A água ainda escorria pelos nossos corpos quando ele desligou o chuveiro. Ficamos nos encarando por um instante. O vapor do banheiro já não era só por causa da água quente... era tudo. Era ele. Era eu. Era o que a gente estava prestes a viver. Kaique pegou uma toalha e me enrolou com cuidado, como se eu fosse de vidro. Depois pegou outra pra ele, passou rápido pelo corpo e me olhou com aquele sorrisinho torto que ele dava quando queria parecer seguro, mas eu já sabia — ele tava tão entregue quanto eu. — Vem comigo. — disse, estendendo a mão. Eu peguei. Saímos do banheiro devagar, como quem sabia que o que vinha a seguir não tinha mais volta. Ele me guiou até o meu quarto, mas dessa vez... não foi com pressa, não foi com urgência. Foi com calma. Com presença. Como se cada passo fosse

