O Que Sinto e Não Deveria Sentir

1152 Words

Manuela precisou se afastar de novo. Coisa rápida, disse. Um grupo de convidados queria tirar fotos, alguém da família precisava dela para resolver um detalhe bobo, desses que surgem em festas grandes. Ela apertou minha mão antes de sair, deixou um beijo leve no meu rosto e sorriu. — Já volto. Assenti. Foi então que percebi que, pela segunda vez desde que Sophia havia chegado, estávamos realmente sozinhos. Ela mexia no guardanapo com cuidado, dobrando e desdobrando o tecido entre os dedos, como quem organiza pensamentos. O salão seguia vivo ao redor — música baixa, risadas, talheres — mas, à nossa mesa, havia um tipo diferente de silêncio. Não pesado. Só… atento. — Você tá mais tranquila agora? — perguntei. Ela ergueu os olhos. — Tô. Cheguei meio atropelada — respondeu, com um meio

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