Anancy se mexeu no colo dele, e Mikhail segurou firme sua cintura, os dedos cravando em sua carne por cima do tecido leve do vestido.
– Sabe o quanto você me provoca com esse vestido? – ele sussurrou com a voz rouca, arrastando as palavras com um sotaque que só deixava tudo mais perigoso. – Desde que chegou, eu queria arrancar isso de você.
Ela sorriu de canto, provocando – nada está te impedindo – respondeu ainda ofegante, os olhos fixos nos dele.
Mikhail levou uma mão à nuca dela e puxou seu rosto para mais perto, beijando-a de novo, mas dessa vez mais lento, mais profundo. Um beijo que exigia, que reclamava o que era dele.
Seus dedos começaram a baixar o zíper do vestido, um gesto firme, mas paciente, como se despir Anancy fosse uma cerimônia que ele não fazia por pressa, mas por domínio, o zíper cedeu com um som baixo e preciso. Ele puxou as alças pelos ombros dela, deixando o tecido deslizar até a cintura.
Ela estremeceu. A pele arrepiou sob a temperatura do ar e do olhar dele.
– Olhe pra mim – ele ordenou, mas sua voz estava carregada de desejo, não de frieza – quero ver sua cara quando perceber o efeito que tem em mim.
Os olhos dela se ergueram, relutantes, envergonhados. Era só a segunda vez dela, mas tudo parecia mais cru, mais exposto com Mikhail. Ele sabia disso — e gostava.
A cada pedaço de pele que ele descobria, os lábios dele seguiam, deixando beijos quentes, mordidas suaves. Beijou a clavícula dela, depois a curva entre os s***s, o ventre. As mãos exploravam ao mesmo tempo: firmes, possessivas, mas não agressivas. Ele sabia exatamente como tocar, onde apertar, onde segurar com força, e onde apenas deixar os dedos roçarem como uma promessa que ainda não se cumpria.
– Você é absurda… – ele disse contra a pele dela. – Cada maldito centímetro seu. Essa pele quente, esse cheiro… essa reação.
As mãos dele subiram pelas coxas dela sob o vestido, os olhos dela fechando-se com um suspiro baixo, ele a observava reagir, atento aos mínimos detalhes: o arrepio, o lábio mordido, os quadris se movendo involuntariamente contra ele.
– Não é grande coisa, não é? — ele murmurou, os dedos traçando a lateral da calcinha dela com lentidão. Ela assentiu, sem conseguir falar. – Então preste atenção… porque eu vou fazer você se lembrar de cada segundo.
Ela ficou vermelha, mas não se afastou. Pelo contrário, afundou os dedos nos ombros dele, sentindo a tensão dos músculos sob sua pele.
– Diz que não quer e eu paro – ele desafiou, a respiração dele batendo contra a dela. — Mente pra mim.
Mas ela não disse nada. Apenas o puxou de volta, cravando os lábios nos dele, com tudo o que sentia e tudo o que tentava esconder.
Ele tomou aquilo como um sim e terminou de tirar o vestido dela. Os corpos ainda colados no sofá, a pele de Anancy quente sob a lingerie rendada, e o olhar de Mikhail escuro como tempestade, ele acariciava a lateral do rosto dela com o dorso dos dedos, como se estivesse hipnotizado pela curva da mandíbula, pelo arrepio que provocava.
– Você finge bem… – ele disse em tom baixo, quase divertido, com os lábios perigosamente próximos do ouvido dela. – Essa pose fria, distante… como se tudo isso não te afetasse.
Anancy ergueu o queixo levemente, mantendo o controle do olhar.
– E não afeta.
Ele sorriu. Um sorriso cínico e quente ao mesmo tempo.
– É mesmo? Porque seu corpo acabou de me dizer o contrário.
Ela o empurrou com delicadeza, mas não com força suficiente para afastá-lo. Ele percebeu — e isso o divertiu ainda mais. O toque dele ficou mais firme, mais deliberado.
– Você me deixou sozinho depois da nossa primeira vez, saiu sem nem me olhar. – Sua voz engrossou, ficou mais grave, mais íntima – achou mesmo que eu ia deixar isso passar?
Anancy arqueou uma sobrancelha, fingindo desdém.
– Vai me punir por isso, Mikhail?
Ele se aproximou mais. Os lábios quase roçaram o lóbulo da orelha dela quando respondeu:
– Sim, e você vai agradecer por cada segundo.
Ela estremeceu, mas não respondeu, só o olhou por um instante longo demais.
Então ele se moveu. Rápido, decidido. A pegou no colo com um movimento só como se ela não pesasse nada e seguiu com passos firmes pelo corredor até o quarto. Anancy tentou protestar, as mãos nos ombros dele.
– Mikhail… espera. Isso é…
– Tarde demais – ele cortou – você devia ter pensado nisso antes de fugir de mim.
O quarto estava na penumbra, iluminado apenas pela luz da cidade que vazava pelas cortinas abertas. A cama grande, os lençóis escuros, o ar denso, ele a colocou deitada no colchão, ainda de lingerie, os cabelos antes presos em um coque agora estavam bagunçados, o coque desfeito, a respiração acelerada.
Mikhail desabotoou lentamente a camisa enquanto a observava, como um predador saboreando a espera. Quando se aproximou, pegou os pulsos dela com firmeza, mas não com violência, e os prendeu com um lenço escuro que tirou da gaveta da mesa de cabeceira.
– O que está fazendo? – ela sussurrou, a voz falha.
Ele se inclinou, colando a boca na dela por um segundo quente demais, depois respondeu, com um sorriso lento:
– Vou te mostrar um mundo que você nunca conheceu, Anancy, um mundo onde você vai esquecer como se diz “não”.
Os olhos dela se arregalaram um pouco, mas não havia medo, havia curiosidade, excitação, e um desafio mudo que ele adorava.
Ele pegou uma venda de veludo e, antes de colocá-la, segurou o queixo dela.
– Palavra de segurança, escolha uma.
Ela hesitou, surpresa com o gesto, e ainda mais com a forma como ele a olhava, como se se importasse demais.
– Verde — respondeu, quase sem pensar.
Mikhail assentiu, satisfeito.
– Se disser “verde”, tudo para, até lá… você é minha.
A venda escureceu o mundo. O corpo dela reagiu ao silêncio, aos ruídos mínimos, o farfalhar dos lençóis, o som abafado dos pés dele no tapete, a respiração dele se aproximando. Ela sentiu o colchão afundar e o calor do corpo dele acima do seu, mas sem exercer peso nela.
Os dedos dele começaram a passear por sua pele com calma impiedosa, a curva do pescoço, o ombro, o meio de seus s***s… cada toque era firme o bastante para deixar um rastro de calor, mas leve o suficiente para fazê-la se contorcer de expectativa.
A boca dele se uniu aos dedos, marcando com beijos úmidos e lentos o caminho das mãos. Anancy arfava, os lábios entreabertos, os sentidos em alerta total. O som da respiração dele, o toque, o calor… tudo parecia amplificado.
Ele explorou as coxas dela, subindo e parando antes de onde ela queria, a deixando em expectativa, subiu e beijou o espaço entre os s***s, mordeu com cuidado a lateral do pescoço.
– Está sentindo isso? – ele sussurrou. – É só o começo, eu ainda nem comecei a te desmontar.
Ela mordeu o lábio, sem coragem de responder, o corpo inteiro reagia por ela. Ele percebeu e sorriu contra a pele dela.
A mão esquerda dele tocou seu seio esquerdo e começou a estimular seu bico já duro, abocanhou o outro e foi o suficiente para Anancy tremer de prazer. Sua boca quente em contato com a pele fria dela, arrancava gemidos contidos de Anancy, ele ia intercalando entre os dois p****s, beijava, mordiscava, arrepiava ela inteira e então parou.
Suas mãos desceram lentamente pelo corpo dela até a calcinha, que ele deslizou com calma, como se saboreasse cada instante. Quando ela ficou completamente nua, ele a olhou como se estivesse vendo um segredo revelado.
– p***a, Anancy – ele balbuciou, a voz embargada pelo desejo.
Passou o dedo pela i********e dela, sentindo o quanto ela estava molhada. Um gemido escapou de seus lábios antes que a língua dele a tocasse, firme e precisa, como uma promessa.
– Oh, merda – ela arfou, a voz trêmula, enquanto ele explorava com uma destreza quase c***l, determinado a levá-la ao limite.
Ela arqueou o corpo, os punhos presos se tensionando contra o lenço, enquanto a língua dele desenhava círculos lentos e profundos entre suas pernas. A respiração de Anancy se tornava cada vez mais irregular, entrecortada por suspiros abafados e gemidos que escapavam contra a própria vontade.
Mikhail fazia questão de manter o ritmo controlado, estudando cada reação dela com precisão quase clínica, como se mapeasse seu corpo por completo e adorasse cada descoberta.
– Assim… isso... – ela sussurrou, quase sem voz.
Ele sorriu contra a pele dela, satisfeito por finalmente arrancar palavras, mesmo que quebradas. Continuou com a estimulação até que ela se desmanchasse em seus lábios e então se levantou.
– Você está linda assim, entregue – murmurou, subindo o corpo sobre ela, distribuindo beijos quentes pela barriga e entre os s***s até chegar ao pescoço – e ainda quer me convencer que não sente nada?
Anancy virou o rosto, tentando se recompor, mas ele prendeu seu queixo outra vez, fazendo com que ela o encarasse mesmo vendada.
– Não se esconde de mim – disse baixo, mas com uma firmeza inegociável.
Ela não respondeu, mas seus lábios entreabertos e o corpo arqueado sob o dele diziam mais que qualquer palavra. Mikhail a conhecia, sabia ler cada nuance, cada silêncio carregado. E aquilo só o instigava ainda mais.
Por um momento, ele apenas a observou, os lábios entreabertos, o corpo ainda sobre o dela. O calor entre os dois era quase insuportável, mas não havia mais pressa. Só intenção. Desejo cru e nu.
Então, sem dizer uma palavra, Mikhail desfez o nó que prendia os pulsos dela, deslizando o lenço devagar, como quem libera um segredo. Seus dedos passaram pelos punhos dela com uma reverência silenciosa, os olhos ainda fixos nos dela, apesar da venda.
Então tirou a venda também, revelando o brilho nos olhos de Anancy, e viu com clareza, o momento exato em que algo dentro dela mudou.
Ela não o empurrou, não recuou. Sentou-se devagar, os punhos livres, o olhar recém-revelado encontrando o dele com intensidade. Estava ofegante, suada, o corpo ainda tremendo, mas havia algo mais em seus olhos agora — uma decisão silenciosa, quase desafiadora.
Mikhail permaneceu quieto, estudando cada detalhe, havia a provocação de sempre, claro, mas também uma certa admiração no olhar dele.
Ela se aproximou, deslizando os dedos pelo peito dele, até alcançar seu maxilar.
– Já terminou de me punir por ter ido embora sem me despedir?
Mikhail não respondeu de imediato. O maxilar dele travou sob o toque dela, mas ela não esperou. Montou sobre ele com firmeza, como se reivindicasse de volta aquilo que era seu, os quadris roçaram nos dele e ela sentiu a tensão contida. Ele ainda estava em chamas. Ainda queria ela.
– Eu ouvi que você só punia quem importava – ela sussurrou, com uma pontada de ironia carregada de emoção.
– Eu só puno quem me afeta – ele respondeu, a voz rouca, como se as palavras ardessem ao sair.
Ela o encarou, as mãos agora apoiadas no peito dele, enquanto se posicionava sobre a ereção dele, provocando com movimentos lentos. Ele gemeu baixo, tentando conter o impulso de tomar o controle de volta.
Mas não dessa vez.
– Então deixa eu te mostrar... – ela disse com os olhos fixos nos dele – que você também me afeta.
Ela olhou para o criado mudo e pegou um preservativo, rasgou, ajudou ele a colocar e então o guiou para dentro de si.
A partir dali, não havia mais punição, só entrega.
Ela o envolveu por completo, ofegando contra a boca dele quando o sentiu inteiro dentro de si. Mikhail fechou os olhos por um breve instante, o corpo rígido sob o dela, como se lutasse contra cada fibra que pedia para tomá-la de volta.
Mas não se moveu.
Ela era quem conduzia. E ele a deixaria fazer isso, por enquanto.
Os quadris de Anancy começaram a se mover com ritmo firme, constante, o corpo quente e determinado, como se quisesse marcar nele a ausência que causou. Ele gemia baixo, contido, os dedos cravando em sua cintura, resistindo à vontade de agarrá-la com força e virar o jogo. Mas havia algo na forma como ela o montava... algo entre desejo, redenção e provocação.
Ela estava ali por inteiro, não como antes, não como uma mulher sóbria e calculada, agora havia entrega, não à punição, mas ao sentimento que ela vinha tentando sufocar desde o instante em que o deixou naquele quarto sozinho.
– Você acha que me conhece – ela sussurrou, o suor escorrendo entre os s***s enquanto cavalgava sobre ele – mas ainda não viu o pior de mim.
Mikhail arfou, os olhos cravados nos dela.
– E mesmo assim – respondeu com a voz baixa, rouca – eu voltaria a escolher você.
Essas palavras a fizeram parar.
Por um segundo, apenas os sons do quarto preencheram o espaço entre eles: respirações entrecortadas, o leve ranger da cama, o pulso acelerado que ela sentia na garganta. Anancy o encarou, como se aquelas palavras tivessem feito mais do que deveriam.
Mas ele não se desculpou, não desviou o olhar.
Ela recomeçou os movimentos, agora mais lentos, mais intensos, mergulhando naquela confissão. O clímax veio rápido, como uma onda inevitável e ela o alcançou primeiro, o corpo estremecendo, as mãos se apoiando nos ombros dele enquanto gemia seu nome.
Mikhail a segurou pela cintura, e só então tomou o controle. Enterrou-se nela com força, duas, três, quatro, cinco vezes e aí por diante, até também se perder por completo, o corpo enrijecendo sob o dela, o prazer misturado a uma raiva contida, a um desejo antigo.
Os dois ficaram ali, entrelaçados, suados, sem dizer nada.
Por longos minutos, só havia silêncio.
Então ela se deitou ao lado dele, os olhos fixos no teto. Mikhail virou o rosto em sua direção, a expressão mais branda, quase suave. Passou a mão pelos cabelos dela, afastando uma mecha úmida da testa.
– Por que foi embora? – ele perguntou, sem acusação, mas com algo que soava como... mágoa.
Anancy fechou os olhos por um momento, não respondeu de imediato. E ele esperou.
– Porque senti demais – disse enfim, a voz baixa, vulnerável. – E isso me assustou.
Mikhail ficou em silêncio, assimilando.
Então se aproximou, colando o corpo no dela, os dedos deslizando pela curva de sua cintura.
– Da próxima vez que sentir demais... fica. Mesmo que assuste.
Ela virou o rosto voltando ao seu estado de timidez inicial, .as não fugiu. Não dessa vez.
E naquele silêncio morno do quarto, envoltos no lençol amarrotado, havia algo diferente. Algo que não precisava ser nomeado mas que, a partir dali, não poderia mais ser negado.