bc

O que ficou entre nós

book_age16+
0
FOLLOW
1K
READ
sweet
campus
like
intro-logo
Blurb

Helena, nunca acreditou em amores que começam por acaso. Miguel nunca planejou se apaixonar durante a faculdade. Mas o destino tinha outros planos.Entre corredores movimentados, trabalhos em grupo e longas noites na biblioteca, uma amizade improvável transforma-se em algo mais profundo. O que começa com provocações leves e olhares demorados evolui para um relacionamento intenso, cheio de promessas, inseguranças e sonhos que nem sempre seguem o mesmo caminho.Quando a pressão acadêmica, os ciúmes e o medo de crescer ameaçam separá-los, Helena e Miguel descobrem que amar não é apenas sentir, mas sim escolher ficar mesmo quando dói, mesmo quando parece mais fácil ir embora.Anos depois, a vida lhes oferece uma segunda chance. E talvez o verdadeiro amor não seja aquele que nunca enfrenta tempestades, mas aquele que sobrevive a elas.Uma história sobre amadurecimento, reencontros e a coragem de lutar por aquilo que ficou entre nós.

chap-preview
Free preview
Capítulo 1 — O Encontro
Helena, sempre acreditou que os grandes amores começavam com algo extraordinário, um choque cinematográfico, um acidente romântico, um daqueles momentos em que o mundo para. Mas o dela começou com um café derramado. Era o primeiro dia de aula na universidade, o campus estava cheio demais, barulhento demais, quente demais. Helena segurava o copo de café numa mão e o telemóvel na outra, tentando encontrar o prédio de Economia enquanto respondia à mensagem da mãe: "Já chegaste? Não te distraias." Tarde demais. Ela virou o corredor apressada e esbarrou em alguém. O café virou. — Meu Deus! — ela exclamou, olhando para a camisa branca agora manchada de marrom. — Uau… — o rapaz olhou para o próprio peito e depois para ela. — Acho que esse foi o jeito mais criativo de me dar bom dia! Helena sentiu o rosto queimar. — Eu sinto muito! Eu não vi você… eu estava distraída… Ele riu. Não um riso irritado. Um riso leve. — Está tudo bem. Eu precisava de emoção nesse primeiro dia mesmo. Ele tinha um sorriso calmo, daqueles que não pedem atenção, mas prendem. — Eu pago a lavagem — ela insistiu. — Se for assim, vamos à falência. A culpa foi minha também. Silêncio. Estranho como dois desconhecidos podem sustentar um silêncio que não é desconfortável. — Sou Helena. — Miguel. E ali, no meio de um corredor cheio de gente que passava apressada, algo pequeno e invisível começou. *** Durante as semanas seguintes, eles descobriram que tinham duas disciplinas em comum. Sentavam-se separados no início. Depois passaram a sentar perto. Depois juntos. Miguel era o tipo de rapaz que falava pouco, mas quando falava, dizia algo que ficava. Helena era organizada, determinada, mas tinha aquele hábito de morder o lábio quando ficava nervosa, algo que Miguel começou a reparar mais do que devia. — Você sempre fica assim antes de apresentar trabalho? — ele perguntou — Assim como? — Como se estivesse prestes a fugir pela janela. Ela riu. — Eu não gosto de errar. Ele inclinou a cabeça. — Então vamos errar juntos. Foi a primeira vez que Helena sentiu que alguém não a via como “a menina responsável”, mas como alguém que também podia ter medo. *** Os trabalhos em grupo tornaram-se desculpa para cafés. Os cafés viraram caminhadas pelo campus. As caminhadas começaram a demorar demais. — Você acredita em destino? — ela perguntou numa dessas tardes. Miguel pensou antes de responder. — Acho que a gente chama de destino quando tem medo de admitir que escolheu. Helena ficou em silêncio. Escolher. Ela não sabia ainda, mas já estava escolhendo. --- Mas nem tudo era simples. Miguel tinha planos de intercâmbio no ano seguinte. Helena queria estabilidade, queria raízes, queria controle. Ela não sabia se estava pronta para gostar de alguém que talvez partisse. E ele não sabia se estava pronto para prometer ficar. Naquela noite, depois de mais uma conversa que quase virou declaração, Helena deitou-se olhando para o teto. “Não começa algo que pode acabar”, dizia sua parte racional. Mas o coração não era racional. E no fundo, ela já sabia. O problema nunca foi esbarrar em Miguel naquele corredor. O problema foi que, desde aquele café derramado, ele começou a ocupar espaço demais dentro dela. E o semestre estava só começando... *** Helena passou a semana inteira dizendo a si mesma que Miguel era apenas um colega. Apenas um colega que sorria diferente. Apenas um colega que prestava atenção demais. Apenas um colega cujo nome ela já procurava automaticamente na lista de presença. Era irritante. Na sexta-feira, depois da aula de Estatística, ele caminhou ao lado dela até o portão principal. — Você vai direto para casa? — ele perguntou. — Vou. Tenho leitura acumulada. — Sexta-feira à tarde? Ela deu de ombros. — Responsabilidade é um vício difícil de largar. Ele sorriu daquele jeito calmo outra vez. — Então vamos fazer um acordo. — Que tipo de acordo? — Uma hora. Só uma. Café comigo. Depois você volta para sua vida organizada. Helena deveria ter dito não. Mas não disse. --- O café não foi extraordinário. Não houve declarações. Nem toque acidental de mãos. Mas houve algo pior. Conforto. Eles conversaram sobre infância, sobre sonhos, sobre medos pequenos e grandes. Miguel contou que queria fazer intercâmbio no próximo ano. Helena fingiu que aquilo não mexeu com ela. — E você? — ele perguntou. — Onde se vê daqui a cinco anos? Ela pensou. — Trabalhando. Estável. Independente. — Só isso? — Só isso já é muito. Ele observou ela por alguns segundos a mais do que o necessário. — Você merece mais do que só sobreviver. Aquilo ficou. --- Na semana seguinte começaram os trabalhos em grupo. Coincidentemente — ou não — escolheram a mesma equipa. As mensagens passaram a ser diárias. “Já estudou?” “Boa sorte na apresentação.” “Chegou bem?” Pequenas coisas. Mas pequenas coisas constroem grandes sentimentos. --- Numa noite, enquanto estudavam na biblioteca quase vazia, a energia caiu por alguns segundos. Helena soltou um suspiro. — Odeio escuro. — Está comigo — Miguel disse simplesmente. Não foi o que ele disse. Foi como ele disse. Ela não respondeu. Só percebeu que estava perto demais. Que o braço dele quase tocava o dela. E quando a luz voltou, algo tinha mudado. Eles sabiam. --- Mas junto com o sentimento veio o medo. Helena começou a reparar nas meninas que falavam com ele. Começou a sentir ciúme de coisas que ainda nem eram dela. Miguel começou a perceber que ela se afastava quando a conversa ficava pessoal demais. Era um jogo silencioso. Aproximar. Recuar. Fingir que não é nada. --- Numa tarde, depois de uma apresentação particularmente difícil, Helena saiu da sala frustrada. — Eu errei tudo — ela disse. — Você foi a melhor da turma. — Não fui. Miguel segurou o queixo dela com delicadeza para que ela o encarasse. — Você é mais dura consigo do que qualquer professor poderia ser. O toque foi breve. Mas suficiente. O ar ficou pesado. — Miguel… — ela começou. — Eu sei. Mas nenhum dos dois sabia realmente. --- Naquela noite, Helena percebeu algo inevitável: Ela não estava mais tentando evitar gostar dele. Ela estava tentando sobreviver a isso. E talvez, só talvez, o que começava a mudar não fosse apenas a rotina da faculdade. Era ela.

editor-pick
Dreame-Editor's pick

bc

Amor Proibido

read
5.4K
bc

A Vingança da Esposa Desprezada

read
4.7K
bc

O Lobo Quebrado

read
128.1K
bc

De natal um vizinho

read
14.0K
bc

Primeira da Classe

read
14.1K
bc

Meu jogador

read
3.3K
bc

Menina Má: Proibida Para Mim

read
1.7K

Scan code to download app

download_iosApp Store
google icon
Google Play
Facebook