Capítulo 16: humilhação

1165 Palavras
-Essa poção nós da alguns segundos de vantagem, na verdade eram para ser minutos mas duvido muito que a bruxa demore para perceber a gente. Assim que ela nos sentir ela vai vir para cima. A mesma coisa vai ser com vocês, invadir aquela mansão é loucura. É justamente por isso que eu consegui criar uma poção que te deixa intangível durante alguns segundos, e difícil de produzir por isso só consegui 5. Maria parecia estar um pouco ansiosa. -Algo te incômoda? Eu me aproximei dela, não importa o que ela estivesse sentindo, agora era tarde de mais para voltar atrás. -Não, não é nada. Estamos em homúnculos, vai dar certo. Graças a marca eu sabia exatamente onde ele estava. Nos pegamos um carro apesar de ser mais rápido ir usando a nossa super velocidade, eles iriam perceber algo se movendo naquela velocidade. -Vamos ocultar nossa presença o máximo possível para não parecermos suspeitos. -Claro, obrigado por dizer o óbvio. Eu revirei os olhos, em alguns momentos eu realmente odiava suas falar repletas de ironia. Deixamos o carro a um quarteirão de distância da casa onde ele estava, e fomos o resto do caminho andando. -Sabe, se não fosse um assassino frio e calculista você acha que poderia ter uma vida diferente? -Porque está perguntando isso do nada? -O que o lobo disse... De ter se apaixonado pela bruxa, você já amou alguém? -Como humano, eu sinceramente não me lembro de nada. E como vampiro muito menos. -O garoto não é nada para você? -Ele é meu. Minha presa. Não entendia onde ela queria chegar com essas divagações sem sentido. Nos nós aproximamos da esquina e conseguíamos ouvir uma voz feminina. Uma mulher loira estava sentada na varanda da casa. -Eu sinto sua falta... Ela fazia uma voz manhosa. -Baby, assim que eu chegar quero você só para mim okay?! -É a bruxa. Eu sussurrei. Ela provavelmente estava falando com Harry. -Ela parece feliz... -E eu também vou parecer quando ter o que é meu por direito, deixa de ter pensamentos idiotas e me dá aquela poção. -ok, ok. No três a gente toma a poção e ataca. Okay?! -um... -Dois... -três... Tomamos e poção e partimos em alta velocidade em direção ao alvo. Assim que me aproximei ela olhou em nossa direção, era impossível, nós estamos invisíveis. Cada ação levava milésimos de segundos. Maria reúne toda a sua força para dar um soco nela. -Não... Eu grito. Logo eu sinto a pressão aumentar e um estrondo. O soco dela acertou um escudo invisível que a arremessou longe. -Baby, o que está havendo? Uma voz masculina diz pelo telefone. -Não se preocupe, não é nada. Acho que vou ter que lidar com algumas moscas. Seus olhos que antes eram azuis como o próprio oceano, se tornaram perfeitos rubis que brilhavam em meio a escuridão da noite. Eu estava realmente fodido. Naquela fração de segundo eu percebi o quão diferente eram nossas forças. Ela pegou um canivete na sua jaqueta de couro, e rapidamente cortou o próprio pulso. A sangue que escorria tomava forma de uma espada. -Eu espero que você sirva para pelo menos, não me deixar entediada. -E eu espero cumprir suas expectativas. Eu disse em tom irônico. Ela me jogou a espada. -Eu vou te dar essa vantagem, tem algum tempo que eu não enfrento alguém, então quero que isso seja divertido. Ela sorriu enquanto tomava postura de combate. -Você vai lutar com as mãos vazias? -Sim. E mesmo assim você vai perder. Eu aceitei a espada, mesmo sabendo da diferença de nossas forças eu queria fazer ela se arrepender por ter me subestimado. Avancei em sua direção visando seus pontos vitais, especificamente seu pescoço. Ela desviou como se não fosse nada, e me deu um leve “peteleco” na testa. -Hehe, você é bom. Talvez se não fosse eu você teria tido um desempenho melhor. Eu fiz avanços seguidos com a espada, e ela sempre desviava. -Sua amiga está bem?! Não consigo ouvir seus batimentos cardíacos. Eu Continuei a atacando. Eu não ia desistir. -Você não parece preocupado. Hm... Ela desviou do meu avanço, chutou com força o meu estômago me fazendo recuar e dando outro chute no meu maxilar. Eu estava tonto, tanto pelo golpe como pela diferença gritante de nossas habilidades. Ela se agachou e pegou a espada que estava no chão. -Quero conferir uma coisa. Ela assumiu forma de combate, cada um dos seus movimentos era polido e mostrava o quão experiente em combate era. Em um piscar de olhos, ela tinha passado por mim e eu estava sem um braço. Como eu era um homúnculo ao invés de sangue meu braço se desfez em lama. Ela olhava para àquilo com uma cara um tanto como presunçosa. -Vocês realmente usaram alquimia proibida para fazer essa palhaçada? Mataram milhares de pessoas para isso? Seu olhar mostrava incredulidade. -Hoon, você não teve coragem nem para atacar usando seu próprio corpo. Mas eu espero que esse combate tenha mostrado que você não tem chance, mesmo usando 100% do seu poder estando no seu corpo o máximo que você iria fazer é nós dar uma tarde divertida. -Agora, eu vejo que se eu quiser o que é meu eu vou ter que arrumar um jeito. -Um jeito você diz? Não há jeito. Você não é forte o suficiente para enfrentar um de nós sozinho. Pensa que pode derrotar todo o clã Vlad? Não me faça rir. Eu não conseguia me mexer. Mau corpo simplesmente não funcionava corretamente. - que você fez comigo? -já ouviu falar em chakra, ou pontos de pressão? Se pressionara-los corretamente ou injetando a quantidade certa de maana neles, eles se desalinham e isso acaba acontecendo. Eu fiquei em silêncio. Ouvia apenas o som do seu caminhar enquanto se aproximava de mim. Meus olhos só podiam acompanhar cada passo lento que ela dava em direção ao meu corpo. Ela ficou parada na frente do meu corpo, e com um sorriso encantador soltou um aura arrepiante e densa que não parecia ter fim, aquela aura mostrava o quão forte ela era. -Hoon, eu quero deixar bem claro que você só está foragido até hoje por sorte. Você machucou um dos meus, e isso me deixou irritada. E agora você veio atrás de alguém especial pra mim de novo. E agora eu estou furiosa. Ela ainda sorria, mesmo com toda aquela aura arrepiante... Era de longe encantadora. Aquela da filha da mãe era estonteante. Ela aproximou seus lábios dos meus ouvidos e eu conseguia sentir sua respiração quente no meu pescoço. -Hoje você também vai sair com vida por pura sorte. Da próxima vez que nos encontrarmos eu vou te causar o dobro da dor que você causou em todas as pessoas. Eu sentia meu sangue ferver. - Até a próxima, Hoon. Colocando a mão sobre a minha cabeça, ela só disse uma frase. -Queime. E isso foi o suficiente para que não restasse nada além de cinzas daquele corpo. ******
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