Mariana Narrando Depois que as meninas desligaram, fiquei meio perdida. Me olhei no espelho, peguei o livro que estava lendo e joguei o telefone de lado na cama. Já tinha um bom tempo deitada, imersa na história que as meninas tinham me dado, tentando fugir dos meus próprios pensamentos. A leitura me entretinha, mas cada vez que me mexia na cama ou respirava mais fundo, o desconforto lá embaixo vinha como um lembrete incômodo e quente do que tinha acontecido. Não sabia se ria da absurdez de tudo ou se respirava pesado, preocupada. Uma mistura dos dois, provavelmente. Foi nesse turbilhão que o telefone vibrou e a campainha tocou ao mesmo tempo, me fazendo pular. Olhei para a tela: uma notificação do i********:. De novo? Balancei a cabeça, negando aquela invasão persistente. A campainha in

