Dia de cachoeira

1435 Words
Enquanto Carla se arrumava no quarto, escolhendo com cuidado o novo biquíni e ajeitando o cabelo diante do espelho, a casa já estava cheia de movimentação e energia boa. As meninas, animadas, já estavam prontas para o passeio e exalavam charme e alegria com seus trajes praianos vibrantes. Isadora, sempre delicada, usava um biquíni rosa bebê cavado que valorizava suas curvas, com uma saída de praia branca feita de crochê finíssimo, deixando entrever o tom suave da peça por baixo. Caminhava leve, com os cabelos presos em um coque bagunçado e o rosto iluminado. Luísa apostou no clássico e sensual: um biquíni preto com detalhes em pérolas que davam um toque de sofisticação. Por cima, uma calça estilo praiano, fluida e transparente, que esvoaçava conforme ela andava. Renata optou por um biquíni vermelho vibrante, cheio de atitude, coberto por um vestidinho de crochê preto que deixava sua silhueta à mostra de maneira charmosa. Ela ajeitava os cabelos lisos enquanto ajudava com os preparativos. Já Kelly surgiu deslumbrante em um biquíni verde musgo que realçava sua pele, combinando com uma saída de praia branca transpassada que deixava uma f***a lateral provocante. Com os óculos escuros no topo da cabeça e um sorriso no rosto, ela ia e vinha pela cozinha com empolgação. As quatro se reuniram na cozinha e começaram a montar os sanduíches com capricho — pão integral, presunto, queijo, alface, tomate e aquele toque especial de maionese temperada. Preencheram algumas garrafinhas com suco de uva, maracujá e laranja, e separaram duas malas de cerveja para colocar no cooler. — Vamos economizar no essencial — disse Luísa, colocando os sanduíches em potes plásticos. — Se a gente quiser petiscar alguma coisa diferente, a gente compra lá. Uma porçãozinha de batata, carne, peixe... o que der vontade na hora! — Exato — completou Isadora. — Assim a gente se diverte sem ficar gastando demais. Enquanto organizavam tudo, os meninos combinavam de passar no mercadinho do caminho para comprar os sacos de gelo e o que mais fosse necessário. O clima era de férias perfeitas: liberdade, romance e muita diversão. Carla, ao terminar de se arrumar, saiu do quarto com um biquíni azul turquesa e uma saída de praia floral curta, leve e cheia de cor. Quando apareceu na cozinha, as meninas a elogiaram imediatamente, com aquele olhar cúmplice de quem reconhece uma mulher apaixonada e bem tratada. — Pronta? — perguntou Kelly, sorrindo. — Prontíssima — respondeu Carla, pegando uma das bolsas térmicas. — Bora curtir essa cachoeira. E assim, com os coolers cheios, os sanduíches prontos e os corações leves, eles começaram a se preparar para mais uma aventura juntos — desta vez, rumo ao Recão dos Deságuas, um refúgio natural que prometia paisagens incríveis, água cristalina e momentos inesquecíveis entre risos, beijos e companheirismo. O caminho até a cachoeira estava sendo tão gostoso quanto a expectativa de chegar lá. O sol brilhava no céu azul, a estrada de terra ladeada por árvores verdes criava um cenário perfeito para aquele passeio entre amigos e amores. No primeiro carro, Marcos dirigia com tranquilidade, mas sem desgrudar da Carla. Uma das mãos dele segurava o volante, e a outra descansava na coxa dela, acariciando de vez em quando. — Eu tô começando a achar que você inventou essa cachoeira só pra ter uma desculpa de passar o dia comigo — disse Carla, rindo com a cabeça encostada no banco. Marcos lançou um olhar divertido e respondeu: — Descoberta reveladora… mas se for pra ter você do meu lado o dia inteiro, eu invento até ilha deserta. Ela deu uma risadinha tímida, apertando levemente a mão dele. — E essa sua mão aí… tem que tomar cuidado pra não sair da estrada, viu? — Se sair, a culpa vai ser sua, com essa coxa aqui me distraindo — provocou ele, sorrindo com malícia discreta. No banco de trás, João e Renata assistiam àquela troca com um sorriso nos lábios. João estava encostado no banco com os braços abertos, filmando o caminho com o celular enquanto Renata cantarolava a música que tocava no carro, com os óculos escuros abaixados no nariz. Logo atrás vinha o carro de Otávio. Ele seguia atento à estrada, acompanhando o carro de Marcos, mas também não resistia a manter uma das mãos firmemente apoiada na coxa de Kelly, que estava ao seu lado, toda animada. — O lugar é mesmo bonito assim ou você quer me impressionar, hein? — perguntou ela, sorrindo. — Os dois. Mas confesso que você me distrai mais do que o caminho — respondeu Otávio, piscando pra ela. Kelly ria alto, jogando o cabelo pro lado, enquanto conversava com Luísa e Leandro, que estavam no banco de trás. — Se a gente voltar desse passeio e ninguém tiver se apaixonado mais ainda, eu vou me surpreender — disse Luísa, rindo. — Eu já tô, né? — respondeu Leandro, arrancando mais gargalhadas. No carro que vinha logo atrás, Caio e Isadora seguiam em sintonia tranquila. Caio, de óculos escuros, dirigia com uma calma gostosa, enquanto Isadora mexia no celular, filmando trechos do trajeto e mandando vídeos para o grupo do passeio. — Essa estrada tá uma vibe tão boa — comentou ela. — Tô sentindo que hoje vai ser inesquecível. — Com você ao meu lado, não tem como não ser — respondeu ele, sem tirar os olhos da estrada, mas com um sorriso que entregava tudo. A estrada foi ficando mais fechada e a vegetação mais densa à medida que se aproximavam do destino. A música nos carros, os risos e os toques trocados criavam uma energia leve, vibrante e apaixonada. A cachoeira ainda nem tinha aparecido no campo de visão deles, mas já era possível sentir: o dia prometia memórias únicas. O som da água começou a ser ouvido ainda de longe, uma melodia natural e refrescante que aumentava a ansiedade de todos. Quando chegaram, estacionaram os carros em uma pequena clareira de terra batida, e seguiram por uma trilha de poucos metros até a entrada da cachoeira. A cena era de tirar o fôlego. A natureza parecia ter caprichado naquele cantinho escondido do mundo. A cachoeira descia em queda livre sobre pedras arredondadas, formando uma piscina natural de água cristalina, levemente esverdeada, cercada por vegetação densa e árvores altas que filtravam o sol em feixes dourados. Borboletas coloridas cruzavam o ar aqui e ali, e o clima era de paz, liberdade e conexão. Era como se aquele lugar tivesse sido feito só para eles. — É aqui — disse Marcos, abrindo os braços com um sorriso. — Nosso refúgio por hoje. — Meu Deus… é perfeito! — exclamou Carla, encantada. — Parece até cenário de filme — comentou Isadora, já tirando o celular pra registrar o momento. Eles se organizaram em uma parte mais afastada, onde não havia ninguém. Estenderam cangas, abriram o cooler com cervejas geladas, sucos e os sanduíches que haviam preparado. Tiraram os chinelos e deixaram os pés tocarem a grama úmida. O som da água, o vento leve e o calor suave formavam um clima perfeito para relaxar. Depois de algum tempo curtindo a vibe sentados, conversando e rindo, as meninas começaram a tirar as saídas de praia. Isadora foi a primeira — com seu biquíni rosa bebê cavado e aquele corpo delicado e bem definido, caminhou até a beirada da água. Em seguida veio Luísa, desfilando com seu biquíni preto com detalhes em pérolas, deixando a calça leve de lado. Kelly se soltou com um sorrisão, tirando a saída transpassada e exibindo o biquíni verde musgo que combinava perfeitamente com a pele bronzeada. Renata, por fim, tirou o vestidinho de crochê e revelou o biquíni vermelho que realçava suas curvas sensuais. Os meninos, que estavam sentados com as garrafas de cerveja gelada nas mãos, pararam por um momento. Cada um com seu olhar fixo na sua musa, mas trocando sorrisos cúmplices entre si. — A vista aqui é melhor do que eu esperava — comentou Leandro, baixinho. — A cachoeira, né? — provocou João, dando um gole na cerveja e rindo. — Claro… a cachoeira — respondeu Otávio com ironia, mordendo levemente o lábio inferior. Sem resistir, os meninos também começaram a tirar as camisetas, indo para a água. Os corpos bronzeados e definidos se jogaram com energia na cachoeira, rindo, brincando, molhando as meninas que gritavam e corriam. A água estava gelada no primeiro toque, mas logo se tornava prazerosa com o calor do sol aquecendo a pele. Ali, naquele pedaço de paraíso escondido, entre mergulhos, toques, cervejas geladas e olhares carregados de desejo e carinho, eles sabiam: aquele dia seria inesquecível.
Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD