Tatá Narrando O treino tinha acabado, os vapor tinham ido cada um pro seu canto. A fome era de leão. A Magia e eu fomos almoçar fora de hora, num barraco que faz um mocotó que derrete na boca. A gente tava voltando pro corre, meio devagar, digestão pesada, quando o celular vibrou. Era a Víbora, no grupo secreto. Mensagem curta: "Barreira sul. Agora. Discretas." Troquei um olhar com a Magia. Ela já tava ligando, dando ordem pros cria distribuírem a mercadoria que faltava, limpando a agenda. Em dois minutos, a gente tava a caminho da entrada não oficial do morro, aquela barreira de concreto que separa nosso mundo do asfalto. Ficamos na sombra, encostadas, parecendo duas qualquer esperando alguém. O barulho da moto descendo a ladeira foi normal. Até a gente ver quem tava pilotando. Era o Bu

