Víbora Narrando Acordei hoje com o corpo pedindo arrego. Aquele cansaço que gruda nos ossos, aquela vontade marota de jogar tudo pro alto, virar pro lado e fingir que o morro não existe por mais oito horas. Parece que escolher essa vida, de gerente, de sargenta, de mulher que tem que ser duas vezes mais f**a que todo mundo, tem desses dias. Acho que é a minha versão de uma crise existencial branda, só que em vez de questionar o sentido da vida, eu questiono por que caralhøs eu aceitei ser responsável pela grana, pela segurança e pelo bom humor (inexistente) de um chefe que tá se complicando por causa de uma adolescente. Uma gripe tentou pegar no meu pé. Dores no corpo, garganta arranhando. Mas Víbora não fica de cama. Víbora vai no postinho, mete logo uma injeção daquelas que levanta de

