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Laços Proibidos

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Blurb

Em um mundo dividido entre o glamour da alta sociedade e os perigos do Velho Oeste, Violet Vanderbilt, uma jovem herdeira de uma família rica e respeitada, esconde sua verdadeira natureza rebelde por trás de vestidos de seda e sorrisos polidos. Mas quando seu caminho se cruza com o Ethan Sullivan, um cowboy sombrio e enigmático cujas mãos estão manchadas de sangue, uma mistura de atração e "rivalidade" surge entre eles. No entanto eventos inesperado acabam acontecendo, fazendo com que eles se aproximem e juntos descubram segredos obscuros e laços dos passados que acabam influenciando o futuro de ambas famílias. A paixão entre a rivalidade surgiu, mas será que eles vão enfrentar os problemas e a proibição pra seguir em frente livres? E assim começa Laços Proibidos.

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1-Violet.
.★. Dedico essa história: ”Para todos aqueles que se atrevem a desafiar os limites impostos pela sociedade e seguem seus corações selvagens, buscando o amor e a emoção da adrenalina em suas vidas.” .★. Uma família perfeita? A família Vanderbilt, sempre vista com a família perfeita, a família que todos desejam ter. Um casal feliz, e dois filhos lindos. Dinheiro e popularidade é o'que não falta para eles, onde a opulência ecoa pelos corredores dourados, a perfeição é uma fachada cuidadosamente mantida, sob o brilho das festas suntuosas e o sorriso radiante nas capas de revistas. Enquanto a sociedade imagina jantares luxuosos, bailes suntuosos e felicidade contínua, eu era uma espectadora silenciosa da disfunção que se desenrola nos salões polidos. Cada risada forçada ecoa como um eco vazio em seu coração, pois ela guarda segredos sombrios e verdades enterradas sob camadas de verniz social. A busca incessante por perfeição construiu uma prisão dourada, onde a opulência e a dor coexistem, revelando que, por trás do brilho, uma sombra inquietante paira sobre a família que todos invejam. .★. Miami- Flórida 00:11 PM A brisa fria batia em meus ombros, exposto pelo vestido vermelho que eu usava. Meu pé descalço tocava o peitoril enquanto eu me segurava na borda da janela, sentia a textura fria da parede contra meus dedos. Dei uma furtiva olhada pra trás, certificando que nenhum guarda havia me flagrado. A adrenalina corria solta em minhas veias, eu podia me pegar segurando a respiração enquanto deslizava meus pés pelos últimos degraus da escada. De quem foi a ideia de deixar uma escada de locação embaixo da minha janela? Quanta burrice. Assim que coloquei meus pés na grama, soltei um suspiro relaxado. Olhei pros lados pra ter certeza que não havia ninguém me observando e comecei a andar rapidamente até o muro que daria acesso por outro lado. Coloquei meu pé no buraco que havia na parede e joguei meu salto até o outro lado, vi uma pequena luz do outro lado do muro e dei um sorriso entendendo o sinal. Assim que finalmente subi no muro vi Amber do outro lado segurando meus saltos e acenando pra mim. Ela usava um vestido azul colado, seu cabelo ruivo escuro caído sobre seus ombros, ela usava uma maquiagem básica, a sombra azul claro com um toque de glitter prata em sua pálpebras e pequeno delineado. Dei um leve sorriso e pulei pro chão. -Você demorou, achei que haviam te pegado.- ouvi ela dizer enquanto me entregava meus saltos. -Que fofa, demonstrando preocupação por mim.- falei sarcasticamente me encostando na parede do muro e limpando meu pé pra colocar o salto. -Se acha muito pra uma Rapunzel presa em sua torre. - resmungou revirando os olhos. Dei risada e coloquei meus saltos. -E você veio me resgatar, olha que amor. - provoquei começando a andar pelo caminho que daria até a rua. Amber é uma das minhas melhores amigas, nós nos conhecemos no 1° colegial e ficamos inseparáveis. Uma coisa fofa e brega? Provavelmente. Nós nos conhecemos quando descobri quem era a menina louca e apaixonada pelo meu irmão, sério, nunca ri tanto na minha vida vendo o desespero dele pra escapar dela. Comecei a me aproximar dela apenas pra tentar juntar ela com ele (apenas por diversão) mas obviamente não deu certo. Desde então, nós viramos amigas pra tudo: compras no shopping, sair escondido, m***r aula,festa dos pijamas e festas. Sempre conseguimos nos entender bem, mesmo com os xingamentos e discussões, uma amizade “super saudável”. Mas acho que o principal de tudo foi que nós duas também escondemos nossas verdadeiras naturezas por trás das mídias e vestidos de seda. Afinal, temos que mostrar que somos perfeitas e delicadas. Ou não. ... O som alto das músicas preenchia o vazio e parecia ecoar em minha alma inquieta. Os cheiros de bebidas, cigarros e perfumes se misturavam pelo ar. O local estava cheio, mil pessoas dançavam e se divertiam como se não existisse o amanhã. Guardei a chave do carro dentro da minha bolsa e entrei pela porta principal ao lado da Amber que foi diretamente pra pista se afastando de mim. Não me importei com ela. Dei um sorriso animado enquanto olhava ao redor, senti tanta falta disso. Me direcionei até a mesa de drinks e olhei pras garrafas de bebidas sem saber oque escolher. Mas quem se importa com isso? -fodasse…- Resmunguei pra mim mesma e peguei um copo, coloquei na mesa e comecei a pegar algumas garrafas aleatórias e misturar os líquidos dentro do copo. Derrepente, senti uma respiração quente perto da minha nuca, meu corpo todo arrepiou. -Você ainda vai morrer de overdose Girassol.- Dei um leve sorriso e olhei pra trás vendo Noah parado perto de mim. Seu olhar profundo me encarando era estranhamente atraente. -Ah gatito, não se preocupe. E se eu morrer, por favor, flores vermelhas e brancas no meu funeral.- sorri e bebi um gole da bebida que eu havia feito, senti o gosto amargo descer rasgando minha garganta, eu quis tossir mas segurei. Noah era mais uma pessoa do meu grupo de amigos, seu jeito paquerador às vezes era irritante e enjoativo, porém, ele era atraente, não posso negar. Seus olhos castanhos escuros penetravam na alma de qualquer um, seu maxilar definido e marcado, seus braços e mãos com as veias saltadas, sua boca era levemente rosada e seu corpo era malhado e musculoso. Fazia o coração de qualquer garota parar. Já trocamos beijos e toques no ano passado, até achei que daria em algo sério, mas havia esquecido que estamos falando de Noah Wellibroke: O maior canalha do grupo. Em uma noite quando ele havia combinado de me levar a um jantar, entrei na casa dele e pela varanda do seu quarto, encontrei ele na piscina com uma menina em seu colo. De primeira, meu coração ficou em pedaços, mas depois fui lá e beijei o melhor amigo dele. É errado? Depois disso, fingi que nunca tivemos um caso, simples. Mas até hoje, trocamos flertes mas Deus me livre de ter algo a mais. Senti sua mão tocar minha cintura e me puxar um pouco pra perto. -Você está tão ignorante nesses últimos tempos Violet, mas não posso negar, ficou ainda mais bonita sabia? Olhei pra ele, sorri falsamente e bebi mais um gole da bebida. -onde está sua prima? Porque não vá encher o saco dela?- perguntei olhando pra ele. -Você é irritante Noah, num nível alto. Me afastei do seu toque e comecei a andar pela multidão das festas, não olhei pra trás mas podia jurar que vi ele apertar os punhos. Continuei andando olhando pros lados e me deparei com Amber enrolada nos braços de um cara que parecia ter uns 5 anos a mais no meio da multidão. Ela olhou pra mim e sorriu maliciosamente, apenas fiz cara de nojo olhando pro cara que deixava as mãos apoiadas no quadril dela. -Te encontro depois.- vi ela tentar dizer, mesmo que eu não ouvisse a voz dela, eu apenas acenei e sai andando indo pra parte central da festa. … 3:55 am. Já passava das 3am, não tinha certeza. Minha cabeça rodava e minha visão estava turva, a bebida fluía livremente dentro do meu corpo, eu estava com um cigarro entre meus dedos que eu nem lembrava como veio parar aqui. Eu dançava ao som de música alta junto com a multidão, a sensação de euforia tomava conta de mim fazendo eu esquecer todas as preocupações. Os risos e conversas entrecortada pelos goles de bebida criavam uma sinfonia de diversão desenfreada. Eu havia encontrado alguns amigos mais se perdemos entre a multidão. Era possível ver alguns olhares em mim, alguns de admiração, outros provocativos pelo meu vestido vermelho, e até outros de inveja. Eu apenas ignorava todos eles, eu só queria me divertir. Em um desses momentos, eu havia me pegado aos beijos com um cara, não lembro o rosto mas era muito atraente, acho que era uns 3/2 anos mais velho que eu, depôs não o vi mais. Porém, meu clima foi cortado quando senti meu celular vibrar em minha bolsa, de primeira eu apenas ignorei, mas começou a vibrar mais e mais e mais. Soltei um gemido irritado e sai do centro da festa. Fui até uma parte mais afastada e com o som abafado. Peguei meu celular vendo as notificações do meu irmão Manson. ?11 ligações perdidas. Olhei as mensagens pelas barras de notificação: ★-Manito: “Onde você está c*****o?” “Volta pra casa agora ou então papai vai te m***r. “Pirralha i****a, se eu te achar vou te matar.” Eu não sabia se ignorava ou apenas ia embora, meu irmão nunca me mandava mensagens assim. Apenas tentei responder, já que nem conseguia digitar direito: “Tá, jw esthau indo!” Espero que ele entenda oque quis dizer. Guardei o celular e voltei pra festa tentando andar sem me apoiar em nada. Olhei ao redor, a visão ao meu redor estava turva, as luzes pareciam embaçadas e as vozes distante, havia um nó em minha garganta. Tentei ignorar e continuei olhando ao redor procurando Amber. Onde essa desgraça se meteu? Deve estar com algum cara, só pode. Suspirei frustrada e desisti de procurar ela, apenas comecei a ir até a saída tentando não esbarrar ou cair em alguém. Assim que ia passar pra fora da festa, Noah simplesmente apareceu em minha frente bloqueando a minha passagem, ele estava claramente bêbado, seu sorriso malicioso era evidente. Garoto estranho, credo. -Sai logo da minha frente- falei rapidamente tentando passar, mas ele apenas riu e continuou bloqueando minha passagem, senti uma de suas mãos se apoiar em minha cintura. -Já vai tão cedo Girassol? A Melhor parte ainda nem começou- sua voz baixa perto da minha orelha me causou arrepios. Revirei os olhos e empurrei ele, fazendo ele bater em uma garota que segurava dois copos de bebida. -Mandei sair i****a!- passei por ele e segui o caminho deixando ele pra trás. Garoto nojento! Andei até finalmente chegar ao meu carro. Meu carro era um Jaquar f-type coupé de cor preta. O carro não era exatamente meu, apenas peguei do meu irmão. Entrei fechando a porta, coloquei a chave na ignição e girei. Ouvi o ronco do carro e sorri começando a dirigir. ... 4:37am. A rua se encontrava deserta e escura, apenas iluminada pelos postes de luzes e o farol do carro. Meus pensamentos estavam turvos devido às bebidas havia consumido. Derrepente, o carro começou a falhar, emitindo um som estranho antes de finalmente parar completamente, tentei ligar o carro novamente mas não adiantou. Logo agora? -d***a!- bati minhas mãos no volante e gemi baixo irritada. Sai do carro e olhei ao redor, não havia nada nem ninguém, senti um calafrio percorrer minha espinha. Me inclinei até a minha bolsa no banco e peguei meu celular, tentei ligar mas estava sem bateria. -Ótimo!- resmunguei baixo e cruzei meus braços. Oque eu iria fazer agora? Eu estava em uma rua deserta, de madrugada e sem bateria. A brisa fria batia em meus ombros causando um pouco de frio. Única alternativa era sair andando até encontrar alguém, e foi o que fiz. Cada passo que eu dava ecoava na rua deserta, aumentando ainda mais a sensação de solidão. Eu ainda estava com a cabeça meio zonza mas estava ignorando, a única coisa que eu me preocupava agora era se algum jornalista estiver me fotografando ou gravando, seria uma tragédia, imagina: News: “Violet Vanderbilt, uma das herdeiras e integrante da família mais popular de Miami, acaba de ser vista andando em uma rua deserta no meio da noite aparentemente bêbada. Onde está a delicadeza e modos que ela mostra para todos?.” Papai me mataria. Continuei a andar, foi então quando estava a passar na frente de um beco escuro, um som agudo e estranho veio de dentro dele me fazendo congelar no lugar. A brisa gelada parecia emitir sussurros que causavam arrepio. Meu coração acelerou, uma mistura de curiosidade e medo encheu meu corpo todo. A coisa mais inteligente seria fugir e não olhar pra trás, mas a maldita curiosidade venceu me fazendo adestrar dentro do beco. Meus passos eram cautelosos tomando todo o cuidado do mundo, minha respiração acompanhava a incerteza deste momento. Mas derrepente, meus passos vacilaram e a adrenalina dançou em minhas veias, meus olhos ficaram arregalados, eu podia jurar que meu coração até errou as batidas. Uma figura alta surgiu das sombras, revelando-se como um gato vadio, seu olhar curioso fixado em mim. O homem ficou imóvel, sua presença era intimidadora entre as paredes estreitas. Sua voz profunda e ecoante cortou o silêncio: –Oque uma jovem faz aqui esse horário da noite? Seus pais não te ensinaram sobre os perigos noturnos mocinha?- Engoli seco olhando pra ele. Ele era mais alto que eu, poderia ter uns 1,89 de altura. Era difícil de ver exatamente como ele estava se vestido por causa das sombras, mas parecia ser uma calça jeans larga, botas sujas de terra, uma jaqueta marrom e um chapéu que estava levemente inclinado pra frente cobrindo seu rosto junto com a sombra. Havia um símbolo pequeno em seu chapéu, mas não consegui descifrar oque era. Respirei fundo, tentei com toda minha força não demonstrar medo nem minha embriaguez. –Meu… meu carro parou de funcionar ali na rua. Estava procurando um… alguém para me ajudar. Apoiei uma das minhas mãos na parede pra não acabar caindo, observei seu olhar julgador sobre mim. – É plena madrugada, você não iria achar ninguém essa hora na sua. E se achasse, obviamente seria algum t****o. –Olha sorte a minha, achei você pra poder me ajudar- falei confiante e dei um sorriso colocando a mão na cintura, ele continuou inexpressivo. –Tenho quase toda a certeza que você não é um velho t****o não é? Ele continuou me encarando quando deu passos passos em minha direção, meu coração acelerou, mas arrisquei em ficar imóvel. Quando ele ficou apenas dois passos de distância ele parou. –Não deveria confiar nas pessoas assim. Onde está seu carro? Soltei um baixo suspiro aliviada e apontei pra fora do beco. –Pra lá, vamos!- falei e comecei a sair do beco tentando não tropeçar, senti ele começar a me seguir. … Havia se passado uns 20 minutos que ele estava mexendo no motor e outras coisas do carro. Suspirei impaciente com a demora, estava ficando mais frio, minha cabeça dóia e oque eu mais queria, era uma cama pra dormir. Me levantei da calçada onde eu estava e cambaleei até ele. –Vai demorar muito? Estou com frio, e preciso voltar pra casa antes que os jornalistas apareçam.- minha voz arrastada era evidente, ele simplesmente me ignorou e continuou mexendo no motor. Abri minha boca indignada pela audácia de me ignorar, estava prestes a falar quando ele me cortou: –Terminei– Ele fechou o capô e limpou as mãos sujas na sua própria calça, ele voltou seu olhar pra mim que agora estava mais nítido pela luz do poste. Seus olhos eram um castanho escuro, quase preto. Seu maxilar marcado e uma pequena barba m*l feita estava ali, ele era um pouco moreno, suas sobrancelhas grossas, e havia uma pequena cicatriz em sua bochecha, ele parecia ser uns 3 anos mais velho que eu. Meus olhos vacilaram caindo pros braços músculos a mostra já que sua manga estava levantada. Eu simplesmente paralisei enquanto observava todos os detalhes, e se eu não me enganasse, eu poderia estar babando. Ele tossiu levemente me puxando de volta pra realidade, desviei o olhar sentindo minhas bochechas queimarem profundamente. i****a! –Finalmente– falei mudando de assunto, soltei um suspiro de alívio e entrei no carro, girei a chave na ignição ouvindo o ronco do carro normalmente. Dei um sorriso. –quanto vai cobrar? –Nada, apenas uma genti...- ele parou de falar quando seu olhar caiu até o símbolo no carro: F.V. Sua mandíbula cerrou e seu olhar ficou mais profundo, suas mãos apertaram a lateral da jaqueta quando ele olhou de volta pra mim. –Como não reconheci? A princesinha da família Vanderbilt.- sua voz estava profunda que até causava arrepios, eu podia jurar que vi ele sorrir sarcasticamente. –Todos me conhecem, você deveria se sentir privilegiado por estar em minha presença.- falei confiante, minha voz arrastada pela embriaguez ainda presente. Ele revirou os olhos e apoiou as mãos na janela aberta do carro. –200 dólares, agora.- Pisquei confusa. Ele estava simplesmente me cobrando? Que i****a!Minha expressão logo mudou, peguei minha bolsa e abri retirando o dinheiro de dentro. Estendi a mão e entreguei pra ele. -300, para não me chamar de mão de vaca.- Ele não respondeu, apenas guardou o dinheiro no bolso. Vi ele começar a virar pra ir embora mas então ele parou e voltou até a janela. -E fale pro seu irmão levar o carro pra revisão ou então ele pode morrer princesa.- ele abaixou a voz, um arrepio percorrer minhas espinhas. Apenas acenei antes de acelerar o carro e sair dali deixando o homem cujo não sei o nome pra trás. … Finalmente parei o carro na garagem da mansão Vanderbilt, retirei a chave e sai do carro. Minha mente estava cheia, meu corpo implorava por uma cama, eu ri sozinha enquanto andava me apoiando até finalmente entrar na sala principal. Achei que teria que ficar quieta por todos estarem dormindo, mas não foi oq aconteceu. Assim que coloquei meu pé na sala, vi meu pai e meu irmão sentados no sofá, eles me olhavam seriamente, mas ainda podia sentir a diferença entre eles. Joseph, meu pai, me olhava com raiva e decepção. Eu já estava acostumada, na verdade, acho que nunca vi meu pai ficar feliz com a minha presença. Cada olhar dele parecia uma sombra de desaprovação, um eco constante das minhas escolhas passadas. Meu coração, acostumado à carga emocional desses olhares, batia mais rápido enquanto enfrentava novamente a expressão de raiva e decepção que me aguardava. Já o olhar de Manson, era diferente. Ele lançava um olhar triste, não pelas minhas ações, mas por outras causas que eu ainda não compreendia completamente. Sua expressão séria e irritada escondia uma tristeza profunda, como se fosse um peso. Olhei pra baixo sem dizer nada. -Onde você estava?- Joseph quebrou o silêncio, sua voz uma mistura de autoridade e desgosto. Eu engoli em seco, tentando reunir coragem para responder. -Passei a noite fora, em uma festa.- murmurei tentando seguir inabalável e mantendo a voz firme, mas minhas mãos traíram a tensão ao se enroscarem uma na outra. A verdade tentava se esgueirar pelas brechas das palavras que eu escolhia. Joseph cerrava os punhos, uma expressão de autoridade e desgosto que me atingia profundamente. -Uma festa? Você acha que deveria se expor dessa forma?- ele levantou e eu automaticamente dei um passo pra trás mesmo estando a uma boa distância, eu queria manter a segurança. Fiquei quieta, nada que eu dissesse parecia ter o poder de quebrar o ciclo repetitivo de desentendimentos. Era como se as palavras fossem pedras atiradas em um mar revoltado, afundando sem deixar rastros.Manson olhou para mim, notando minha embriaguez. Afinal, ele já me viu assim várias vezes e vice-versa. Encostei-me na parede, tentando manter a postura, mas minha cabeça girava e o nó na minha garganta parecia ficar maior a cada segundo. A sala, que antes era familiar, transformou-se em um cenário de conflito e desgaste emocional. -Leve-a pro quarto, antes que eu perca a linha com ela.- Olhou para Manson antes de se virar e sair andando em direção ao escritório dele, onde ele ficava a maior parte do tempo. Manson suspirou e se levantou vindo em minha direção. -Vamos logo pirralha. O ‘chefe’ está de m*l humor.- ele pegou a bolsa do meu braço passou a mão em minha cintura me ajudando a subir a escada. Manson sempre foi um pouco protetor comigo, acho que é apenas instinto de irmão mais velho. -Ficaria bravo se eu te dizer que seu carro quase morreu?- minha voz arrastada e um leve sorriso em meus lábios. Manson me olhou sério, eu sabia que o carro era como se fosse a vida dele. -Pirralha, se tiver um único arranhão, eu juro que pode dar tchau para suas bolsas caras.- dei uma baixa risada enquanto continuava me apoiando nele. Assim que entramos no meu quarto, ele acendeu as luzes iluminando o local. Meu quarto era em tons de rosa claro, branco e com detalhes dourados, era um quarto grande. A cama, com dossel e cortinas que caíam graciosamente, parecia um refúgio de conto de fadas. As almofadas delicadas eram adornadas com rendas e fitas, acrescentando um toque romântico ao ambiente. Uma escrivaninha elegante ocupava um canto, com livros e alguns objetos. Na parede, fotos emolduradas de momentos felizes e sorrisos compartilhados com amigos decoraram o espaço, contrastando com a turbulência que eu estava enfrentando naquele momento. O carpete felpudo sob meus pés descalços era macio e acolhedor. Um espelho de corpo inteiro refletia o pequeno vestido vermelho, agora um lembrete tangível das escolhas feitas naquela noite. -Voce realmente cheira m*l, nojenta- Manson provocou enquanto olhava pra minha imagem no espelho. -Minha cabeça dói manito.- resmunguei enquanto ia até minha cama e me deitava nela. Manson se aproximou e se sentou aos pés da cama, senti seu toque em meus pés e começou a retirar meus salto. Seu toque era suave, inclinei minha cabeça pro lado pra poder ver ele. Derrepente, um pensamento confuso veio em minha cabeça. -Manson, mamãe já está dormindo? Ele não respondeu, apenas retirou meu salto e colocou ao lado da cama. Mamãe, a Sr. Aurélia Vanderbilt ou Aurélia Sinclair, uma mulher amigável diferente do meu pai. Sempre se importou conosco e com a família, não ligando tanto para a mídia. Ela que protegia eu e meu irmão das fúria de Joseph, ainda não consigo entender como ela se casou com ele, credo. Observei ele se levantar e pegar a garrafa de água que sempre ficava ao lado da minha cama. -Beba, ou então amanhã vai morrer de ressaca.- peguei a garrafa da mão dele e bebi, entreguei a garrafa pra ele vazia e voltei a deitar fechando os olhos. -Vá dormir, e se prepare pra amanhã.- ele disse enquanto mexia na minha bolsa e pegava a chave do carro dele. Se aproximou e colocou um cobertor sobre mim, logo apagou a luz começando a se afastar. E foi quando eu lembrei. -Manson…- chamei e ele olhou confuso arqueando as sobrancelhas. -O homem… pediu pra você levar o carro no conserto, apenas por segurança.- -Vá dormir - ele riu e saiu do quarto fechando a porta. Ele achava que eu estava delirando? Não ligo, i****a. Soltei um suspiro cansado e fechei os olhos deixando me afundar nas profundezas dos sonhos. .★. Quem será que era o cara misterioso? E o porquê da raiva quando viu o símbolo? Oque será que ele estava fazendo no beco? Porque será que Joseph e Manson estavam na sala esperando Violet? Porque será que Manson não respondeu sua irmã quando perguntou sobre sua mãe? .★. Desculpe qualquer erro, tentarei melhorar os diálogos e detalhes dos acontecimentos.

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