A mesa da sala estava coberta de papéis. Listas impressas, um tablet aberto com planilhas, canetas espalhadas, duas taças de vinho esquecidas pela metade. A noite avançava devagar, preguiçosa, enquanto a gente transformava o amor em logística — uma das etapas mais estranhamente íntimas de um casamento. — Sua família é grande? — Manuela perguntou, digitando algo no tablet. — Não — respondi. — Poucos parentes próximos. Alguns primos distantes. Mais amigos do que família. — Gosto disso — disse. — Casamentos cheios de gente que realmente importa. Ela falava com leveza, mas com aquele foco profissional que surgia sempre que organizava algo. Era bonito de ver. Cada detalhe pensado, cada nome avaliado não só pelo vínculo, mas pelo impacto, pelas relações cruzadas. — Nathan já está confirmad

