Na Calmaria Marcos e Carla

284 Words
Enquanto os gritos, os enjôos e os banhos forçados ecoavam pelos quartos da pousada, no quarto ao lado reinava um silêncio leve e cúmplice. Carla saía do banheiro com uma toalha no corpo, os cabelos ainda úmidos, e um sorriso nos lábios. Marcos estava deitado na cama, só de bermuda, com os braços atrás da cabeça, observando cada passo dela com admiração. — Pronta pra dormir, princesa? — ele perguntou, abrindo espaço na cama. — Quase… falta meu carinho. — ela subiu devagar, se deitando ao lado dele e deixando a toalha escorregar um pouco do ombro. Ele a puxou para mais perto, beijando o topo da cabeça dela. — Eu só fui com os caras porque eu não queria que eles ficassem sozinhos… e confesso, queria um pouco de diversão também. Mas o que aconteceu depois… foi um desastre. — Eu sei — ela respondeu, acariciando o peito dele com a ponta dos dedos. — Eu também só saí com as meninas por isso. Mas você viu o que acontece quando a gente tenta controlar demais alguém? Elas nunca tinham bebido assim. Foi de propósito, Marcos. Vingança mesmo. Ele suspirou, apertando-a de leve nos braços. — Eu prometo que nunca vou ser surtado igual a eles. Nunca vou querer te controlar. Você é livre. E mesmo se não fosse, eu jamais te prenderia. Carla ergueu o rosto, os olhos úmidos e sinceros. — Promete de verdade? — Prometo. O amor que a gente tem não precisa de prisão. Só de confiança. Ela o beijou, devagar, com carinho. Os corpos se encontraram no meio da cama, entre carícias suaves e suspiros leves. Nada de urgência, nada de culpa. Apenas amor — leve, presente, verdadeiro.
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