Sanguinário Narrando Putä que pariu. A mina tem a capacidade de me deixar mais perdido que cego em tiroteio. Tô aqui, olhando pra ela, com a cara dela fechada, os braços cruzados, aquela regata minha caindo no ombro dela, e o olhar dela me atravessando como se eu fosse um problema de matemática difícil. Ela fala aquela merda, “o que você queria que eu quisesse?”, e a pergunta fica ecoando na minha cabeça feito um tiro que não achou o alvo. Eu não sei. Eu nunca parei pra pensar no que ela queria. Só no que ela era: minha. Minha responsa. Minha dívida quitada. Mas agora? Agora ela é um nó nos meus pensamentos que não desamarra. — Para de ficar na defensiva, pørra — a frase saiu antes que eu pudesse travar. Soou mais grosseira do que eu queria. Respirei fundo, tentando achar as palavras cer

