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1301 Palavras
Dizem que o tempo cura tudo. Mentira. O tempo ensina a esconder. Ensina a colocar a dor numa caixinha lá no fundo da alma, onde ninguém mais consegue ver. Mas esquecer? Isso nunca aconteceu. Já se passaram cinco anos desde a morte do Luan, e ainda hoje eu acordo pensando se ele apareceria na porta, sorrindo, dizendo que tudo foi um plano, uma encenação, um jeito torto de me proteger. Mas ele não apareceu. Nunca apareceu. Aceitar foi um processo lento e c***l. Me peguei tantas vezes sozinha no banheiro chorando em silêncio pra não assustar o Benício. Escondia a tristeza com um sorriso, e muitas vezes, até a mim mesma me enganava. Quando descobri a gravidez, eu fiquei paralisada. Eu não me sentia pronta, não me sentia forte, não me sentia... mãe. E, por mais que todos dissessem “você vai dar conta”, no fundo eu só sentia medo. Medo de não ser o suficiente, medo de não proteger, medo de falhar. Mas aí ele nasceu. E com o primeiro choro, foi como se eu também tivesse nascido de novo. Foi ali que a minha vida, pela primeira vez, fez sentido. O quarto está bagunçado. Roupas espalhadas, caixas abertas, objetos revirados. Uma playlist baixa toca alguma coisa do Djavan. Eu estou sentada na cama, com um monte de fraldas e roupas de criança ao redor, exausta. Sem perceber, adormeci ali mesmo, com o corpo afundado nos travesseiros e um lápis de sobrancelha ainda na mão. Escuto passos rápido ao fundo e a porta se abrindo. JAS: — Tá maluca que eu vou deixar ela dormir no meio dessa zona... HELENA: — QUE CARALHOS, JASMIN!?- grita, acordando assustada JAS: — Te batizei de novo, mulher! Tá renovada! - gargalhou. HELENA: — Eu vou te encher de porrada! Tá louca? - secar o rosto, tentando entender onde estou. Jasmin corre porta afora, rindo. Saiu da cama e corro atrás. Jasmin corre se escondendo atrás do sofá. Eu vou atrás e pego uma almofada na mão. HELENA: — Sai daí, sua vaca! JASMIN: — Eu salvei sua dignidade, tava roncando com a boca aberta! Almofada voa. Jasmin revida. Guerra declarada. Miguel: — Eu ouvi bagunça! Quero brincar também! - ele desce as escadas correndo e se junta. Ele corre até a Jasmin e se joga no sofá ao lado dela. HELENA: — É isso mesmo, filho? Vai trair a própria mãe? - fingo está indignada. Miguel: — Eu sou do time da titia hoje! JASMIN: — Isso amor! Sua mãe é má e bagunceira! HELENA: — Mentirosa! Caluniadora! – pego outra almofada. — Isso é GUERRA! GUERRA DE ALMOFADAS SE INTENSIFICA. Miguel ri tão alto que fica com o rostinho vermelho. Helena o pega no colo e começa a fazer cócegas. HELENA: — Ataque de cosquinha! Quem mandou me trair, seu traíra? Miguel: — Mããããe, paraaaaa! Jasmin também começa a fazer cócegas nos dois. A gente cai juntos rindo no tapete. Silêncio por alguns segundos. Apenas respiração ofegante e sorrisos no rosto. E é assim. Entre um caos e outro, entre a saudade que nunca vai embora e o amor que cresce todo dia, eu sigo. Com meu filho nos braços, uma amiga maluca na minha vida. Porque a vida continua. E eu também. Jas 🐳 Pagodofunk rolando solto, gente dançando, rindo, se agarrando nos cantos. E eu? Eu tava ali no meio da bagunça, comendo um espetinho enquanto rebolava — multitarefas mesmo. Porque quem disse que dá pra escolher entre dançar e comer? De repente, senti uma presença atrás de mim. Xxx (aleatório): E aí, morena, tá na pista? Quase engasguei. Virei pra ver o cidadão e dei de cara com um moleque cheio de ferrinhos no dente, óculos escuros empilhados no rosto e um sorrisinho metido a malandro. Jas: Sangue de Cristo tem poder! São Jorge largou o turno, só pode... Xxx: Tá me tirando, morena? Jas: Eu não, quem tá se tirando é você com essa cara de que caiu de um clipe de 2005. Dois óculos? Tá vendo em HD e 3D ao mesmo tempo? Ele abriu a boca tentando sorrir, mas confesso que só me deu vontade de rir mais. E foi aí que vi Digão, do outro lado da pista, me encarando com aquele olhar de quem já sabe que vai dar problema. Ele deu aquele sorriso de canto, e minha alma saiu do corpo. Ele fez um sinal com a cabeça, indicando um canto mais afastado da casa. Meu coração? Já tava lá. Jas: Ó, se cuida que hoje ouvi dizer que a carrocinha tá passando... Vai que te confundem com um alien? Tô indo! Me afastei dali e fui até onde Digão estava. O lugar era meio escuro, com pouca gente. Quando cheguei perto, ele me puxou com cuidado e segurou minha mão. Digão: Tu tá linda hoje... tava te procurando desde que cheguei. Antes mesmo que eu respondesse, ele me puxou pra perto e me beijou com vontade. Foi intenso, quente, daqueles que fazem o mundo girar mais devagar. Ele desce a mão pelo meu corpo parando na minha b***a, ele aperta com força e me puxa colando nossos corpos, passo a mão por trás da nuca dele e arranho, quando senti o clima esquentar, olhei pros lados lembrando da casinha que tinha ali que era um o deposito de bebidas, e drogas. Jas: Afim de outra coisa? Digão: Contigo, eu tomo qualquer parada.- beija meu pescoço e eu me arrepio toda. Puxo ele até o lugarzinho que tinha que falando, vejo se a porta tava aberta e entro com ele, fecho a porta e ele me empurra contra a mesma me beijando com vontade, dessa vez mais quente, ele passa a mão pelo meu corpo, aperta meu seio por cima da camisa, beija meu pescoço e morde me fazendo arfar. Ele abaixa meu vestido e meus s***s pulam pra fora, ele sem pensar, pega um e fica massageando enquanto chupava o outro, seguro os gemidos pra ninguém ouvir, a música tava alta. Mas não ia dar uma de doida e testar se dava pra ouvir. Eu empurro ele pra baixo fazendo o mesmo ficar bem perto da minha b****a, ele afasta a calcinha e sem enrolação passa a língua e começa a me chupar, abro as pernas e coloco uma encima de uma banco que tinha ali dando espaço pra ele brincar com a minha b****a, ele sugava e eu reprimia os lábios segurando os gemidos, já perto de gozar, seguro seus cabelos e puxo gozando na boca dele. Ele me beija e eu sinto meu mel em sua boca, ele me vira de costas pra ele e apoia minhas mãos na parede ali, afastando novamente minha calcinha e enfia o dedo em mim, ouço ele rasgar algo e imagino ser a camisinha, olho vendo ele colocar no p*u e em seguida meter em mim com força me fazendo arquear a b***a toda pra ele. Ele metia com força e apertava meus s***s, desferia tapas em minha b***a enquanto estocava com força dentro de mim, enrola as mãos no meu cabelo e puxa, ele diminui os movimentos e eu passo a rebolar em seu p*u ouvindo o mesmo gemer baixinho e eu junto, ele segura minha cintura e mete com força e fundo, eu sentia lá dentro e o t***o me consumia. Com seus movimentos eu g**o de novo e agora no seu p*u, ele continua metendo até que diminui os movimentos e ouço gemer gozando, ele sai de dentro de mim e ainda com as pernas bambas eu me viro beijando o mesmo com a respiração ofegante. Ajeito minha roupa e meu cabelo, e ele faz o mesmo. Jas: Eu saiu primeiro.- falei e ele confirmou. Sai daquele quartinho olhando pro lados pra ver se não tinha ninguém me observando.
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