Mariana Narrando A simplicidade da ordem, a crueza, cortou qualquer argumento que eu pudesse ter. Não era sobre espaço físico. Era sobre a vontade dele. E aqui, nessa casa, no meu mundo agora, a vontade dele era a única geografia que importava. Respirei fundo. O coração martelava, mas não era mais só de medo. Era de exaustão, de confusão, e de uma rendição inevitável. Caminhei até a cama, a madeira do piso fria sob meus pés descalços. Senti o colchão ceder sob o peso dele quando me aproximei. Com um cuidado excessivo, me deitei na beirada oposta, de costas para ele, mantendo o máximo de distância possível naquele espaço limitado. Fiquei rígida, tentando não tocar nele, tentando não respirar muito alto. O silêncio desceu sobre o quarto, mais pesado que qualquer coberta. Eu podia sentir o

