Víbora Narrando Ele desligou. O silêncio que caiu no barraco era pesado. O cheiro de pipoca agora parecia fora de lugar. O Ômega me encarou. — Víbora… que merdä é essa que você tá metendo a gente? O Sanga tá a dois quilômetros daqui e eu tô escondido no teu barraco fuçando no telefone da mina que ele esconde. — Você não tá fuçando. Tá protegendo — corrigi, minha voz firme, mas por dentro, a adrenalina já tinha ligado o modo batalha. — E o Sanga não pode saber. Ainda não. Porque se ele descobrir o que o pai dela tá planejando, ele vai é mandar uma tropa de assalto na casa do velho e criar um problema diplomático que a gente não precisa. A gente precisa de informação primeiro. Controle. Ele estudou meu rosto por um momento, então suspirou, resignado. — Tá bom. Mas essa história tem ch

