Vibora Narrando Vanessa é o nome que tá na certidão, mas aqui no Cerra-Corá, e em qualquer boca de fumo que preste respeito, eu sou Víbora. E o nome não é à toa, pô. Víbora não ataca por esporte, só quando precisa, mas quando ataca, é certeira e o veneno derruba qualquer o****o. Tenho 25 anos, um metro e sessenta e cinco de puro osso e músculo coberto de tinta – cada tatuagem conta uma história, uma cicatriz, uma lição aprendida na marra. Dizem que sou de má índole. Føda-se. Má índole aqui é sinônimo de sobrevivência. Tenho temperamento de cão de guarda com fome, é verdade. Não é por m*l. É porque nesse morro, se você der um sorriso muito fácil, acham que é fraqueza. E fraqueza aqui é convite pra passar por cima. Sou a gerente do morro. Não é título que o Sanguinário deu de bandeija não

