Enquanto os gritos, os enjôos e os banhos forçados ecoavam pelos quartos da pousada, no quarto ao lado reinava um silêncio leve e cúmplice. Carla saía do banheiro com uma toalha no corpo, os cabelos ainda úmidos, e um sorriso nos lábios. Marcos estava deitado na cama, só de bermuda, com os braços atrás da cabeça, observando cada passo dela com admiração.
— Pronta pra dormir, princesa? — ele perguntou, abrindo espaço na cama.
— Quase… falta meu carinho. — ela subiu devagar, se deitando ao lado dele e deixando a toalha escorregar um pouco do ombro.
Ele a puxou para mais perto, beijando o topo da cabeça dela.
— Eu só fui com os caras porque eu não queria que eles ficassem sozinhos… e confesso, queria um pouco de diversão também. Mas o que aconteceu depois… foi um desastre.
— Eu sei — ela respondeu, acariciando o peito dele com a ponta dos dedos. — Eu também só saí com as meninas por isso. Mas você viu o que acontece quando a gente tenta controlar demais alguém? Elas nunca tinham bebido assim. Foi de propósito, Marcos. Vingança mesmo.
Ele suspirou, apertando-a de leve nos braços.
— Eu prometo que nunca vou ser surtado igual a eles. Nunca vou querer te controlar. Você é livre. E mesmo se não fosse, eu jamais te prenderia.
Carla ergueu o rosto, os olhos úmidos e sinceros.
— Promete de verdade?
— Prometo. O amor que a gente tem não precisa de prisão. Só de confiança.
Ela o beijou, devagar, com carinho. Os corpos se encontraram no meio da cama, entre carícias suaves e suspiros leves. Nada de urgência, nada de culpa. Apenas amor — leve, presente, verdadeiro.