CAPÍTULO 111 GRINGO NARRANDO: Depois que deixei a Rafa na escola, fiquei alguns segundos parado com o carro ainda ligado, olhando o portão se fechar atrás dela. O jeito que ela saiu, sem dizer uma palavra, sem nem olhar pra trás, foi pior do que qualquer grito. Aquilo doeu mais do que bala. Meu peito estava apertado, a cabeça um caos, e pela primeira vez em muito tempo eu não sabia o que fazer primeiro. Passei a mão no rosto, respirei fundo e arranquei com o carro. Eu precisava resolver aquela porrä. Precisava entender se aquilo era verdade, se era armação, se era destino me testando ou só consequência das escolhas erradas que eu sempre fiz. O caminho até a casa da Mara pareceu mais curto do que realmente era. Talvez porque minha mente estivesse a mil. Cada rua parecia zombar de mim. C

