Mariana Narrando Meu corpo ainda está em combustão. Meus lábios formigam. Minha pele, onde seus dedos apertaram, parece marcada a ferro. Depois do beijo, depois de sentir o corpo pegar fogo com aquela pegada dele no meu pescoço, com o jeito que ele sussurrou no meu ouvido sobre o vestido, sobre o fogo dele… eu simplesmente entrei. Deixei ele do lado de fora, na garagem, com o gosto de mim ainda na boca dele. Ouvi o portão da garagem bater, um som metálico e final. Não olhei para trás. Passei direto pela cozinha escura, pelo corredor, e entrei no meu quarto, fechando a porta com um clique suave. Joguei a bolsinha que a Víbora me deu em cima da cama. Minhas mãos tremiam ligeiramente enquanto eu puxava o zíper lateral do vestido vermelho. O tecido deslizou pelo corpo e caiu em um montú maci

