3- ethan

2699 Words
.★. Sob a luz do por do sol, me recolhi enquanto a escuridão me envolvia, a respiração pesada revelando a intensidade do momento. Uma figura sem vida jazia à minha frente, o resultado macabro de minhas mãos habilidosas. O silêncio era penetrante, apenas o vento sussurrava nas vastas barcas, carregando consigo o segredo macabro daquele ato. Ajustei o chapéu de abas largas, escondendo meu rosto sombrio nas sombras. Meus passos eram firmes, mas cada um deles carregava o peso da escuridão que se escondia por trás da fachada. A noite era minha aliada, encobrindo meus rastros enquanto eu desaparecia na escuridão, um espectro nas vastas terras selvagens. Os uivos distantes dos coiotes ecoavam como um coro sinistro, me acompanhando enquanto eu me afastava do local do crime. Cada decisão foi marcada pela dualidade: a brutalidade de minhas ações e a calma calculada que as precedia. As estrelas, testemunhas impassíveis, guardavam os segredos que colecionava como troféus. Olhei pra frente observando Onyx, meu cavalo n***o obedientemente aguardando. Ao me aproximar do cavalo com agilidade e destreza, como se a selvageria das terras áridas tivesse moldado cada movimento seu. O relinchar suave do cavalo ressoou, ecoando entre as colinas enquanto eu montava no n***o cavalo. As estrelas, pontilhando o vasto céu como testemunhas silenciosas, lançaram sua luz revelava os traços contornados do meu rosto ocultando as expressões que permaneciam como um enigma. O vento, agora um cúmplice fiel, acariciava os cabelos de Ethan, levando consigo os ecos sombrios da tragédia recente. Como um farol perdido no oceano escuro, a cabana solitária, no limite da civilização e da selvageria foi vista. As tábuas rangiam suavemente enquanto desmontava do Onyx, que agora descansava, paciente, amarrado a uma estaca próxima. Ao empurrar a porta gasta da cabana, uma luz tênue de uma lareira moribunda preenchia o pequeno espaço. A mobília modesta parecia carregar as marcas do tempo, mas era familiar para mim - um refúgio em meio ao caos que eu mesmo criava. O chiado da madeira queimando na lareira foi a única trilha sonora quando eu avancei, encontrando Caleb sentado em uma cadeira desgastada, envolto na névoa azulada de seu cigarro. -Você demorou, como foi? Sem dizer uma palavra, me deixei cair em uma cadeira oposta, após um instante de silêncio tenso, estendeu a mão com um cigarro já aceso para mim, aceitei pegando e dando a primeira tragada. -Houve um acerto de contas. Uma dívida do passado que eu precisava ser paga, simples. Após uma longa tragada, quebrou o silêncio tenso. -Então, fale-me sobre isso, Ethan. Quem era o azarado dessa vez que ficou te devendo?- Sua voz carregada de sarcasmos e diversão. -Sabe aquele velho que ficava no bar conosco? Sempre apostando oque não tinha? Então, o senhor Walker, ele foi o meu convidado para conhecer o inferno.- respondi, os olhos fixos na fumaça que se enrolava entre nós. Caleb, com um meio sorriso, parecia apreciar a ironia do destino. -Ele mereceu, todos sabiam que ele era um drogado que não tinha um real no bolso. Bom, mas mudando de assunto, já está sabendo sobre a notícia do momento? - Olhou pra mim enquanto jogava um jornal em meu colo, peguei observando a primeira página. -A morte da nossa dama. Aurélia Vanderbilt.- Olhou pra mim, com a expressão de quem aprecia um bom drama. Houve uns segundos de silêncio, dei mais uma tragada no cigarro entre meus dedos. -Já e acabei dando uma passada no funeral - disse, deixando uma fumaça escapar lentamente enquanto o olhar de Caleb encontrava o meu. Ele olhou com surpresa e soltou a fumaça quando falou. -E Joseph não quis te m***r ali mesmo? Essa é nova!- ele bateu uma palma enquanto sorria, revirei os olhos. -Joseph não surtou ali apenas por causa da presença da princesa.- expliquei, escolhendo minhas palavras com cautela. -Ele sabe o'que está em jogo, e fazer uma cena na frente da família não seria uma ótima ideia. Caleb intrigado, arqueou a sobrancelha -E porque? Violet deveria saber sobre os planos do se próprio pai. -Violet não é apenas filha de Joseph. Ela é uma peça central de um jogo que vai além das nossas disputas. A morte de Aurélia lançou uma sombra sobre tudo, e as peças do tabuleiro estão se movendo de maneiras que nem mesmo eu consigo prever completamente.- Falei olhando pro chão, coloquei o cigarro no cinzeiro e apaguei. Caleb me olhava entendendo o assunto. ... Estacionei o carro perto de uma praça onde estava na localização, o motor roncando suavemente no entardecer silenciosa. Avaline, estava no banco ao lado retocando seu batom. A luz baixa derramava suave sobre o cenário enquanto eu olhava para a praça movimentada. De repente, Julian apareceu na janela, um sorriso irônico brincando em seus lábios. Deu uma batida leve na janela. -Ethan, meu amigo, não poderia escolher um lugar menos movimentado para suas aventuras românticas?- Sorri falsamente e olhei para Julian. -O que você quer? Estou ocupado aqui.- -Julian sempre estragando os momentos, que ótimo.- A voz feminina ao meu lado resmungou revirando os olhos, ignorei continuando minha atenção nele. Ele riu, inclinando-se contra a porta do carro. -Só queria te contar sobre a apresentação que está tendo de Joseph e seus filhos. Parece que o velho finalmente decidiu esclarecer as coisas sobre a trágica morte de sua esposa. -Esclarecer como? Julian sorriu, revelando um brilho malicioso nos olhos. -Oh, Joseph está organizando um espetáculo. Uma narrativa convincente sobre a morte de Aurélia Vanderbilt. Querem que todos vejam como ele e seus queridos filhos estão sofrendo. Dei um leve sorriso e abri a porta do carro, acenei para a garota sair do carro também. -Isso é sério? Vamos perder nosso tempo com isso?- Questionou cruzando os braços. -Fique aí então.- Fechei a porta e dei de ombros, garota chata. Julian andou na frente me guiando, ele parecia animado. Avaline suspirou, visivelmente contrariada, mas decidiu nos seguir. Enquanto caminhavam em direção à praça, o ambiente noturno revelava um cenário peculiar. A praça, normalmente tranquila, foi transformada para o evento de Joseph. O palco, iluminado por refletores, estava no centro da praça, cercado por uma multidão que murmurava expectativa. Andei entre as pessoas até finalmente olhar para o palco. Joseph com seu terno preto, subiu ao palco, a silhueta destacada pelas luzes iluminadas, e o murmúrio da multidão se transformou em um silêncio tenso. Atrás de você, Violet e Manson os seguiram até ficarem ao lado de seu pai. E assim ele começou: -Como todos já devem saber sobre a tragédia que aconteceu em nossa família. Minha esposa Aurélia Vanderbilt, sofreu um acidente de carro na noite de sábado. Não vamos entrar em detalhes sobre a tragédia, mas como as mídias já estavam comentando, senti obrigação de vim falar pessoalmente com todos.- Enquanto Joseph discursava sobre a tragédia que envolveu sua esposa, observei com olhos perspicazes. O silêncio tenso pairava sobre a praça, e então, era a vez da princesa. Violet, com um semblante sereno, pegou o microfone e se juntou à multidão. Sua voz, suave e controlada, contrastava com a tensão no ar. -Perder minha mãe foi uma experiência devastadora. Aurélia era uma mulher incrível, e sua partida deixou um vazio em nossas vidas.- Sua voz firme, mas os olhos denunciando a dor que tentava esconder. -É difícil expressar em palavras a dor que essa perda tem causado à nossa família. Eu observava cada detalhe de sua fala, cada movimento, cada gesto. No escuro da platéia, absorvendo cada palavra que ecoava do palco. O foco estava em Violet, e suas palavras penetravam como flechas, tocando os corações daqueles que a ouviam. -Tão falsa… não passa de uma mimada. -Sai do transe ouvindo Aveline reclamar. -Pelo menos ela é rica e bonita.- Julian deu de ombros e foi até um carrinho de algodão doce. -Você só fala isso porque quer ter a chance de comer ela um dia, pelo amor de Deus Julian.- Avaline riu. -Isso é uma grande mentira sua p**a!- rebateu enquanto pagava o algodão doce e voltava até nós. -Mentira? Aposto que só de olhar pra ela você já está du…-Antes dela terminar eu rapidamente a interrompi: -Calem a boca os dois! Parecem duas crianças.- minha voz firme enquanto observava os dois trocarem olhares irritados. Avaline voltou a segurar meu braço e Julian voltou a comer seu algodão doce finalmente quieto. Voltei minha atenção pro palco onde Joseph encerrou a apresentação e desceu do palco com seus filhos que logo foram cercados por jornalistas querendo mais explicações e fotos. Enquanto a família se via envolvida pelos flashes e perguntas da imprensa, eu observava com distância, meu olhar cortante acompanhando cada movimento. Violet, por sua vez, parecia não estar disposta a ser capturada pelos paparazzi. Em um momento rápido e calculado, ela escapou habilmente da multidão, deixando os jornalistas na confusão. -Achei que a mimada gostasse de ser a atenção. Pelo visto, fugiu.- Disse enquanto olhava ao redor pela última vez antes de sair andando de volta pro local onde está estacionado o carro. -Mais empatia Avaline, ela acabou de perder a mãe.- Retruquei enquanto seguia a garota que me guiava pela mão. -E desde quando p*****a tem empatia?- Julian provocou com sarcasmos nós seguindo, dei um leve sorriso quando ouvi mas disfarcei. Avaline virou e mostrou o dedo do meio antes de voltar a andar. Assim que chegamos ao carro, abri deixando ela entrar primeiro, logo entrei me sentando no banco do motorista. -Vai ir conosco?- perguntei olhando pro garoto que terminava seu algodão doce. -Onde vão? -Em um bar, festa, não sei. -fazer? -Vamos montar bonecos de neve com as bebidas, ótima ideia não acha?- Ironizei, a garota ao meu lado riu. -i****a, está me devendo uma bebida por isso.- resmungou abrindo a porta e entrando no banco de trás. Dei uma baixa risada, girei a chave na ignição e dei a partida. ... 2h29 am O som alto da música pulsava no bar abarrotado, os risos e conversas animadas preenchiam o ambiente, criando uma atmosfera efervescente. Eu estava sentado em uma mesa ao canto do local, uma garrafa de cerveja cheia e um copo de bebida ao meu lado. Entre meus dedos, um cigarro que soltava espirais de fumaça para o ar. -Ethan, amor…-Sua mão passou tocando meus dedos enquanto me olhava maliciosamente. Avaline estava claramente ficando embriagada cada vez mais. -Daqui a pouco ela vai estar tirando a roupa pra você Ethan.- bebeu um gole da cerveja em seu copo enquanto sorria observando a cena. Apenas dei um sorriso irônico, ignorando as investidas de Avaline. -Vá se f***r Julian.- revirei os olhos dando mais uma tragada no cigarro entre meus dedos. Em poucos segundos, apaguei o cigarro e foquei em beber a cerveja. Avaline que antes havia ido dançar na pista de dança, voltou se sentando em meu colo passando a mão em em meu pescoço. -Ethan… você pareceu mais bonito agora- falou baixo abaixando sua cabeça e beijando meu pescoço. -Ela parece uma cachorra no cio não acha?- Comentou baixo enquanto se levantava da mesa levando consigo o copo de cerveja. Suspirei baixo. -Avaline, se comporte um minuto! Não irei te carregar se você passar mal.- minha voz era firme, tentei ignorar o arrepio do meu corpo enquanto ela continuava a me beijar. -Para de ser chato…- resmungou levantando sua cabeça e olhando pra mim. Não tive tempo de responder quando senti seus lábios colarem no meu. Tentei resistir mas acabei cedendo, segurei a lateral do seu rosto com força, pressionando meus lábios contra o dela, mas sem qualquer tipo de ternura. Era apenas um momento de prazer físico, um passatempo passageiro. Avaline poderia ser a menina mais bonita do nosso grupo, seu corpo realmente chamava a atenção por onde passava. Mas havia algo nela que eu não gostava, não sabia exatamente o'que era. Mesmo assim, me envolvi com ela em busca de um prazer passageiro. Me arrependo até hoje, ela não larga de mim e sempre cobra atenção. Sou errado também em sempre procurar ela quando quero me libertar, e ela, apenas aceita essas migalhas. Uma das minhas mãos desceram e agarraram a sua cintura prensando a para baixo em meu colo, seus lábios separaram dos meus e desceram até meu pescoço chupando suavemente. -Vamos pro carro e depois eu te levo pra casa.- falei baixo um pouco ofegante pelo beijo longo e retirei ela do meu colo colocando- a em pé. -Finalmente. - sorriu alegremente, me levantei e comecei a guiar ela pra fora da multidão. Avaline estava bêbada, claro. Garanti o máximo que ela não fosse perder o equilíbrio enquanto andava ou então que acabasse passando m*l no meio do caminho. Fomos em direção ao estacionamento, assim que chegamos no meu carro, pressionei seu corpo contra o capô colocando a sentada ficando entre suas pernas. Levei minha mão até seu queixo e levantei fazendo-a olhar pra mim, ela sorriu maliciosa e não demorou muito pra me beijar quase como se quisesse me devorar. Separei o beijo por uns segundos para poder respirar. -Entra no carro, agora.- Ordenei e me afastei dela. -Você que manda.- sussurrou e desceu, abriu a porta traseira do carro e entrou esperando por mim. Respirei fundo e entrei atrás dela fechando a porta atrás de mim. Observei ela retirar seu vestido e jogar no chão do carro ficando apenas com uma lingerie preta. O corpo de Avaline era bonito, não podia negar. Suas curvas eram perfeitamente desenhadas, sua cintura fina, coxas grossas e s***s médios. Nada fora do comum. A garota não perdeu tempo para simplesmente sentar em meu colo de frente para mim. -A bebida fez um grande efeito em você.- Desci as mãos pousando em sua cintura, senti as mãos dela começarem a vagar e entrarem por baixo da minha camisa. O clima íntimo estava prestes a se aprofundar quando, de repente, a porta do carro se abriu com força. -Parece que eu cheguei na hora errada, não é mesmo?- Provocou com um sorriso irônico. Avaline se virou seu olhar pra Julian e revirou os olhos, desceu do meu colo rapidamente e pegou seu vestido do chão do carro. -Você podia aprender a bater na porta antes de invadir as coisas dos outros. O'Que você quer afinal?- Arrumei minha camisa desviando o olhar. Julian, com um olhar travesso, continuou provocando. - Ah, não sabia que vocês gostavam de festas privadas no estacionamento. Bela escolha de lingerie, aliás. - Disse Julian, ignorando completamente a irritação de Avaline. -O que você quer Julian? Fala logo. Julian riu, ignorando a pergunta. -Não se preocupem, não vou estragar a diversão. Afinal, um estacionamento não é o lugar mais discreto para certos assuntos. Vocês não querem ser o próximo espetáculo da noite, não é mesmo? - disse com um sorriso malicioso. Apertei os punhos, m*l conseguindo esconder a frustração. -Você não tem limites, Julian. O que você ganha com isso? Julian deu de ombros, mantendo a postura descontraída. - Apenas uma pequena diversão, meu caro. Agora, se quiserem uma carona com um motorista consciente e sem álcool no sistema, estou à disposição. Não quero ser acusado de negligência, afinal. Avaline, tentando manter a compostura, respondeu com sarcasmo: -Ah, claro, como poderíamos esquecer? Obrigada, Julian, por nos salvar do perigo iminente. -Sempre à disposição para salvar o dia, principalmente quando se trata de dramas românticos no estacionamento.- fez uma reverência teatral. -Às vezes não sei qual deles é o pior…- resmunguei pegando a chave do carro e jogando no peito do Julian com um olhar cortante. Julian, segurando a chave como se fosse um troféu, riu. -Obrigado pela confiança. Vou dirigir com muito cuidado para não estragar a noite encantadora de vocês. -Vamos embora antes que eu te jogue no lixão Julian. Enquanto Julian se acomodava no banco do motorista, aproveitou para provocar mais uma vez: - Se precisarem de conselhos sobre romance, estou sempre à disposição. Sou um especialista, como podem ver. Avaline revirou os olhos, eu apenas balancei a cabeça, sem dignar Julian com mais uma resposta. .★. Porquê Violet fugiu dos jornalistas? Onde está seu espírito de fama? Julian e Avaline, a dupla da discórdia. Ethan até já se acostumou com isso. Esse trio vai ser perfeito. .★. Desculpe qualquer erro.
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