Capítulo 114 Sanguinário

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Sanguinário Narrando A foto da loira ainda tava grudada atrás do olho, um branco perfeito e vazio que dava um alívio doído. Mas o barulho seco dos tiros no campinho de terra me puxou de volta pro morro. A Magia e a Tatá mandando os pivete treinarem. O som me acordou. Assobiei alto, fazendo sinal com a mão. A Magia olhou, acenou de volta com a cabeça, e eu subi na minha Factor. Desci a ladeira, a barriga dando um ronco que parecia um trovão. Nem café tinha tomado, e já era hora do almoço. Depois daquela noite com a Mariana, parece que perdi metade do sal do corpo. Tava precisando repor energia, e rápido. Cheguei no restaurante do seu Zé, aquele que é nosso ponto. Um cria tava no balcão, conversando com a mulher do caixa. Bati o olho nele. — Ô, cria! Um prato aí, bem caprichado. — Pode d

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