Convite Perigoso

1302 Words

Passei o resto da manhã tentando trabalhar, mas a cada dez minutos meu olhar escapava para o celular, como se tivesse vontade própria. Eu não queria demonstrar ansiedade — nem pra mim mesmo — mas a verdade é que aquela espera tinha um peso doce, quase viciante. Cada vibração que não era ela me tirava um suspiro. Até que, no início da tarde, o celular vibrou de novo. Eu olhei. E parei. Manuela. “Jantar está ótimo para mim. Mas pensei… se você não se importar… Podemos fazer na minha casa? Fica mais íntimo. E mais tranquilo também. O que acha?” Meu cérebro desligou por dois segundos. Depois ligou de novo, em modo explosão suave. Na casa dela. Mais íntimo. Eu li as palavras umas cinco vezes, cada vez encontrando nuances diferentes — todas igualmente perigosas pro meu autocontrol

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