CAPÍTULO 9

976 Palavras
POV THE KILLER/ABEL Dois anos antes. Eu era completamente apaxionado na Cibele. Cibele foi uma mulher que, diferente de outras, veio por conta própria para a comunidade. Ela não era patricinha, porém tinha uma beleza diferente das demais e era dona de si, o que logo chamou minha atenção. Ela havia ouvido falar sobre o meu harém com várias mulheres e decidiu subir o morro para ver com seus próprios olhos, segundo me contou tempos depois. Eu me lembro de que estava no baile quando a vi passar. E ali Cibele me escolheu. Seus olhos cruzaram com os meus e ela sorriu, como se lesse meus pensamentos. No geral, as mulheres têm medo de mim ou agem de maneira submissa. Mas Cibele não, ela era muito audaciosa. Não foi preciso chamá-la. Cibele passou pelos meus homens armados como se eles não estivesse segurando fuzis. E nenhum segundo sequer ela desviou os olhos da minha direção. – Pode dexá passa, chefe? – Perguntou o Sardinha, na época em que ele ainda não era um monte de merd@ sanguinolena na sala da minha casa. – Pode. – falei olhando para Cibele. Ela ignorou os outros, que a secaram com os olhos. – Você é o The Killer tão famoso? – perguntou com malícia. – Não sei, o que você acha? – Respondi entrando no joguinho pretensioso dela. – Pode ser… – falou dando de ombros – com esse monte de cara aqui te fazendo guarda, acho que achei o cara que eu estava procurando. Eu não pude conter um sorriso. Ela era mesmo audaciosa. Se fosse apenas sua beleza física, acho que não teria me encantado tanto. Ela sabia quem era, além de bonita. E mais que isso: Cibele sabia o que queria. – Acho que você não é daqui. Não tem cara de ser daqui. – falei. – Não, não sou. Mas confesso que me sinto em casa, The Killer. Eu me coloquei de pé e a puxei para perto de mim. Cruzei meu braço pela cintura dela e a apertei contra meu corpo com força, até quase esmagar seus ossinhos frágeis. Então coloquei uma mecha do cabelo dela atrás da orelha e sussurrei ao pé do seu ouvido. – Se você for uma infiltrada, eu vou mandar arrancar seus olhos e fritá-los em óleo quente. Depois vou servi-los a você mesma com ceviche. Outra mulher teria ficado assombrada, mas Cibele não era dessas. – Eu gosto de ceviche – falou olhando nos meus olhos – e deixe o passado. Tenho a leve impressão que o sabor dos meus olhos seria melhor nesse ponto. Ali eu entendi que já estava com a corda no pescoço. Sei que naquela mesma noite, Cibele e eu fomos por horas. Eu comi em todas as posições, e mesmo sendo algo sujo, eu senti um tipo de ligação sentimental que há muito não sentia por mulher alguma. Era estranho. É perigoso. Então criei o maior e pior vício que um homem como eu poderia criar: me apaixonei por uma mulher. E não por qualquer mulher, mas por Cibele. Claro, o desfecho como todos sabem, foi a morte dela nos meus braços naquele dia, após eu ter certeza de que nunca deveria ter confiado nela. O problema, agora, no presente, era que Sininho lembrava muito a Cibele. E a Sininho estava por cima de mim, com seu corpo sobre o meu, roçando na cabeça do meu p@u sobre o pretexto de que queria me salvar dos cravos. Isso era algo que a Cibele faria. E eu desejei empurrá-la para o lado, pois ao mesmo tempo em que ela despertava desej0 em mim, eu também me sentia com repulsa, pelo gatilho que Sininho estava despertando em mim. Contudo, os corvos entraram nesse momento, apontando armas e mandando ficarmos parados Alicinha me abraçou e disse ao meu ouvido: – Shhhh, eu tô no controle agora. Calma.. POV ALICINHA Eu não sabia de onde aquela energia emanava, mas eu simplesmente parei de respirar por alguns segundos quando os policiais invadiram a sala onde eu estava nu@ com o The Killer. – Se se moverem, eu atiro. – falou um deles, Apesar de estar de costas, eu sabia que havia muitos deles ali. – Estamos apenas nos divertindo, senhor policial. Eu juro que ouvi algumas risadinhas vinda deles. – Fica em pé. – falou ele, que devia ser o capitão daquela tropa. – Tem certeza? – eu disse com certa malícia. Eu estava gostando daquilo. – Tenho. Levanta e coloca as mãos na cabeça. – disse. Assim que me virei, vi mais de dez homens apontando um fuzil na minha direção. Mas ao me verem nu@ seus movimentos vacilaram e vi vários deles engolirem em seco. Apesar do medo que percorria minhas veias, eu sentia algum tipo de prazer em tudo aquilo, em me sentir poderosa diante de tantos homens. – Assim? – falei pondo as mãos na cabeça., mas com um tom malicioso. O que estava à frente, e que deveria ser o capitão, engoliu em seco de novo. Eu era capaz de ver o suor na testa dele. – O cara que está com você… – Perguntou o policial apontando para o The Killer no sofá. – Ele é só um cliente. Qualquer um de vocês pode ser. Estou me convidando. Eu vi dois soldados logo atrás sorrindo e curtindo um ao outro. Eles levaram a sério. Mas é claro que eu nunca faria isso de fato. Era um personagem ali. – Não estamos de brincadeira, moça. Agora se afasta que nós vamos revistar ele. Eu por um momento achei que fosse dar tudo errado. Mas não. The Killer foi muito mais esperto que eu. Ele me puxou rapidamente, em um movimento ágil. E passou o braço pelo meu pescoço. – Se vocês se aproximarem, ela morre.-- Falou ele apontando uma arm@ para minha cabeça.
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