matando a saudade (2)

634 Words
Na madrugada, o silêncio estava pesado, apenas o som suave da respiração de Otávio e o leve bater do vento contra a janela quebravam a calma. Eu dormia profundamente, enrolada no cobertor, mas sentia uma presença ao meu lado. Otávio estava ali, ainda acordado, observando-me com um olhar de desejo e carinho. De repente, senti seus dedos tocarem delicadamente meu rosto, afastando alguns fios de cabelo que caíam sobre minha testa. Eu abri os olhos lentamente, ainda um pouco perdida no sono, mas a sensação dos seus dedos na minha pele me despertou para a realidade. Ele sorriu, e eu soube imediatamente o que ele queria, mas antes que pudesse falar algo, ele se inclinou para me beijar, suave e quente. — Você estava tão linda dormindo… — ele sussurrou, sua voz baixa e rouca. O beijo começou calmo, com carícias lentas, explorando cada curva do meu corpo, cada parte de mim que ele tanto conhecia e amava. Meu corpo reagiu a ele como se estivesse esperando aquele momento, meus lábios se abriram ligeiramente, e ele aproveitou, aprofundando o beijo, mais quente e mais urgente. Suas mãos desceram para o meu pescoço, depois para os meus ombros, deslizavam lentamente por minha pele, deixando uma sensação de fogo por onde passavam. Eu, ainda meio atordoada pelo sono, comecei a ceder ao toque dele, sem resistir. As batidas do meu coração estavam aceleradas, e a sensação de ter ele ali, tão perto, tão íntimo, fez minha mente se perder por completo. Ele me olhou nos olhos, como se procurasse minha permissão. Eu sorri para ele, um sorriso tímido, mas cheio de desejo, e com isso, ele não hesitou. Sua boca voltou à minha, mais intensa, mais desesperada. Ele queria mais, e eu também. Com um movimento suave, mas firme, ele me puxou para mais perto, suas mãos estavam em todos os lugares, acariciando meu corpo com uma precisão que me fez arrepiar. Meus braços se envolveram ao redor dele, e eu me entreguei por completo à sensação do nosso contato, da nossa união. Ele me tocava, me explorava, e eu cedia, deixava-me levar pela paixão que queimava dentro de mim. Não havia mais palavras entre nós, apenas o som de nossas respirações entrecortadas e os gemidos baixos que escapavam involuntariamente da minha boca.e eu senti o peso de seu corpo, a intensidade do desejo em cada movimento. Seus olhos brilharam com a mesma paixão que eu sentia, e sem mais hesitação, ele me penetrou devagar, fazendo com que eu me perdesse ainda mais nele. Cada movimento, cada toque, era como se estivéssemos nos fundindo, e eu não queria que aquele momento acabasse. Meus gemidos se tornaram mais altos mais não ao ponto que minha mãe pudesse escutar. Ele me observava com aquele olhar possessivo e apaixonado, me fazendo sentir como se fosse a única pessoa no mundo. Eu o puxava para mim, querendo mais, sem me importar com o que viria depois, apenas com o que estávamos vivendo ali, naquele instante. Quando finalmente atingimos o clímax juntos, o silêncio tomou conta do quarto novamente, mas dessa vez era um silêncio confortável, repleto de cumplicidade e amor. Eu fiquei ali, envolta nos braços de Otávio, sentindo seu corpo contra o meu, e sorri, ainda sentindo a sua presença em cada poro da minha pele. — Eu te amo — ele sussurrou no meu ouvido, enquanto acariciava meu cabelo com carinho. Eu sorri, apertando mais meu corpo contra o dele. — Eu também te amo, amor — respondi, sabendo que, no fundo, esse momento era só nosso, e que a paixão que compartilhávamos ali era única. O resto da madrugada passou em silêncio, mas era um silêncio carregado de algo mais. De um amor profundo, de uma conexão única, e de um desejo que nunca iria se apagar.
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