Narrado por Freya:
Meu pai costumava dizer que existiam dois tipos de pessoas: Aquelas que você confia de olhos fechados, e aquelas que você precisa ter um olho nas costas.
Quando as palavras de Lia me atingiram lembrei disto quando soltei suas mãos geladas e tremulas de Lia seguraram as minhas. ''Preciso de diga a Zion que o filho é dele'' Eu arregalei meus olhos, Abigail pareceu ouvir se aproximando de nós, uma lágrima caiu dos olhos dela.
''Me perdoe, Freya. Mas, ele precisa saber que o filho é dele.'' Suas mãos se desprenderam dos lençóis como se estivesse largando da vida, ela deu seu último suspiro na cama. Eu fiquei sem reação, de repente parei para analisar suas palavras, era dele o filho era dele.
Eu saí da tenda as pressas Abigail correu atrás de mim, quase tropecei entre meus pés sobre o vestido. Eu precisava de ar, sentir vontade de chorar, só isso já foi o suficiente para eu desmoronar, me desestabilizar por completo. Ás pessoas que passavam por mim paravam para perguntar então eu corri para longe.
Infelizmente Zion já estava atrás de mim correndo para me alcançar, sua mão pegou em meu braço. Estávamos afastados do acampamento, as nuvens pareciam carregadas demais, soltei meu braço de sua mão e o encarei.
Um sentimento de confusão me invadiu no meio de tudo isso ele me olha reto, direto, verde, largo.
— Como você pode me trair assim? — Ele abaixou a cabeça, eu fiquei em sua frente bati em seu peito, dei murros ele andou pra trás mais não se defendeu. — Eu fui sua apenas sua, e você me traiu e pior você tem um filho com ela? A quanto tempo achou que iria esconder isso de mim?
— Foi a muito tempo, não estávamos bem. Você estava confusa e eu cansado de sua indencisão, eu e Lia éramos... — Ele levantou com os olhos vermelhos, transbordando lágrimas sinceras de quem havia perdido alguém. — Foi só uma vez e ela não queria me deixar contar, eu juro...
— Não me toque. — Digo quando ele tenta se aproximar, de repente sua face fica dura.
— Acha que eu não sei que beijou Aron? — Seus braços pegaram firmes nos meus, com certa grosseria ele gritou. — Quando se tem o peso do mundo nas costas é difícil ficar sozinho, então se te contasse o que aconteceu eu te perderia, e eu não posso perder você também.
— Você já perdeu! — Ele me soltou, passei a mão sobre meus cabelos vermelhos, sentindo um vento forte bagunça-los, meu estomago se revirou ao pensar que ele sabia. — Ele me beijou, mas eu deixei bem claro que era sua, mas não sou mais. — Minhas mão esquerda deslizou as pressas tentando retirar o anel de noivado.
— Eu sempre estive por perto quando você precisou. E você sempre esteve tão longe, por mais que você negue nós dois sabemos que você sempre deu esperanças a ele, eu assumo os meus erros mas você n**a os seus. Não se faça de inocente. — Ele gesticulou com o dedo indicador.
— Não sou inocente, nenhum de nós é. Mas, meu coração está ferido demais para fingir que está tudo bem.
— Não precisamos fingir que está tudo bem, mas, pelo menos fique ao meu lado.
Quando estendi a mão para dar o anel a ele uma raposa branco com um olho amarelo e outro vermelho me espreitava atrás dele, eu tremi. Meu povo acreditava que cruzar com uma raposa vermelha era que algo bom iria lhe acontecer, mas se cruzasse com uma raposa branca alto de r**m iria lhe acontecer.
Zion estreitou os olhos em minha frente, a raposa entrou entre a floresta vermelha.
— O que foi? — Perguntou ele olhando em volta, surpreso com minha cara medo.
— Não é nada. —Comprimi meus lábios, eu gostava da forma que o lábio inferior dele parecia desaparecer um pouco quando ele ficava preocupado. É uma pena pensar no que poderíamos ser, mais meu coração agora dói demais com tudo isso, Lia era minha amiga, ele se deitou com ela. — Aqui, tome de volta o anel da sua mãe, não posso continuar com isso.
De repente o olho e já não o enxergo como antes, e isso dói. Vai saber que segredos mais ele escondia, encarei a verdade, todo mundo tem segredos alguns de nós não contam eles nem para si mesmo.
— Não me deixe Freya, por favor. Eu juro foi apenas um erro, não vá embora. — Ele parecia uma criança implorando por mais doces, segurando-se em mim, chorando. — Eu preciso de você.
Continue firme, pedindo para que ele me soltasse. Ver suas lágrimas partiram meu coração, seu canto de perdão, eu amava a aquela voz suave e firme que ele tinha, mas eu não poderia ficar não me sentiria bem lembrando que suas mãos tocaram a dela, e que sua pele nua teve contanto com outra que não era eu.
Finalmente ele me soltou, agarrando o anel enxugando as lágrimas. Estava acabado entrei em minha tenda quase sufocando, Julian estava afinando a espada perto do fogo quando me viu chorando e apenas me abraçou. Ali parecia que meu coração havia se estilhaçado, não sabia que o amor pudesse doer tanto.
Freya off
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Enquanto era noite nas terras baixas, as terras altas onde ficava o quarto reino os três sóis transbordava luz para mais um torneio entre os filhos do rei