Sanguinário Narrando Putä que pariu. A cena tava grudada atrás dos meus olhos desde que eu vi ela na rua. A Mari, com aquele topzinho preto que parecia pintado na pele e o shortinho que mostrava uma perna branca que não era do morro, rindo com a Víbora. E em volta, aquele bando de abutres. O JP, o Juninho, mais uns três pivetes com fuzil no ombro, parados, secando ela como se ela fosse um picolé no meio do deserto. A mão já tava no cabo da 9mm atrás da cintura antes mesmo de eu pensar. O Guga levantou, tentou botar a mão nas minhas costas, falar alguma coisa pra acalmar. Eu ignorei. Só vi ela olhar pra mim, a cor sumir da cara dela, e depois desviar o olhar, segurando na mão da Víbora como se fosse uma tábua de salvação. As duas viraram e entraram naquela loja de roupa da Dona Cleusa. F

