Junior Narrando Marilene. Parecendo uma sombra, pálida, mas com os olhos faiscando de uma determinação que eu nunca vi nela. E na mão dela, tremendo mas apontada para a nossa direção, está a pequena pistola do velho. O susto me paralisa. O que ela tá fazendo aqui? Como ela… — Para tudo! — a voz dela sai fina, mas cortante. — Soltem meu filho. Soltem meu marido. O silêncio que se segue é absoluto. Todos congelam, olhando para aquela mulher de meia-idade, vestida como para um almoço no jardim, segurando uma arma como se fosse uma serpente venenosa. E então, o Sheik… ri. Um riso baixo, genuinamente divertido. — Bem, bem, bem — ele diz, o olhar percorrendo o corpo da minha mãe com uma avaliação lasciva e fria. — Esta não é a novinha virgem com cheirinho de escola. — Ele faz uma pausa, o

