até elas, na entrada da tenda. — Eu já vou indo para deixa-las conversarem. — Na verdade, Julian, eu vim aqui para conversar com você. Ela disse, sua voz suou dura, como estava de costas para ela me virei. Freya juntou as cobrancelhas sem entender. — Bom, eu tenho que ir até Lia. Se cuide minha amiga. — Ela passou as mão nas costas de Amaya, e andou saindo da tenda. Analisei seu rosto, suas olheiras profundas não tiravam sua beleza, seus olhos ainda carregavam o ar de mistério. Havia sinais notórios de angústia naquela face e seus movimentos, cervical invertida, inquietação, dedos sendo estalados com certo vício, queixo inseguro e tremulo. Seus cabelos cacheados castanhos pareciam acobreados sobre a luz do sol que brilhava de forma mínima escondido entre as nuvens que hoje felizmente estavam claras... — Antes de tudo preciso que saiba que eu não sou assim, não saio beijando todo mundo. E eu juro se soubesse que você tinha descobrido... Suas mãos tremulas taparam meus lábios, de forma veloz ela os tirou.— Não precisa se desculpar, nem precisamos falar sobre aquilo. — Seu peito subiu em respirações rápidas.— Bom, não vou se hipócrita ao ponto de dizer que não gostei, apesar de não esperado. Só que não importa não é mesmo? O que acontece é que preciso de sua ajuda. —Ela ajeitou o corpete. — Preciso que me ensina a lutar. Me surpreende com sua atitude, passei as mão pelo meu cabelo escuros ainda um pouco molhado. — Por que quer que eu a treine? — Preciso do melhor, até Aron acha isso. — Ela passou a mão sobre o vestido verde claro que usava, aquela cor ressaltava sua pele n***a fazendo com que ela estivesse ainda mais linda como na noite que a beijei, pensei olhando para seus lábios. — Já cansei de sentir pena de mim e agir como alguém que não aceita o destino que segundo a minha diz é matar uma deusa poderosa. Mesmo que eu não tenha a menor ideia de como fazer, mesmo assim preciso começar a tentar e isto inclui melhorar minha forma de defesa. — Amaya, eu não como Aron. Não tenho paciência, por isso nunca treino os novatos. — Travei meu maxilar, ela passou a mãos pelos cabelos parecia não está convencida. — Não pode nem pelo menos tentar? Não quero que... — Ela gesticulou as mão de forma desesperada, depois juntou-as mãos voltando a estalar os dedos, seus olhos fundos pareceram mais triste ela me olhou se virando. Deixei ela sair da tenda, coloquei as mãos na cintura analisando por que aquilo seria má ideia, não seria! Era apenas meu mecanismo de defesa querendo me afastar dela, mas meu coração sentiu raiva dos meus pensamentos me fazendo ir atrás dela. — Está bem! Eu aceito, ajudo você. A alcancei, ela se virou com um sorriso sem mostrar um dentes. As pessoas nos olhavam, olhando para Amaya cochichando ela diminuiu os ombros de forma constrangedoras e naquele momento meu coração doeu. Ela pediu um minuto depois me apareceu com roupas apropriadas para o treinamento, uma calça marrom com uma espada pendurada na cintura e uma blusa surrada bege, e ainda sim estava linda. Fechei meu rosto, ela parecia prestar atenção junto com os outros, a deixei por último para que ela observasse a os mais avançados. Os outros homens que estavam treinando perto da árvore de moragos, arregalaram os olhos. — O que ela faz aqui? — Omar perguntou com a mão no seu olho inchado, enquanto sua boca sangrava. — Eu irei treina-la. — Falei despejando água no ombro, que estava ficando roxo. — É bom que ela não queime nada. — Ele rio alto em forma de deboche. — Por que não se preocupa com a sua vida? — Disse irritado. — Deixe ela comigo ok? Vá cuidar desse seu machucado antes que lhe der outra surra. Ele resmungou, saindo de perto da grande árvore, me sentia mais cansado a cada dia. Eu não conseguia dormir, alias já faz tempo que não durmo bem, não consigo lembrar da última vez em que minha mente realmente descansou. — Tem certeza disso? Você tem mãos muitos delicadas para isso? — Eu provoquei, ela recuou para trás cerrando os olhos. — Já disse que tenho, por que está me perguntando isto? Você se importa? — Sua voz enfatizou a última palavra ironicamente, pude ver uma pontada de raiva, os meninos me olhavam mais de forma atenciosa. Fiquei parada ela veio até mim com uma fúria, levantou os pés me defendi de seu golpe, segurei seu pé e puxei, suas costas fizeram barulho ao encontrarem o chão, eu a olhei sério buscando ar depois de lutar o dia todo. — Ataque o que é vital, olhos, pescoço e pés. — Ergui minha mão para levantá-la. Ela não aceitou se levantando por se só. — Ás vezes derrubar o oponente nem sempre significa ganhar. Ela veio com outro golpe, me preparei para pegá-la, senti um suor pelo meu corpo que estava quente por está em constante movimento, ela desviou do meu golpe e do outro seus reflexos eram bom ela só tinha que ser mais atenta. Em um momento eu a abracei por trás, prendendo seus braços. Senti os fios soltos de cabelo pinicando meu nariz, e sentindo o cheiro de tulipas vermelhas que ela tinha na nuca, poder senti-la tão perto era inebriante fez meu corpo inteiro tremer, me odiei por ter sentindo aquilo, ela se tenteou se soltar. — Vai, tente se soltar. Quem sabe não ganha um beijinho. — Falei baixo para que só ela pudesse ouvir. Ela respirou fundo fechando as mãos em punhos, seu cotovelo atingiu meu abdômen com tudo, ela mordeu meu ante braço que estava segurando ela, sua mordida parecia queimar. A larguei recuando, pisquei os olhos e era isso que eu queria reações. As sobrancelhas circunflexas, aquela veia saltando das têmporas, sua ira refletiu-se em seus golpes. Me vi tonto, me defendi de um ou dois golpes mas minhas pernas ficaram bambas quando ela veio com o golpe final segurei seu punho. Senti meu rosto inchado com a sequencia de golpes muito bem dados por ela em minha frente, me protegi com os antebraços, pude ouvi as risadas dos que estavam ali presente, senti o sabor do sangue na minha boca. Peguei em seu pulso. — Acho que já chega de treino por hoje. — Olhei para cima, senti um pingo me acertar estavam ao ar livre, iria começar a chover. Ela ainda tinha fúria em seus olhos, eu olho para todos esses pontinhos negros no seu pescoço querendo tocar todos eles, me pego olhando para os lábios dela. Larguei seu pulso, ela saiu andando. Os pingos se dissiparam, apesar das nuvens estarem cinza e pesadas sobre o céu. — O que disse para ela reagir assim? — Zion chegou perto de mim, mais pálido que o normal. — Você estava aí, não te vi. — Me virei para ele, pegando um pano para limpar o meu suor, tirei minha camisa, hoje não estava tão frio, na verdade mesmo se estivesse sempre gostei de frio, me adaptava mas rápido. — Não foi nada. Seu cavalo n***o se abaixou comendo os poucos campis de cor verde verde fosca que lutavam para brotarem sobre a terra sem vida, ele colocou a mão no meu ombro me mostrando a espada de ouro com um dragão esculpido na outra parte, a espada estava escondida por um mato azul, ele voltou a cobri-la com o pano. — Eu e alguns homens achamos isto a poucos metro daqui na caçada de hoje. — Ele tirou as mãos dos meus ombros, seus olhos pretos pareciam com medo. Não senti medo, apenas preocupações por aqueles que eu precisava defender. — Isso só pode significar que eles estão perto, de alguma forma. Precisamos contar aos anciões e minha tia para que leve as crianças com alguns soldados e o restante fica comigo, eles nunca estiveram tão perto. — Você está pensando em fazer? Enfrenta-lo? — Franzi minha testa. — Sim, eu estou cansado de mim esconder. —Ele passou a língua entre os lábios, olhando para além de mim. — Acredito que será como mandar uma mensagem de que estou vivo, nós podemos fazer isso com os Dayones mais fortes na linha de frente e nosso exercito logo em seguida, você sabe que ele manda o exercito em pouca escala para floresta com medo de perder soldados. O que me diz? Respirei fundo, dando adeus ao último raio de sol, sentia tanta falta de ver um por do sol majestoso que doía. — Meus homens estão prontos. — Falei de forma firme, meu coração pareceu acelerar mais com a possibilidade de está em uma batalha pela primeira vez, eu não iria ser fraco, nós iria derrota-los. Zion apertou em minha mão levando seu cavalo para perto das pessoas, quando olhei para trás vi crianças comendo morangos perto da árvore onde treinávamos, elas catavam dos cesto seus olhos vagavam para dentro dos cestos esperando que algum estivesse bom, e alguns estavam. Eu sorrir, olhei todos seguidos suas vidas, alguns ajeitando as palhas dos cavalos o fluxo de pessoas andando para lá e para cá.
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