Capítulo 112 Marilene

1249 Words

Marilene Narrando O nojo é um gosto físico na boca, amargo e constante. A mão dele, larga e adornada com anéis de ouro, desliza pelo meu braço, um gesto possessivo que faz minha pele se contrair toda por dentro. Eu me mantenho rígida, olhando pela janela do carro blindado, tentando parecer apenas cansada, não aterrorizada. — Você vai ter que se acostumar — a voz dele vem baixa, arrastada, ao meu lado. — Agora você é minha mulher. Minha. E de quem eu quiser. A frase cai como uma sentença de morte. Engulo seco, forçando a voz a sair estável. — Você é… um traficante de mulheres? Ele solta uma gargalhada, genuína, como se eu tivesse feito uma piada excelente. — Não, minha querida. Eu compro minhas mulheres. Não trafico. Há uma diferença crucial. Uma é negócio. A outra… é falta de classe.

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