Capítulo 06 - Quem é esse menino?

822 Words
-Quem é esse menino? - Perguntou uma senhora que estava na sala, sentada em um dos sofás. O que ele faz aqui, Alberto?    -Olá, mãe. Ele é o Vinícius. - O menor, se aproximou da mulher e estendeu as mãos para cumprimentá-la, mas esta não pegou na mão dele. "Talvez aqui as pessoas não gostem de pegar nas mãos, mainha estava errada, sobre isso".    -Prazer, senhora mãe do senhor duque! - Ele sorriu para a senhora - Eu estou indo a um festival, parece ser bem legal. Eu nunca fui a um, então eu estou bem nervoso, senhora.     "Eu realmente gostaria de saber quem o perguntou, garoto" - Pensou a Maria De Fátima Augustos, mãe de Alberto.    -Eu não me importo, eu quero saber por qual motivo está aqui em minha casa? - Ela olhou para o filho - Está fazendo amizades com essas pessoas, Alberto?    -Não é da sua conta - Falou seco - Venha - Falou puxando o menino.    -Até depois, senhora mãe do senhor duque, eu amei te conhecer! - Falava enquanto era puxado até a entrada da casa.    Os dois entraram no carro.    -Não vai esperar sua mãe, senhor? - Questionou confuso.    -Ela que vá voando, não me importo.    -Mas ela não é sua mãe, senhor?    -É, mas ela não se dá ao respeito! - Disse firme.    -Mas ela é sua mãe- Falou o menor olhando para trás, pensando que não havia m*l algum levar aquela "simpática" senhora para o festival com eles.    -Tudo bem - Cedeu o duque. A mulher saiu da casa e seguiu até o carro, ela ia entrando, mas Vinícius saiu do carro.    -Venha aqui na frente, senhora mãe do senhor duque- Falou ele, abrindo a porta do carro para a mulher.    -Não ando na frente - Falou olhando para o filho, ele não deixaria. Nunca deixou ninguém.    -Entra logo, Vinícius. - Falou o duque já sem paciência.    A mulher se espantou ao ver o menino no banco da frente.    "Esse menino esquisito, o que ele tem?...Por qual motivo ele me trata tão bem, mesmo depois de eu tê-lo maltratado? Medo de minha família? Não parece isso...Eu preciso saber mais sobre esse menino".    O carro estacionou próximo aos outros carros ali, nenhum tão caro, mas ainda assim, haviam outros homens ricos na cidade e que tinham carros.    Os três desceram do carro, e seguiram até a entrada do festival. Vinícius prestava atenção em tudo o que via, era cheio de luz. Havia um palco ao fim e lá uma banda tocava alguma música que ele não conhecia. Eles sentaram-se em um lugar que havia sido feito para o duque acompanhar todo o festival.    -Vai sentar conosco, menino? - Perguntou Maria de Fátima.    -É claro que vai- Falou Alberto, que puxou a cadeira para o menor. Todo mundo ali, olhava a cena.     "O que está acontecendo?"    -Obrigado, senhor.    Alberto se sentou e pediu um whisky para beber. Enquanto a senhora Maria de Fátima bebia uma bebida que Vinícius não sabia o que era.    -O que você quer Vinícius? - Perguntou o duque, a mulher mirou os olhos no rapaz mais novo.    -Eu não quero nada. Eu estou juntando dinheiro.    -Eu vou pagar, Vinícius. Peça o que quiser.    -Ah, mas eu não quero nada não, obrigado.    -Traga um suco para ele. - Disse o homem.    Vinícius queria andar por aí e ver todo o festival, mas Alberto só queria ficar sentado ali, vendo o movimento.    -Eu vou andar por aí - Falou - Eu volto já!    -Não vai! - O menor o olhou sem entender - Bernado - Falou o homem. - Não deixe o Vinícius sair daqui, está entendendo? - O homem soltou um "sim, senhor" e ficou na porta de entrada do camarote.    O menor se rendeu e sentou-se novamente. Maria de Fátima estava estarrecida com toda aquela cena. Ela já havia percebido o que tinha acontecido. Ela pouco se importava se seu filho estava louco por um homem. Ela tinha de ser sincera, aquele menino era lindo de uma forma diferente.    "Vou descobrir tudo sobre ele, deve ser um caloteiro"     Quando o suco do menino chegou, ela percebeu que ele estava distraído com o festival, onde várias pessoas passavam fantasiadas e uma banda tocava ao fundo, em cima de um palco grande. Ela jogou whisky na bebida dele, aquela quantia era o suficiente para pegar alguém fraco no álcool.    Vinícius, arregalou os olhos quando deu a primeira golada. Ele não gostou, mas não iria dizer que tinha detestado aquele suco, não seria m*l agradecido.     -Algum problema menino? - Perguntou sínica.    -Não - Falava enquanto aquele gosto r**m pairava sobre sua boca.    -Não vai beber o suco? - Questionou ela.    -Vou sim - Sorriu sem graça, dando mais uma golada do suco, onde fez uma careta engraçada-, aquele líquido desceu queimando sua garganta.    Alberto estranha a forma como a sua mãe estava agindo, ele sabia que ela planejava algo. Ele deveria ficar mais atento.   
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