Capítulo 15: preparação

1102 Palavras
Minha casa estava escura, apenas uma pequena luz aparecia na janela, o que indicava que como sempre a casa estava vazia. -Minha mãe está no trabalho, e a Noona na faculdade. Se tiverem que fazer algum tipo de bruxaria, feitiços e coisas do gênero agora é o momento. -Okay, então... Acho que vou começar escrevendo algumas runas protetivas na porta de entrada. Hari furava seu dedo com uma agulha, seu sangue tinha um cheiro estranhamente doce. Instintivamente seus olhos ficaram vermelhos como rubis. Ela começou a desenhar símbolos pela porta com seu sangue. Aquilo era macabro, porém extremamente sedutor. O ar vibrava e eu escutava estranhos sussurros no meu ouvido. Aquilo era magia. Logo vi uma camada quase invisível se formar em volta da minha casa. Assim como eu, niki observava tudo em silêncio enquanto os estranhos desenhos brilhavam e desapareciam. -Isso deve manter qualquer pessoa com “más intenções” fora da sua casa. -Uou, mas porque você não fez isso antes? -Pura ética, e não é como se o Hoon estivesse aqui antes. Se ele não estivesse aqui não chegaria a esse ponto. É uma faca de dois gumes, sabe? Magia atrai magia, então mesmo que estejam protegidos alguns seres podem ser atraídos por essa magia, eles não tem nenhuma má intenção, mas eles são extremamente brincalhões. Não queria correr riscos. -E eu era mais do que suficiente. Niki colocou um braço envolta do meu pescoço e me olhava com um sorriso confiante. -Eu sei que você é forte e vai me proteger, mas não acha que esse excesso de confiança poderia ser perigoso? -Não. Eu não sou um pilar atoa. Ele riu, e apertou um pouco o braço que estava em volta de mim. -Ah, vendo vocês assim senti falta do meu bebê. Hari tinha o olhar distantes. -Vocês estão quanto tempo juntos? Eu estava curioso em relação ao passado dos dois. -Nos estamos juntos a muito tempo, tanto que perdi a conta. Ele era meu guarda costas, e eu sou apaixonada por ele desde quando era uma adolescente. -O amor de vocês nunca esfriou? -Nunca. E a cada dia fica mais forte. -Ele deve ser muito bom de cama para manter um relacionamento de séculos ativo. -Haha... i****a. Hari deu um soco leve em Niki. -Mas enfim... Vamos continuar... Ela pegou uma planta da minha casa, e desenhou um pentagrama nele. -Cada ponta, representa um elemento... Água, terra, fogo, ar e espírito. Eu vou colocar uma pedra de maana de cada elemento, o que vai criar uma área mágica que vai permitir que com o conhecimento certo até você use magias poderosas caso seja necessário. Agora a gente precisa colocar as câmeras escondidas. -Você não tem alguma magia pra isso? -Tenho, mas porque gastar maana quando temos a tecnologia? Ela sorriu docemente. -E eu quero dar algo para vocês fazerem enquanto eu ligo para meu baby. Niki revirou os olhos. -Okay, vamos instalar as câmeras, hm...primeiro para o seu quarto? -Pode ser. -Vocês vão me vigiar? -O que você acha que nós somos? Stalkers psicopatas? Se for isso, você acertou. Eu sorri fraco. -Essas câmeras vão avisar quando outra pessoa que não é da sua família entrar na casa. -Achei que você fosse me vigiar dormir como Edward Cullen... Eu olhei provocativo. -Você iria querer isso? Nós nos encaramos. -Puuft Caímos na gargalhada. -Esse filme... Ele sensualmente entrava no meu quarto sem meu consentimento e sensualmente me olhava dormir como um velho t****o. Niki imitava um narrador de documentário. -E eu me apaixonei por ele. A ovelha se apaixonou pelo c***l lobo, que por acaso é um vampiro. Sentido? Não temos. Porque a gente sempre acaba lembrando se crepúsculo? -Esse filme é histórico de muitas maneiras. Para nós vampiros, foi engraçado ver como em algum momento cogitaram a hipótese de “Brilhar como diamante”. -.... Escuto um estrondo vindo de fora da casa. -Que m***a é essa? * * -Você tem certeza? -Maria, eu tenho. Eu quero ver o quão forte eles estão agora. -Você sabe que vai enfrentar a bruxa também? -Eu sei, quando eu estava na mansão ela não estava lá. Não tenho noção do seu poder. A primeira regra para se ganhar uma guerra é a informação. E por isso vamos aplicar o plano homunculus. Eu precisava saber exatamente a força atual do inimigo, e o único jeito de fazer isso era usando homunculus. Corpos criados artificialmente e que podem ser controlados remotamente, com força e poderes sobre humanos. Max e eu iríamos atacar dois lugares ao mesmo tempo, a mansão e a casa onde o Sammy estava. As informações iriam ser úteis de várias formas. -Os homunculus são mais fracos do que a força real de vocês, mas mesmo assim acho que vai servir para faze-los pelo menos se estressar. Maria ria enquanto observava as pedras que virariam nossos hospedeiros. -E pensar que era possível fazer isso com almas humanas. -Isso é um tabu. Fazer esse tipo de experiência é proibido dentro da alquimia. Maria pegou uma taça de vinho e o tomou enquanto fitava o nada. -E é por isso que eu tive que mata-lo. Ela apertou a taça até que ela se quebrasse em vários pedaços dentro da sua mão. Um caco acabou cotando seu pulso, o sangue escorria em direção as pedras. -Está feito. Cada pedra filosofal é feita com a alma de 10 mil pessoas. Temos 10 pedras. -Temos o suficiente. O ar vibrava, e as pedras iam produzindo uma espécie de lama. E essa lama escura como carvão ia aumentando e tomando forma. Agora elas pareciam seres humanos. -Vamos transferir a mente de vocês para eles. Nós tomamos uma espécie de poção, e logo eu senti uma espécie de eletricidade correr por todo o meu corpo, nunca me senti tão vivo e tão vazio ao mesmo tempo. Fechei meus olhos e quando abri eu já não era mais eu. Minha mente estava no corpo do homunculu. -Agora, nós vamos nos divertir um pouco. Max parecia realmente empolgado. -Você não acha que está se divertindo um pouco demais com isso? -Eu sempre quis bater naquele o****o? -Hm?? Sabe quando eu era criança, meu primeiro amor foi aquela bruxa gostosa. Eu sempre quis ela, mas ele já a tinha. Nunca tivemos um embate, mas hoje... Hoje eu vou quebrar aquele i****a, por toda a humilhação que ele fez no passado. -Acho, que todo mundo tem algum motivo pessoal? Só eu que estou aqui puramente por capricho? Maria nos olhava com desdém. -Não coloquem o plano para fuder okay? Eu olhei para Max dando-o um aviso. A diversão iria começar.
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