As coisas entre mim e o Otávio estavam indo melhor do que eu poderia imaginar. Cada dia que passava, o amor entre nós se fortalecia de um jeito bonito, profundo e arrebatador. Era como se nossas almas já estivessem entrelaçadas antes mesmo de nos conhecermos. Ele sabia exatamente o que eu precisava, o que me fazia sorrir, o que acalmava meu coração. E, mesmo com todas as responsabilidades, ele arranjava tempo para mim… para nós.
Minha mãe, com sua doçura e sabedoria, percebeu o quanto estávamos felizes e passou a permitir que Otávio dormisse lá em casa. Pelo menos um dia sim, outro não, ele estava ali… e isso bastava para matar um pouco da saudade que ardia em nosso peito cada vez que nos separávamos. Cada noite ao lado dele era um presente.
Otávio era tudo. Um homem perfeito para mim, atencioso nos mínimos detalhes. Ele me olhava como se eu fosse feita de vidro e ouro ao mesmo tempo — frágil e preciosa. Seus toques não eram apenas físicos… ele me tocava com a alma. Suas mãos exploravam cada centímetro do meu corpo com delicadeza, desejo e uma reverência que me fazia sentir a mulher mais amada do mundo.
A língua dele passeando pela minha pele, me provocando, me enlouquecendo… era como uma oração profana, um ritual entre dois corpos que se amam com verdade. Quando ele me tomava em seus braços, não havia passado, futuro, ou problemas: só existia o agora. E naquele agora, eu me perdia completamente.
Minha mãe estava se recuperando muito bem. Forte como sempre foi, enfrentava tudo com coragem, e eu fazia questão de estar ao lado dela o máximo possível, dividindo meus dias entre cuidados, conversas leves e risadas. Queria que ela se sentisse segura, amada, nunca sozinha.
Com o tempo, algo bonito aconteceu: minha sogra e minha mãe criaram uma amizade inesperada, mas maravilhosa. Sempre que podia, ela vinha visitar minha mãe. E as tardes que passavam juntas se tornaram momentos de leveza, cumplicidade e boas histórias. Duas mulheres fortes, que aprenderam a se admirar, a se respeitar, e que, juntas, faziam o ambiente da nossa casa ficar mais leve, acolhedor e cheio de vida.
Mas naquela noite em especial, havia algo diferente no ar…
Otávio chegou mais tarde, cansado, mas com aquele sorriso só dele. Um beijo na minha testa, um abraço apertado e um olhar demorado que dizia tudo sem palavras. Depois que minha mãe dormiu, subimos para o meu quarto. Ele me puxou com calma, os dedos entrelaçados nos meus, me guiando até a cama como se estivéssemos dançando.
Nos sentamos ali, frente a frente, apenas nos olhando. Ele segurou meu rosto entre as mãos e me beijou com uma intensidade que me fez perder o fôlego. Aquele beijo não era só paixão — era amor, entrega, necessidade. Era tudo o que eu sentia por ele transbordando num toque.
— Você tem ideia do quanto eu sou louco por você? — ele sussurrou contra minha boca, enquanto seus lábios deslizavam pelo meu queixo até meu pescoço.
— Eu sinto… — murmurei, ofegante, enquanto ele deitava meu corpo com suavidade.
As roupas foram se desfazendo entre carícias, suspiros e olhares profundos. Ele me explorava como quem conhece cada curva, cada desejo, cada fraqueza… e me fazia derreter por inteiro. Sua boca em mim era fogo e ternura. E quando ele me penetrou devagar, olhando nos meus olhos, senti algo maior do que prazer. Era amor. Um amor que nos consumia, que nos deixava vulneráveis, mas felizes. A cama se tornou nosso templo, e nossos corpos, orações silenciosas de paixão e conexão.
A madrugada correu entre beijos longos, toques suaves e confissões sussurradas. Depois, deitados lado a lado, sua mão entrelaçada à minha, ele beijou minha barriga e me olhou como se o mundo parasse ali.
— Eu não sei como vivi tanto tempo sem você — ele disse, e seus olhos brilhavam, sinceros, emocionados.
Apertei sua mão contra meu peito, onde o coração batia forte.
— Eu não quero mais imaginar minha vida sem você, Otávio.
Nos beijamos outra vez, devagar, como se tivéssemos todo o tempo do mundo. E naquela madrugada, mais uma vez, eu soube: ele era o meu lugar seguro, meu lar, meu amor eterno.