A Noite Que Não Acaba

1139 Words

O restaurante já estava tão silencioso que chegava a ser engraçado. A trilha sonora suave, quase imperceptível, e o farfalhar de talheres ao longe vinham só de uma mesa isolada no canto — única outra ocupada além da nossa. Eu ri sozinho quando percebi que éramos, basicamente, as últimas pessoas ali. Manuela percebeu ao mesmo tempo que eu. Ela deu aquela risadinha baixa, meio surpresa, ajeitando o cabelo atrás da orelha — um gesto que, por algum motivo bobo, me desmontava por dentro. — Nós dois conseguimos esvaziar o restaurante — ela disse, brincando, apoiando o cotovelo na mesa e recostando o rosto na mão. — Ou somos muito chatos… — respondi, com um sorriso que não consegui conter. — Não, não somos — ela rebateu rápido, apertando os olhos de leve. — Acho que só… conversamos demais. O

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