Leandro entrou no quarto com Luiza apoiada em seu corpo, cambaleando, rindo alto e depois chorando no mesmo fôlego. As pernas dela m*l a sustentavam, e o cheiro de bebida impregnava no ar como uma nuvem densa.
— Calma, amor. Vem devagar — ele disse, segurando firme em sua cintura.
Ela tropeçou nos próprios pés e quase caiu sentada na cama, soltando uma risada bêbada e arrastada.
— Eu tô bem... só um pouco... tonta...
— Luiza, você tá completamente bêbada. Vamos pro banho — falou, já tirando os sapatos dela com cuidado.
— Ah, banho? — ela riu. — Vai me dar bronca também? Quer falar que eu tô errada? Que eu bebi demais?
Leandro a olhou com calma, sentando-se ao seu lado.
— Eu não vou dizer nada. Só quero cuidar de você.
Ela olhou para ele com os olhos marejados, e num rompante de emoção soltou:
— Se você quiser ir embora, Leandro... vai. Eu não implorar pra ninguém ficar. Cê entendeu?.
Ele não respondeu de imediato. Apenas a abraçou com firmeza.
— Eu não quero ir embora. Eu só quero te ver bem. Só isso.
Ela se calou, encostando a cabeça em seu ombro, vencida pelo cansaço. Leandro a levou até o banheiro, ligou a água morna e começou a tirar sua roupa com delicadeza. Passou o sabonete suavemente por seu corpo, lavou os cabelos dela como quem acaricia um cristal.
— Pronto... já, já você vai dormir e esquecer esse dia, meu amor — sussurrou.
Depois do banho, enxugou ela com a toalha macia, vestiu uma camiseta dele nela e a deitou na cama. Ela ainda soluçava de leve, mas seus olhos já não conseguiam mais ficar abertos. Ele colocou um copo d’água na mesinha e acariciou seus cabelos até ela adormecer.
Leandro ficou ao lado dela por alguns minutos, em silêncio. Só então se deitou, abraçado a ela.