A semana passou voando e, finalmente, o sábado chegou. Otávio me buscou no trabalho, e antes de irmos para a casa dos pais dele, passamos na minha para eu tomar um banho e pegar uma roupa para dormir, além de outra para o trabalho no dia seguinte. Eu estava nervosa. O coração acelerado, as mãos suando. E se a mãe dele não gostasse de mim?
Otávio me olhou com aquele sorriso que sempre me acalma e disse: — Você tá nervosa, né? Sorri sem graça. — Muito. Ele riu e me puxou pela cintura, olhando nos meus olhos com carinho. — Relaxa, amor. Minha mãe já te adora sem nem te conhecer. Quando ela te ver, vai se apaixonar ainda mais. Você é maravilhosa... não tem como alguém não gostar de você.
O calor daquela afirmação me envolveu, e eu me senti um pouco mais segura. Seguimos viagem. Algumas horas depois, chegamos. Ele estacionou o carro, pegou minha mão e disse: — Vamos?
Respirei fundo. Entramos. Sua mãe, seu pai e sua irmã estavam sentados na sala, conversando. Otávio se adiantou com um sorriso orgulhoso: — Boa noite, família. Mãe, pai, irmã... essa é a Kelly. O amor da minha vida.
Todos sorriram e fizeram um "owwn" em uníssono, arrancando de mim um sorriso tímido. Sua mãe se levantou imediatamente com brilho nos olhos: — Nossa, minha norinha é ainda mais linda pessoalmente!
Ela me abraçou apertado, me transmitindo um calor acolhedor. — Menina, por que está tremendo assim? Otávio riu, acariciando minhas costas. — Ah, mãe... ela está nervosa, achando que não vai conseguir impressionar vocês.
A irmã dele se levantou, sorrindo com ternura: — Ah, para com isso, cunhada! Somos pessoas simples. E você é incrível! Além disso, o Otávio nunca apresentou ninguém pra gente. Se ele te trouxe, é porque você é especial mesmo.
Ela me abraçou também, com carinho sincero. Logo em seguida, seu pai se aproximou, apertou minha mão com firmeza e disse: — Minha nora é linda mesmo! Parabéns, filho. Espero que vocês sejam muito felizes. Seja bem-vinda à nossa família, Kelly!
Senti meus olhos marejarem com tanto carinho. — Muito obrigada... de coração. Eu estava nervosa, mas o carinho de vocês me fez sentir em casa.
— Ai meu Deus, ela é tão fofa! — disse a sogra, sorrindo encantada. — Já te adotei, viu?
Otávio então me puxou com um sorriso maroto: — Vem, amor. Vamos colocar sua bolsa no quarto.
Subimos. No quarto, ele me olhou com carinho. — Agora está mais calma? — Sim... sua família é maravilhosa. Fiquei encantada com todos eles!
Ele me beijou suavemente. — Você está linda. Fico tão feliz por você estar aqui.
Nos beijamos por alguns instantes. A conexão era tão forte que me perdi no tempo. Interrompi com um sorriso: — Vamos voltar pra sala. Se não, daqui a pouco vão bater na porta achando que sumimos.
Ele riu e voltamos para a sala. Conversamos por um tempo até que sua mãe chamou todos para a mesa. Ela tinha preparado uma lasanha de frango maravilhosa, arroz branco, molho de camarão e, de sobremesa, pavê de chocolate. Estava tudo delicioso!
— Sogra, eu nunca vou cozinhar assim! Agora tô até achando que o Otávio só come minha comida por educação.
Todos riram, e ele respondeu: — Que bobeira, amor! Você cozinha muito bem. Mãe, você vai amar a comida dela também!
Jantamos entre risadas e elogios. Depois fomos para a sala assistir a um filme. Quando o filme terminou, a cunhada trouxe a sobremesa em potinhos e nos entregou com aquele jeitinho carinhoso. Ficamos um pouco mais ali, e depois assistimos a um filme de terror, escolha do Otávio. Rimos, nos assustamos juntos, e quando tudo terminou, nos despedimos da cunhada e fomos para o quarto.
Assim que a porta se fechou, Otávio me puxou pela cintura: — Ah, finalmente à vontade...
— Nem se anime muito, estamos na casa dos seus pais! — falei rindo.
— Amor... minha irmã sempre traz os namorados aqui. Meus pais não se importam. Preferem saber que estamos bem em casa.
Sorri, sem jeito. — Eu não sabia que era tão irresistível assim até ouvir você falar isso...
Ele gargalhou e me beijou. O clima esquentou rápido. Meu corpo reagia a cada toque dele.
— Ok... só uma rapidinha. Mas no chão, porque sua irmã ainda pode estar acordada.
— Seu desejo é uma ordem, minha gostosa...
Nos beijamos intensamente. Ele tirou minha roupa com calma e desejo. Seus beijos percorreram meu corpo como uma dança de prazer. Ele desceu até me fazer gemer e, antes de me penetrar, eu também o satisfiz com carinho e desejo. Nos entregamos ao prazer ali mesmo, abafando os gemidos com as mãos. Foi intenso, arriscado e maravilhoso.
— Eu sabia que seria difícil resistir — falei ofegante. — Mas valeu a pena — respondeu com um sorriso sacana.
Ficamos ali, abraçados no chão por um tempo, até irmos tomar banho e, enfim, dormir.
No dia seguinte, acordei com beijos em minha nuca.
— Bom dia, gostosa... adivinha o que eu quero?
— Já tem gente acordada... se segura aí, mais tarde a gente resolve isso.
— Ai, que tentação — murmurou ele com um sorriso safado.
Nos arrumamos e fomos tomar café da manhã.
— Bom dia, pombinhos! — disse minha sogra com um sorriso caloroso.
— Bom dia, sogrinha!
Tomamos café juntos. Sua filha ainda dormia e o sogro já tinha saído para trabalhar. Antes de irmos embora, me despedi com carinho:
— Sogra, eu amei te conhecer. Prometo voltar mais vezes, mas agora preciso ver minha mãezinha antes de ir pro trabalho.
Ela me abraçou apertado: — Vem mesmo, viu? Adorei você. Você é exatamente o que o Otávio precisava.
Fiquei emocionada. Otávio também se despediu e seguimos para o hospital.
Ao chegar, Amanda já estava com minha mãe.
— Oi, mãe. Bom dia. Como a senhora está?
— Estou bem, filha. E você também está com uma carinha ótima, viu? Tá com a pele boa... tô gostando de ver!
Otávio deu um beijo na testa dela: — Bom dia, minha sogra linda. É tão bom ver você bem!
Amanda riu: — Vocês estão ótimos juntos! Essa lua de mel tá rendendo, hein?
Minha mãe sorriu: —Tem que aproveitar mesmo. Até porque, minha filha, seu genro é lindo!
Otávio ficou todo sem graça, e eu, rindo, abracei Amanda.
— Amiga, posso falar com você rapidinho?
— Claro! Amor, fica com minha mãe?
— Claro, vida. Vai lá.
Saímos da sala.
— Menina, você emagreceu, tá com um brilho diferente... tá dando muito, né?
Soltei uma risada tímida. — Muito mesmo. Otávio é maravilhoso... e bem tarado também.
Ela arregalou os olhos. — Uau! Finalmente deixou de ser careta!
— Ah, lá vem você com isso de novo — respondi rindo.
— Eu também tô namorando! Com o Gabriel, da nossa sala!
— Sério? Que legal! Fico feliz por vocês.
— Por enquanto, só ele... mas ele é excelente em tudo.
Caímos na gargalhada. Perguntei: — Mas você não foi trabalhar ontem. O que aconteceu?
— Tirei folga, mas hoje tenho plantão. Vamos juntas?
— Vamos. Otávio vai me deixar lá.
Voltamos para o quarto, ficamos mais um tempo com minha mãe, até que precisei me despedir.
— Mãe, vou pro trabalho, mas fico tão feliz em te ver melhor!
— Vai tranquila, filha. Graças a Deus estou melhor. Beijo e bom trabalho!
Saí de lá com o coração leve. A sensação de fazer parte de duas famílias que me amam me enchia de gratidão... e amor.