CAPÍTULO OITO

2352 Palavras
Minha mãe parecia nervosa, eu insistir para tomar um banho para me acalmar, quando saí da banheira ela parecia me seguir com os olhos. Quando me sentei perto de minhas tintas de pintar, olhei para minha mãe que parecia mais tensa que o normal, eu a pressionei para que falasse, lágrimas caíram de seus olhos, um frio na espinha me percorrer. — Querida, eu não sei como começar a dizer isto a você... Desejei que esse dia nunca chegasse. — Mãe, você está me assustando.— Levantei minhas sobrancelhas, eu estava sentada em frente dela. — Essa voz, ela disse que você ouviria quando fosse a hora. Ela fez uma pausa e colocou a mão na boca abafando um grito de dor, eu me assustei. O que ela sabia que era tão doloroso? Me aproximei dela mas ela se levantou, suas mãos treminhão com a tensão no ar as minhas também. — Ela quem? — Sente-se, tenho que te contar tudo que sei antes que precise ir. — Meu coração parecia um balão preste a dispencar do céu se ela continuasse a ser tão enigmática. — Há anos atrás houve uma guerra entre homens e deuses... Bufei, ironicamente com o que ouvi a interrompendo. — Impossível, Safiro foi o primeiro a começar uma guerra é o que diz os livros. — Não querida, não foi. Naquela época eu também pensava como você, todos em Florença também. Os Anciões que fundaram nosso reino não falavam sobre os acontecimentos do passado, era proibido e de alguma forma nós não insistíamos nisso. — Ela me olhou nos olhos, passando as mão em meu cabelo. — Até ver uma filha da luz pela primeira vez na verdade duas, eu estava nas montanhas aprendendo a caçar, éramos quatro o Rei Estevão, minha irmã e seu pai, nós as encontramos na floresta e mesmos sujas e feridas elas ainda eram magnifica, uma delas estava grávida. Nos a resgatamos levamos a para o palácio, ela ardia em febre. E a grávida estava falando uma língua que não conhecíamos, até que minha mãe entrou nos aposentos e falou com ela. Eu recuei para trás sem entender em como aquela história chegaria na explicação nas vozes que escuto, cocei a minha testa sentindo uma sensação estranha, minha mãe ainda chorava mais se mantinha contando a história, ela esticou os ombros e continuou a falar. — Acontece que quando a deusa Yanna a qual teve o nome apagado dos livros dos deuses, desceu até a terra para ficar com seu amado, ela queria tudo. Ela desejou que a criação de laos se curvasse a ela, com tempo todos os deuses que ajudaram ela a dizima metade da população que se recusava a se curvar a ela laos os expulsou do céu sagrado, e criou as filhas da luz. Elas tinha um proposito para terra com um propósito, acabar com os deuses que queriam ser maior que laos e traze-los a justiça e paz de volta aos humanos. E assim foi feito, Yanna foi aprisonada. — Mãe, é uma ótima história mais deveria contra para Margarida...— Disse nervosa, ela segurou minha mãe, inclinei a cabeça ficando perto de uma das velas grossas que iluminava a cabana. Minha mãe respirou fundo. — Porém... Com o tempo as filhas das luz foram corrompidas pela maldade humana, fazendo assim com que laos as abandonasse não podendo voltar para o céu elas foram caçadas pelos seguidores de Yanna, eles descobriram então que a cada filha da luz morta abrisse um caminho até onde Yanna foi aprisionada. E aquele bebe era a última, e de acordo com a lenda a única que poderia destruir a deusa de uma vez por toda quando ela voltar. É por isso que aquela mulher estava tão desesperada. — Minha mão soluçou, meu coração acelerou. — E aquele bebe era você. Eu fiquei paralisada, de repente aquele choro de bebe havia virado risada, tudo pareceu ficar em câmera lenta as vozes externas do acampamento o silêncio da noite pareceu ensurdecedor. Soltei as mãos de minha mãe, sentindo um peso se esvaindo, minhas unhas adentraram pelo meu cabelo agora solto com força, meu estomago se revirou em ânsia. Como se acalmar com uma noticia daquelas? Pisquei rápido, respirei, sentir-me sem ar, respirei, recuei com o toque de minha mãe. — Não, não! Não pode ser. — Sentir uma lágrima fria dançar sobre meu rosto. — Diz que não mentiu para mim, diz que não sabia quem eu era esse tempo todo. — Me perdoe, eu fui fraca você era o meu bebê, eu não podia deixar nada acontecer a voz. — Não! — Eu gritei, chorando. — Todos esses anos, todas essas coisas estranhas que vem acontecendo. — Enterrei minhas duas mãos na cabeça a encarando. — O que são essas vozes? Quem é ela? Diz logo! O peito dela subiu e desceu em respiração acelerada. — A outra mulher, ela sobreviveu, sua mãe não! Ela queria levar você, mas sua mãe me fez prometer que você teria uma infância feliz, longe de tudo aquilo. Ela se levantou vindo até mim, mas cada passo que ela dava até mim eu dava para trás da enorme tenda que era dela, minha mãe era uma mentirosa, eu não era sua filha. Oh meu por laos! Eu também não era filha do meu pai, entrei em confusão, ele também sabia, ele também mentiu para mim. — Ela disse voltaria para você e você a ouvia chamar, ela e você são as últimas provavelmente ela está vindo até aqui. — Ela juntou as mãos. — Mas, meu amor só laos sabe o quanto eu pedi para esse dia nunca chegar. O ar foi se esvaindo do meu pulmão, pânico! Eu estava em pânico por saber toda verdade. Sempre pensei que quando fosse saber o que era tudo isso me encontraria, mas me sinto mais perdida que tudo agora. Um nó se prendeu em minha garganta quando Abigail tocou em minhas costas, existia uma mentira que ela guardou consigo todo esse tempo me assistir sofrer ao tentar me encaixar com os outros Dayones. — Eu não posso mais ouvir sua voz agora, eu agradeço tudo que você fez por mim mas agora meu coração está magoado mãe, você deveria ter me dito. — Minha filha, eu não queria ver seu sofrimento, era muito peso para você carregar. — Não importa! Eu precisava saber quem eu era. — Disse brava. — Isso não é quem você, isso só algo que você tem, e eu sei que errei eu só queria te proteger. Sua boca ainda estava aberta quando Zion apareceu com Margarida nos braços, entrou olhando para nós duas. — O que está acontecendo? — Perguntou curioso. Ela dormia com a cabeça encostada em seu ombro, ele olhou para mim assustado. Pós Margarida na cama que murmurou algumas palavras antes de se encolher nos lenços dormindo, limpei minhas lágrimas com o punho e não respondo naquele momento precisava de ar. — Amaya, Amaya espere. — Minha mãe pediu. — Não! Preciso de um tempo... Mãe! — Enfatizei cruzando os braços, não sabia se era fúria ou medo, uma confusão de pensamentos. Saí andando, quando passei por ele, sua mão pegou no meu braço tentando me fazer parar então se afastou para traz franzindo o rosto em dor. Eu havia o queimado sem nem perceber, me virei assustada. — Zion, desculpa eu não quis... — Tudo bem! — Ele franziu a testa. — Alguém pode me dizer o que está havendo aqui? Pisquei meus olhos várias vezes, o peso das minhas costas pareciam ter sumido mais a falta de ar não, dei as costas e andei, tudo estava quieto entre as tendas, olhei para o céu que mesmo tão formoso não me passava calmaria, talvez nada me passaria. Abracei a mim mesma sentindo frio entre meu corpo, percorrer entre as minhas botas. Ouvi barulho perto de mim, fiquei alerta dei dois passos. Julian estava caído perto do cachorro, tentando se levantar derrubando algumas caçarolas de metal que usavam para cozinhar, ele se virou me olhou juntando as sobrancelhas. — O que faz aqui? — Pude senti surpresa e irritação em sua voz. Tremi de frio antes de responder, ainda podia ouvir a voz da minha mãe. — Preciso de uma bebida. Odiava aquele olhar confiante que ele esboçava, sua boca larga entortou. Ali estava o ar de confiança exagerada em si mesmo. Talvez eu fosse muito julgadora as vezes mas qualquer pessoa naquele acampamento concordaria comigo. Não é a atoa que estava sempre sozinho, comendo, bebendo ou qualquer atividade que fizesse. Confesso que pensava mais nele do que ele talvez merecesse, mas era por que eu sentia raiva dele, não sabia medir. Meu coração ainda batia desnorteadamente acelerado, pude sentir o cheiro de vinho forte vindo dele, seu casaco escuro cobria as marcas em seu pescoço, ele subiu ainda mais tentando as esconder. Fui até o balcão dispensando copo que ele pôs em minha frente, agarrei a garrafa ainda tremendo bebendo a cerveja do gargalo, ele me olhou arregalando os olhos impressionado. — Vai com calma, o que faz aqui? Já perguntei, está muito tarde para alguém como você ficar perambulando por aí. Dei outro gole, a bebida atravessou minha garganta queimando-a, tentei processar aquela sensação nova. Minha cabeça parecia que iria explodir, meus olhos encontraram os olhos dele. — Por que me odeia tanto? Tem inveja? Tem medo? O que fiz para você? Ele balançou a cabeça, limpando o copo que usava. Nós engarrafamos as bebidas e as armazenávamos longe da tenda da cozinha, mas de certa forma Julian sempre as achavas, eu sabia o que ele fazia ali, toda noite eu o observava beber muito até o vi chorar silenciosamente. Me lembro que foi como ver alguém que parecia não ter sentimentos, finalmente expressar algum. Mesmo que fosse triste, nunca soube o que pensar sobre Julian, ele era filho de um herói e mesmo assim fazia questão de parecer humilde, pelo menos com algumas pessoas. — Eu não odeio você. — Murmurou cruzando os braços, me analisando. — E eu definitivamente não temo você, para ser sincero eu não me importo ao ponto de parar para pensar em você! Aqueci a garrafa com minhas mãos que brilhou super aquecendo, senti ódio pelo desdém dele, assistir o vidro se espatifar, ele não recuou, não pareceu se assustar. Apenas limpou os estilhaços de vidros que atingiu seu rosto. — Ah, então eu sou um problema? — Não sei, é? — Ele deu de ombros, seus olhos estavam vagarosos, mas ele não estava sonolento parecia prestar atenção em mim. Eu me abaixo no balcão de madeira com a visão um pouco turva tentando achar outra garrafa, abri a rolha, erguendo a garrafa e bebendo tudo um pouco de cerveja escorreu pela minha boca eu limpei, com ele me encarando. — Algo me diz que está tendo uma péssima noite. — E por que quer saber? Você não se importa comigo lembra. Julia se aproximou saindo de trás do balcão que separava a gente, seus olhos miúdos se espremeram quando ele sorriu, era confuso vê-lo sorrir e era mais confuso conseguir pensar nisso depois de tudo que ouvi aquela noite, ainda estava sóbria o suficiente para lembrar, peguei na garrafa tentando entornar um mais um gole em minha boca quando ele interrompeu segurando minha mão. — Isso não vai melhorar a sua noite. — Levantei de onde estava sentada, senti-me tonta talvez a bebida fosse fraca mas estava fazendo efeito aos poucos, ele pegou a garrafa que deslizou dos meus dedos. — Acredite, essa é a pior noite da minha vida. Seu sorriso se fechou, ele pareceu percebe que estava falando serio. Sua respiração quente foi sentida por mim quando ele aproximou seu rosto, respirei olhando em seus olhos castanhos escuros, meu peito se acelerou. — Eu acho que sei algo que pode melhorar. Ele me encarou com tanta intensidade, pude perceber um desejo ali. Seus lábios caminharam até os meus, senti seus lábios quente iniciarem um beijo que parou meu mundo, senti um magnetismo toda minha pele parecia queimar. Suas mãos quentes traçaram um caminho minha nuca, eu me entreguei aquele beijo. Ele enconchou uma das pernas entre as tuas, sentir um desejo intenso eletrizar o meu corpo. Suas mãos enfeitaram as minha cintura, ele me pegou firmemente pelas pernas sobre o tecido grosso do meu vestido, me erguendo contra o haste de madeira que segurava a tenda, prendi minhas pernas nele. E penso que se eu tivesse mais braços e mais pernas estariam todos em volta dele, seus dentes prensaram meus lábios inferiores, mordendo de forma leve porém intensa, soltei um gemido baixo, tentando obedecer minha mente que gritava para eu ir embora e acabar com aquilo, mais meu corpo pareceria não me obedecer. Nunca havia sido beijada daquela forma urgente, ele distribuiu selinhos em minha boca parando o beijo me fitando com os olhos, a intensidade ainda estava em seu olhar e muito maior. O encaixe de nossas bocas quentes era perfeito, sentia-me flutuando esquecendo de tudo naquele momento. Um silêncio entre nós, de modo que deu para sentir nossas modo como nossa respiração entrava em sintonia. Minha mão direita pousou em seu peito, pude sentir seu coração acelerado. Pisquei nervosa, meu coração pesou lembrando das palavras de minha mãe, desentrelacei minhas pernas da cintura dele sentindo-me corar. O que tinha acabado de acontecer, coloquei os pés no chão. — P-preciso ir. — Gaguejei, minha voz quase não saiu. Ela passou o dedo indicador da mão esquerda na sobrancelha direita, me encarou com intensidade parecia querer que eu ficasse, mas assim como eu tenho certeza de que ele também não entendeu o que estava acontecendo ali. Passei a mão pelo rosto, andei devagar até minha tenda tudo estava mais tranquilo ainda, deitei em minha cama desejando acordar e ser tudo um sonho. Fechei meus olhos segurando o choro ao lembrar que minha vida até ali tinha sido uma mistura, ao mesmo tempo uma pontinha do meu coração confuso se perguntava se eu seria beijada daquela forma novamente um dia...
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