Sanguinário Narrando Assim que a porta do banheiro fechou com aquele clique, eu me mexi. O quarto ficou menor de repente, só com o cheiro dela no ar – perfume doce, sabonete, e aquela outra coisa que é só dela, que grudou em mim a noite toda. Respirei fundo. Tava pegando fogo dentro da cueca ainda, lembrança do que ela fez de madrugada me dando um calafrio na espinha só de pensar. Mas já era hora de acordar pro mundo. Me levantei, a cama de solteiro rangendo como se tivesse levado uma surra. Peguei a bermuda do chão, vesti. Fiquei uns segundos parado, olhando pra porta fechada do banheiro. Dava pra ouvir o barulho fraco da água. Ela tava lá, lavando tudo. A cena, o gosto, os gemidos… pørra. Abanei a cabeça, tentando tirar a imagem. Não adiantava. Saí do quarto dela, aquele cubículo abaf

