Capítulo 95 Mariana

1221 Words

Mariana Narrando As bochechas ainda queimavam. Não era só do sol da tarde, era de uma vergonha que subia do peito e pegava fogo no rosto. O coração, aquele traidor, batia rápido e forte, mas não de medo. Era raiva. Uma raiva quente e impotente que subia na garganta cada vez que eu lembrava. Lembrava dele arrancando a cortina. Do puxão no braço, daquela força que me tirou do chão como se eu não pesasse nada. De ser jogada na garupa da moto como um saco de batatas. Do braço dele passando pra trás, me segurando, como se eu fosse incapaz de me equilibrar sozinha, como se a cada segundo eu fosse escorregar e cair. A indignação era um gosto amargo na boca. Dentro de casa, a raiva virou um cansaço profundo. Eu devia ter ficado calada. Não devia ter batido boca. Sabia como ia terminar. O papo é

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