A primeira vez

1098 Words
Já havia se passado uma semana desde a cirurgia da minha mãe. Graças a Deus, ela estava se recuperando maravilhosamente bem. Naquele dia, eu tinha ido visitá-la, enquanto Otávio aproveitou para ver os pais. Na volta, ao chegar em casa, me deparei com aquele vizinho nojento novamente parado em frente ao meu portão. — E aí, sua mãe... Ela não mora mais aqui, né? — perguntou, com aquele tom cínico. — Mora sim — respondi com firmeza, tentando conter o nojo. — Agora, se me dá licença, preciso entrar. Meu namorado está me esperando. — Namorado? Não vi ninguém chegar... — retrucou, com aquele olhar inconveniente. Engoli em seco, respirei fundo e entrei, tentando ignorar. Meu coração batia acelerado. Me sentei na varanda por alguns minutos para me acalmar, até que ouvi o ronco familiar da moto de Otávio. Ao vê-lo, me levantei num impulso e o abracei forte. Ele percebeu meu tremor. — O que houve, amor? Você está pálida, está tremendo... — Aquele vizinho nojento estava aqui de novo. Perguntou se minha mãe não morava mais aqui... Eu disse que sim, e que estava entrando porque meu namorado me aguardava. Aí ele soltou que “não viu ninguém chegando”. Fiquei tão nervosa que entrei o mais rápido que pude... Otávio respirou fundo, os olhos escurecidos pela raiva contida. — Amor, se acalma. Eu vou resolver isso, tá? Me desculpa pela demora, minha mãe insistiu pra eu esperar ela preparar um bolinho pra você. Ela disse que tá louca pra te conhecer e mandou muitas energias boas pra sua mãe. Sorri emocionada. — Que linda! Vamos entrar... Ele colocou o bolo sobre a mesa e eu comentei: — Nossa, tá com uma cara deliciosa... Agradece a sua mãe por mim! — Que tal você mesma agradecer? — disse ele, pegando o celular e fazendo uma chamada de vídeo. — Boa noite, minha nora! — disse a mãe dele, com um sorriso acolhedor. — Nossa, você é linda! Meu filho não exagerou em nada! — Espero que ele só tenha falado coisas boas — respondi, sorrindo tímida. — Muito obrigada pelo bolo. Ainda não comi, mas já sei que está maravilhoso. — Fiz com todo carinho pra você, querida. Você vem jantar comigo sábado? — Se nada atrapalhar, vou sim, sogrinha. Um beijo! Encerramos a ligação e Otávio me puxou para perto. — Eu passei o dia todo morrendo de saudade de você, Kelly... Sorri e murmurei: — Eu também... Nos beijamos com saudade, com desejo, com ternura. Ele colou os lábios nos meus e sussurrou: — Eu te amo demais. Tá ficando cada vez mais difícil resistir à vontade de te ter só pra mim... Nossos olhares se encontraram com aquela intensidade muda que só o desejo conhece. Então ele entendeu. Nossos corpos se aproximaram ainda mais, e nos beijamos com mais fome, mais necessidade. Suas mãos foram deslizando pela minha cintura enquanto ele tirava minha blusa devagar, com os olhos fixos nos meus. Meus dedos ágeis desfizeram os botões da camisa dele, toque por toque, tirando cada camada de distância entre nós. Caímos sobre o tapete da sala, e ali ele começou a explorar meu corpo com a boca, os lábios quentes e famintos descendo por cada centímetro da minha pele. Seus beijos nos meus s***s me fizeram arfar, perder o fôlego. Quando ele desceu até minha i********e e começou a me tocar com a língua... ah, parecia que eu estava flutuando. Ele me levava ao céu com cada movimento, cada gemido dele alimentava ainda mais o meu prazer. Depois, quando ele finalmente me penetrou devagar, os olhos presos aos meus, tudo pareceu parar no tempo. Nos movíamos em perfeita sintonia, como se nossos corpos se conhecessem há vidas. E quando o prazer explodiu dentro de mim, eu soube: aquele homem era meu. E eu era dele. Minutos depois, ainda deitada sobre seu peito, ouvi ele sussurrar: — Você é maravilhosa. Obrigado por me permitir te amar assim. Eu sonhei com esse momento desde o primeiro dia em que te vi... Sorri, acariciando o rosto dele. — Agora sou sua. E você é meu. Foi tudo tão intenso, tão carinhoso... Eu não poderia estar mais feliz. Nos aninhamos ali, agarradinhos, enquanto a noite caía lá fora. Mais tarde, sentamos para comer o bolo. Provei e me derreti. — Sua mãe arrasou! Tá simplesmente perfeito! — Ela cozinha muito bem — respondeu, com orgulho nos olhos. Depois fui tomar banho e resolvi caprichar. Escolhi uma camisola de renda vermelha com um decote provocante. Soltei meus cabelos cacheados, ainda úmidos, e espalhei meu perfume preferido pela pele. Quando saí do banheiro, Otávio ficou simplesmente sem palavras. Seus olhos me devoravam em silêncio. — Amor? Você tá bem? — perguntei com um sorriso provocante. — Se eu tô bem? Com você assim... Deslumbrante... Eu tô nas nuvens. Subi na cama, sedutora. — Então quer dizer que você gostou? Me aproximei lentamente e comecei a beijá-lo. Pescoço, peito, barriga... Enquanto descia, fui tirando seu short com delicadeza e desejo. E então comecei a acariciá-lo com a boca. Ouví-lo gemer, sentir seu corpo se contorcendo de prazer, me deixava ainda mais excitada. Quando ele chegou ao ápice, com meu nome nos lábios, eu sabia: tinha o controle total sobre ele. Tirei minha camisola e sentei sobre ele, movimentando meu quadril devagar. Era como se o mundo inteiro tivesse desaparecido. Mais tarde, depois de mais um banho, voltei para o quarto e o peguei parado na porta, sorrindo. — Mulher... você é incrível. Eu tô em transe! Quem devia estar com as pernas bambas era você, mas sou eu quem m*l consegue ficar de pé! Caímos na gargalhada. — Você é um bobo delicioso — disse, puxando-o pela mão. — Vem ver um filme comigo? Nos deitamos de conchinha, assistindo a uma comédia romântica, mas acabamos dormindo ali mesmo, abraçados. Na manhã seguinte, acordei com beijinhos espalhados pelo meu rosto, pescoço e ombros. — Bom dia, meu gostoso... — murmurei com um sorriso sonolento. — Pelo jeito, alguém acordou animado... — Depois de ontem? — ele riu. — Acordar com você do meu lado é um sonho. Começamos a nos beijar e, antes que percebêssemos, ele já estava dentro de mim outra vez. Foi intenso, delicioso, puro prazer. Depois do banho, nos arrumamos juntos. Afinal, fazia três semanas que não íamos à escola, e eu precisava levar o documento que comprovava que estávamos cuidando da minha mãe. Mas no fundo... o que importava era que estávamos juntos. Vivendo, amando, desejando, cuidando um do outro. E isso era só o começo.
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