CAPÍTULO 8

887 Palavras
POV ALICINHA Ele estava me chamando de Sininho, como se eu fosse a fada fofa do Peter Pan. Mas se havia uma coisa que eu não era, era fofa. Nadinha de nada mesmo! O tir0teiro tava comendo no solto na comunidade. O The Killer passou em alta velocidade pelas ruas estreitas e pude ver algumas pessoas correndo pelas vielas, provavelmente procurando abrigo em meio aquela zona de guerra bizarra. A casa onde o The Killer vivia era muito maior e mais suntuosa que a da mãe. Era de um excelente bom gosto e não perdia em nada para alguma mansão que houvesse na Barra da Tijuca ou alguma casa de veraneio em Angra. Eu nem pude negar mais uma vez, antes disso ele me colocou no colo e correu comigo para dentro da casa. Havia um cheiro gostoso de limpeza e lavanda. Mas os pipocos de tir0 desviaram minha atenção e eu me encolho nos braços firmes dele. Eu sei que a situação era tensa, porém senti por alguns segundos os dedos dele afagarem meu cabelo e os braços me apertarem um pouco mais que o necessaŕio para sustentar o peso do meu corpo. Assim que entramos, ele me colocou sobre o sofá. Em seguida checou a munição do revólv3r que tinha na cintura. The Killer fez uma inspeção pelos cômodos. – Espera aqui que eu vou checar lá em baixo de novo. Pode ser? – Pode, claro – respondi estendendo meu tornozelo machucado. Ele de fato foi muito rápido. Em minutos estava de volta, parado ao meu lado, olhando ao redor como um animal procurando a presa. Acho que até as asas do seu nariz se moviam. A paz, porém, durou pouco. Foi tudo muito rápido. Barulho de viaturas em frente a casa me fizeram suar frio. The Killer Puxou a cortina e vi que seu desespero aumentou um pouco, pois seus homens tinham ido cuidar de sua mãe, ao levá-la para esse tal banker. The Killer estava sem retaguarda. – Fud3u, Sininho. Os corvos vão me matar. – falou ele respirando pausadamente. Não havia medo em seu olhar, apenas resignação e talvez um pouco de raiva. – Eles não podem fazer isso, tem que te levar preso e deixar a justiça decidir. – falei. – Eu estudo direito na PUC e sei disso. Ele riu, como se eu fosse uma garotinha doce e ingênua contando uma fábula. – Eles atiram e depois perguntam, Sininho. E se quer saber, eu, no lugar deles, faria o mesmo. Pois se vacilar, eu caio atirando. – riu com alguma amargura. – Não, não, eles não podem fazer isso… - comecei a desesperar por alguma razão. Eu ouvia já o barulho dos policiais invadindo, algum deles dando ordem , como nesses filmes de guerra que vemos pela TV. – escuta, Sininho. Diga à minha mãe que eu a amo. – Eu não direi nada. Você dirá isso pois ela o verá hoje. Ao dizer isso, eu me ergui e tentei não colocar tanta força no tornozelo machucado. Segurei The Killer pelo braço e o derrubei no sofá usando o peso do meu corpo. – O que você está fazendo????? – Disse ele sem entender. – Shhh, eu tive uma ideia. – Que ideia??? Eu rasguei os trapos de roupa que ainda vestia e improvisei uma venda. – só fica quieto. Por favor – falei vendando os olhos dele. – Quer que eu morra de vez?- disse ele. – Não, apenas tentando achar um jeito desses policiais não te reconhecerem. Em seguida eu fui tirando minha roupa, ficando completamente nu@. Apesar de hesitar, eu fiz isso. Algo dentro de mim me dizia que eu precisava ajudá-lo. E acho que a nud3z feminina pode ser capaz de distrair até o mais concentrado dos homens. Com aqueles policiais não seria diferente. Eu tentei manter a calma enquanto ouvia os policiais no andar de baixo, inspecionando o local. Precisaria entrar num personagem. Olhei para o The Killer, sentado no sofá com as pernas abertas, olhos vendados. Com mais calma pude reparar no quanto ele era sexy e bonito. Tatuagem no pescoço, nos braços, uma cicatriz discreta na sobrancelha causando falha e uma barba por fazer desenhando a mandíbula quadrada. Eu fiquei de joelho e desabotoei a calça dele. – Qual foi, Sininho, quer me dar um presente antes de eu morre?.-- riu. – Não, relaxa. Vai ser uma encenação. – Isso não vai funcionar, qual é, garota. Desiste! – Só relaxa, por favor. – falei. Eu engoli em seco ao terminar de abrir a calça. Veio um cheiro de amaciante da cuec@ vermelha de algodão. E, para o meu espanto, mesmo naquela situação tensa, o membr0 dele marcava o tecido, em um formato cilíndrico robusto e longo na diagonal, por sobre a virilh@. – Desculpa, ele fica assim quando tocam… - falou. Eu não disse nada. – Certo, com licença – eu disse abrindo minhas pernas e sentando sobre ele, de frente para ele. Completamente nu@. De maneira instintiva, The Killer colocou as mãos sobre a minha cintura e eu fiquei ali, encaixada no quadril dele, roçando seu membro0 duro, mesmo que por sobre a cuec@. Eu estava torcendo para minha ideia dar certo. Era uma encenação, mas tinha que dar certo. NOTA DA AUTORA: Meninas, adicionem a biblioteca clicando no coração. Querem mais???
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