Capítulo 4

1277 Words
Laila Hoje é meu primeiro dia de trabalho. Eu tinha acordado cedo e me arrumei com cuidado, queria estar impecável no meu primeiro dia. Então eu estava usando um vestido marfim ajustado com mangas curtas, seu comprimento ia até o meu joelho. com um scarpin nude e como o dia estava frio, coloquei um sobretudo marrom. Fiz uma maquiagem leve, apenas destacando um pouco os olhos e colocando um pouco de blush na pele. Quando saí do apartamento o Javier ainda não tinha acordado, e com um costume de tomar café um pouco mais tarde, saí sem comer nada. Peguei um táxi e estava chegando no me primeiro dia dez minutos antes, o que me ajudou a passar pelo departamento pessoal para pegar meu crachá, que já estava pronto. Subi até o décimo quinto andar onde eu iria trabalhar. E assim que o elevador se abre, passo por uma recepção onde tem uma mulher morena vestindo um terninho. — Bom dia! — Ela diz assim que me aproximo. — Bom dia.... Tatiana! — Olho seu crachá e leio seu nome. — Isso! Você deve ser a Laila. — Assinto e ela continua.— Vou levar você até o nícho em que vai trabalhar. Sigo ela e ele me leva a um espaço onde tem uma mesa média com gavetas e um computador. — Obrigada! — Digo a ela, tirando o casaco e já me sentando na mesa. — Por nada! Seja bem-vinda. Creio que seu chefe não irá demorar a chegar para te dar as tarefas do dia. — Sim claro. — Quando ela está saindo me lembro de algo. — Ahh Tatiana? — Sim? — Onde eu poderia tomar um bom café? — Ela sorri. — Bom, tem a máquina de café no final do corredor, mas se posso dar a minha opinião ele não é dos melhores. Tem o café aqui embaixo, ele é excelente e ainda serve várias lanches e excelentes croissants. — Ótimo, é isso que eu preciso. Obrigada Tatiana. Irei assim que tiver uma pausa. Começo a organizar neu espaço de trabalho e não passa muito tempo até que um homem pare ao meu lado. Ele tem a pele levemente dourada, seus cabelos são num tom de castanho-claro e seus olhos são castanhos. — Você deve ser Laila, Me chamo Victor Millani. Sou eu quem vai te passar todas as instruções e também será a mim que você terá que se repotar em tudo. Seja bem-vinda ao setor de negócios da Carter. —Sim, sou eu mesma, obrigado. — Digo assentindo e dando um breve sorriso. — Venha na minha sala, vou te passar as instruções de trabalho e os documentos que vamos trabalhar hoje. — Claro. Victor me dá uma boa explicação sobre no que espera que eu trabalhe e me dá vários papéis para que eu analise os lucros da empresa Ambrose da qual estão querendo fazer negócios. Levo todos os papéis pra minha mesa e trabalho neles por duas horas direto, até sentir que preciso de um pouco de cafeína e talvez um pouco de carboidrato para me dar um gás, pois eu já sentia o olhar devagar em tantos papéis por causa da fome. Pensando nisso, pego minha bolsa e resolvo ir um instante lá embaixo no café que a Tatiana me indicou. Pego o elevador, chego no térreo e quando saio do prédio sou acolhida pelo sol da manhã, instantaneamente dou um sorriso. Eu não era amante do frio intenso ou mesmo do gelo dos ar condicionados, eu gostava de ambos, apenas para tornar a temperatura agradável. Isso valia para os dias de sol, parece que de alguma forma o sol da manhã me dá a sensação de recarregar as minhas forças e meu bom humor, me dá a sensação de ser um pouco acolhida, o que era uma sensação um tanto estranha para mim, já que não tive muito disso na vida. Assim que entro na cafeteria fico encantada com o espaço. Seu ambiente era todo de madeira polida tanto sua fachada como sua parte interna e suas janelas em vidro. Na sua parte interna tinha várias mesas, algumas estavam ocupadas por homens e mulheres vestidos socialmente, certamente que trabalhavam nas proximidades. Quando me aproximo do balcão para fazer meu pedido, percebo que não será tão fácil. Eles tem todos os tipos de cafés, chocolate quentes, tortas salgadas e doces, croissants, bolos, rosquinhas e alfajor. Parecia tudo tão saboroso e o cheiro era divino, resolvo pedir um capuccino e um croissant, faço o pagamento e resolvo esperar na mesa o meu pedido. Quando estou me afastando do balcão esbarro na pessoa que está atrás de mim, será que dava para ser menos desajeitada? Penso comigo mesma. Viro para me desculpar e encontro aqueles olhos azuis me encarando com um sobrancelha erguida. — Você de novo? Estou começando a acreditar em destino... Laila. — Ele lê meu nome no crachá que eu sequer tinha percebido que não havia tirado. Sinto meu rosto se aquecer de repente e assinto tirando o crachá e jogando dentro da bolsa. — Eu... me desculpe. Eu sou muito desajeitada. — Falo sem jeito, não sei o que há nesse homem que me faz sentir dessa maneira. — Não se desculpe, eu gostei. Vai tomar seu café aqui? — Na verdade eu pretendia, mas agora eu não tinha certeza. Quando ele vê que estou indecisa, ele se adianta. — Posso te fazer companhia? Também estou aqui para o café. — Eu não sei, nem nos conhecemos e eu não pretendo demorar, tenho que voltar ao trabalho. — Respondo esperando que ele aceite a desculpa. — Esse problema pode ser resolvido facilmente. Eu sou Theodoro, meus amigos mais íntimos me chamam de Théo e eu também trabalho bem perto daqui. — Ele diz me estendendo a mão. Eu pego a mão dele e vejo sua mão cobrir toda a minha. — É um prazer conhecê-lo Theodoro. — Digo olhando seus olhos. — Me chame de Théo.. — Ele diz de repente olhando meus lábios. — Você disse que apenas íntimos te chamam assim e nós não somos. — Digo ouvindo a atendente me chamar pois meu pedido está pronto. — Ainda não Laila, mas eu espero que isso mude em bem pouco tempo. — Ele diz isso num tom que me faz pensar que não está falando exatamente de amizade. — O que você... — Começo a dizer — Seu pedido saiu. — Ele me interrompe apontando para o balcão. — Ah sim. — Vou até o balcão. — Pode colocar para a viagem por favor? — Não vai tomar seu café aqui comigo? — Sinto uma mão na minha cintura quando ele sussurra ao meu ouvido. Meu corpo todo estremece com a proximidade e o contato. — Não, eu acabei de lembrar que tenho que terminar um trabalho. — Digo e dou um passo para trás, colocando uma distância segura entre mim e ele. Eu não sei o que era, mas eu sentia uma aura nesse homem. Ele não era como os poucos homens que eu tinha saído. Toda essa dominância que eu sentia nele me excitava e me assustava. Eu sentia que para minha sanidade, era melhor manter distância e era isso que eu iria fazer. — É realmente uma pena, mas tenho certeza que teremos outra oportunidade Laila. — Dou um pequeno aceno de cabeça para ele, mas já estou pegando meu lanche devidamente embalado para viagem e me preparando para sair. Não confirmei o que ele disse, eu duvidava que fosse encontrá-lo novamente. — Bem, até logo então. — Digo sem dar tempo dele falar nada, já saindo daquela cafeteria.
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