Eles chegam na fazenda. Kira tirou o cinto, ele saiu da camionete a ajudando a descer. Quando Rosa irmã mais nova dele avistou ela descendo do carro fechou a cara. O sol quente mesmo as quatro e meia da tarde os receberam quando desceram do carro.
Ela já imaginava que isso iria acontecer, mas sabia que uma pessoa sempre a recebia bem. A mãe de Thomas sempre fui como uma mãe para ele.
Rosa sentiu seu sangue ferver, espremeu a cada palavra de Kira para família que estava no terraço para vê-la, havia um clima estranho ali. Mas, lá estava dona Fátima com cheiro de bolo de milho e pão de queijo.
Mas, Júlia, rosinha e o irmão mais novo de Thomas não a cumprimentam. Kira logo pensa que não foi uma boa ideia visitar a casa de Thomas, ele logo leva ela para dentro.
O clima certamente era estranho, a última vez que viram Kira ela era noiva de Thomas, e agora ela era a mulher que desistiu dele, o fez ele sofrer, o que deixou eles com raiva dela.
— Mas, você continua linda menina. — Falou a mãe de Thomas indo abraçar Kira. Dona Fátima era magra, veio do Nordeste quando pequena e se apaixonou pelo pai de Thomas.
E mesmo assim matinha o sotaque Recifense forte. A avó dele Marisol se balançava na cadeira de balanço com fios verdes.
— Eu sinto muito pelo seu pai viu, que ele descanse em paz! Ele era um homem bom, quase todo dia vinha da cidade para fazenda, só para comer o bolo de fubá da Marisol. — Ela deu um sorriso simpático.
Ela segurou o choro. — Obrigada. Eu sei que ele vinha, eu voltei faz uns meses. — Kira indagou meio sem jeito.
Quando o assunto da morte do pai veio à tona, os irmãos de Thomas desfearam o olhar rígido sobre ela. Ela se encostou na varanda foi quando convidaram para ficar, a loira ficou sem jeito mais eles não foram hostis com ela depois de um tempo até Rosinha estava sorrindo para ela, a convidando para ir à plantação ver como o campo verdes.
Todos a encaram, e após algumas perguntas sobre por onde ela andou, e cordialidades, e umas nem tanto.
Thomas precisava ir para o celeiro, onde fica o depósito de provisões. E ela o acompanhou sentindo o ar em seu rosto sentada sobre a terra, sentiu saudades de estar com ele.
Ele arqueou as costas largas. — Nossa! Você não precisa fazer isso. — Pegou o saco de terra, tirando a jaqueta.
— O que? Tá brincando? Eu senti falta desse celeiro, e claro das perguntas nada invasivas da sua família. — Ela ironizou, levando as mãos o cabelo e o prendendo, e segurando o riso.
— As vezes eles pegam pesado! Perdão. E o seu pé tá melhor? — Thomas retrucou pegando a pá para aterrar melhor a terra.
Ela responde que sim com um sorriso, caminhou até a plantação. Ele fecha os olhos ao sentir o sol em seus olhos, ela vai acompanhando ele até a plantação o ajudando a plantar as sementes de maracujá e acerola.
— Isso, aqui cresceu demais! Fico feliz. — Ela disse enquanto se agacha com as mãos na terra.
Ela sabia que isso era graças a Thomas e o irmão, pois seu pai não cuidava das terras, eram um alcoólatra em reabilitação, que não dava descanso para ele. E sabia o quanto Thomas se esforçou para aquilo, reparou sua pele queimado do sol. Ele devia ter trabalhando tantas horas a fio no sol quente, plantando e colhendo.
Sempre pensou que foi o melhor eles não terem casado, afinal ele tinha de cuidar de toda uma família, de um pai problema, não tinha tempo de ir para o Canadá.
Seus olhos se encontram de forma elegante. Kira sempre fazia o que queria, era difícil de entender, o cérebro dele se reprendeu para acabar com isso e não se iludir com aquela cena, cedo ou mais tarde ela iria voltar para o Canadá e ele seguiria a sua vida.
— É! Como anda a Letícia? — Ele pergunta enquanto plantava as sementes. Ela estava em frente a ele no chão, limpou a testa com o antebraço, baixou a cabeça.
— Bom, ela tá bem diferente, ainda não tivemos tempo de conversar, se é que ela quer...
— Entendi, eu espero que as coisas se acertem para você! — Thomas abaixa a cabeça.
Ela sentiu v*****e de contar sobre a traição, dele ser um péssimo pai, e que queria esconder tudo por que ele era o prefeito da cidade. Mas, o clima de nostálgico e de velhos tempos chegam para os dois. As nuvens escuras no céu se juntaram, formando uma sobra, iria chover. Se levantaram sacudindo a areia.
Ele a olhou dando uma risada, apontou com a luva para o rosto dela. Aquela cena deveria ser hilária mesmo, ela com pijama de unicórnio sentada ali no meio da plantação.
— O que? O que foi?
— Cê tá com terra nas bochechas, e na testa. Fora que essa roupa de unicórnio harmonizou bem! — Ele ironizou se aproximando limpando seu rosto, os dedos dele acariciam suas bochechas, ela o olha piscando bastante.
Kira piscou bastante ao sentir ele se aproximar, seu rosto estava próximo ao dele o suficiente para que seu coração desse um mortal dentro do peito, reparou nele. Seu rosto queimado do sol, sua boca larga, suas sardas que não eram muitas mais se estendiam pelo corpo e pescoço.
Ele também a observava, seus longos cabelos loiros que caíam em ondas pelas costas, seus cílios postiços sempre carregados de rímel, seus olhos verdes e pupilas dilatadas. Seu rosto redondo e lindo, seu coração fez uma manobra de skate arriscada ao pedir mais daquele cheiro de baunilha que ela emanava perto dele.
E seus lábios imploravam para que ele a beijasse, seu peito subiu e desceu com respirações rápidas. Não tinha jeito era mais dela agora do que foi a anos atrás. E nem ele mesmo sabia como isso era possível.
Ele se inclinou para mais perto quando então um pombo que sobrevoava sobre eles, acabou defecando, bem em cima dela que gritou.
Suas fezes acabam caindo no cabelo de Kira. Deu pulos de nojo e gritou o que fez doer no peito do pé, e grita instantaneamente ao sentir o liquido quente em seu cabelo, cai um pouco em sua testa, tomas gargalha e olha para os lados. Thomas tirou a camisa para poder limpar imediatamente.
Deixando à mostra seu abdômen perfeitamente definido. Quando foi que ele começou a malhar? Porém, aquela não era a hora.
Entre gargalhadas, ele passou a camisa na testa dela. O cheiro de baunilha dela tinha ido embora, constatou ele fazendo uma careta.
— Vem vamos limpar isso! — Ele falou caminhando até a torneira, ela se apoio no tanque com difuculdade. — É normal acontece o tempo todo aqui na fazenda! — Seus lábios rosados se curvam em um sorriso.
Ela fez um biquinho olhando o estrago na metade de espelho em frente a pia, tentou não olhar para o corpo dele. ''Controle-se Kira, que pensamento são esses'' Pensou fechando os olhos, abaixou a cabeça e pôs de volta no tanque passando água nos cabelos. Implorando a Deus que aquilo saísse.
Sentiu a água fria em seus cabelos. — Eu não acredito que isso aconteceu! — Ela tirou a cabeça do tanque, e gritou — Ai vou ter que lava meus cabelos de novo! Fora que meu pé tá doendo ainda mais!
Ok! Tinha voltado a seu estado histérico de sempre. Aquele séria seu modo canadense? Thomas pensou consigo mesmo. O povo do Canadá era conhecido por serem extremamente fofos, hospitaleiros, desinteressados, calmos e pacientes em qualquer situação. Kira parecia não ter aprendido muito com eles.
— Você deveria ficar feliz, afinal dizem que isso dá sorte!
Ele debochou olhando para ela com um sorriso curto de canto andou devagar até o varal atrás dele, e pegou uma toalha limpa para que ela enxugasse o cabelo, se aproxima dela estendendo a mesma.
— Sorte? Até parece. Você e suas crendices!
Olhou bufando ao redor pôs dedo no queixo e olha para o loiro.
— Espera. Thomas você ainda escreve? Eu lembro de quando eu dormia aqui, você sempre escrevia para mim, sobre a vida.
— Ah Kira, cê ainda lembra disso? Aquilo era coisa da adolescência. — Ele falou cruzando os braços. — E Eu fazia para você.
— Eu sei, mas você era bom. Me lembro o quanto você gostava! Lembro o dia que levei um para o meu pai ler e ele amou, disse que você tinha futuro. — A loira entortou a boca, olhando de canto enquanto seca os cabelos torcendo na toalha.
— Bom, aquele Thomas não exista mais. Não me restou muito tempo para escrever, tive que por a mão na inchada e começar a pagar as... Ah isso é passado. — Ele deu de ombros. — Podia até usar pra conquistar algumas mulheres, mas não precisei. Tenho charme natural. — Ele apontou para si de forma caricata e ela rio.
— O que aconteceu Thomas? — Ela comprimiu os lábios. — Por que parou de escrever.
— Muitas coisas aconteceram, Kira. Podemos não falar disso? Até por que já tá ficando tarde né, ainda tenho que buscar a Wanessa para jantar. —Explicou subindo as bochechas, ele massageou a nuca. — Vem eu te levo.
Kira arregalou os olhos chocada, com o que acabara de ouvir. Wanessa quem era Wanessa? Não acredito que ele tem alguém, e quase tivemos um momento mais cedo Ok, não tivemos quase nada, mais para mim conta, a loira pensou. Respirou fundo e caminha até a varanda da fazenda e se despedi do pessoal.
Andou até o carro, põe o cinto Thomas nota que ela está estranha e sem dizer uma palavra.
Ele dá a macha no carro. — Tá tudo bem com você? — Olhou para frente, segurando o volante.
— Então, você está com outra? Que dizer... com alguém? — Kira disse rapidamente foi muito sem pensar, ela olha para janela tentando esquecer o que disse.
Pobre Kira, mas o que podia fazer? Escorpiana nata, não sabia esconder o que sentia muito menos o ciúme!
— Quem? a Wanessa? Bem é complicado, e sinceramente não quero falar disso com você. — Ele diz com os olhos fixo na estrada. — Mas, por que a pergunta? — Olhou para ela por cima dos ombros.
— Ah, é que, é que, bom Thomas! Você, você sabe, você é ingênuo, principalmente com essas coisas. — Ela cruzou os braços. — Só quero ter certeza que não vai sofrer! — Ela coçou por cima da orelha. — E por favor vê se trata de pôr a camisa!
Ele desvia os olhos castanhos a uma camisa que está no banco de trás, e a veste.
— Ah, você tá é com ciúmes! É só admitir querida. — Thomas a olha com os olhos apertado, ele até tentou, mas não consegue disfarçar o sorriso no rosto. Seu rosto se estampa com um sorriso bobo, enquanto Kira bate em seu braço de leve.
— Mas é claro que não, onde, o-nde mas onde já se, se viu? — Ela retrucou cruzando os braços.
— Uai, e por que tá gaguejando desse jeito! Vai com calma que sou solteiro, esqueceu ou preciso te lembrar? — Seu rosto é estampado por um sorriso largo, enquanto olha para estrada, segurando firme no volante.
— Ah mas é um bronco mesmo! Não deveria ter aceitado vir com você para fazenda não! Eu só estava querendo ajudar. — Ela gesticula com as mãos, e o ruivo só faz rir da situação. — Você deveria ser mais delicado e gentil, deveria aprender com os homens canadenses conheci vários que dariam de 0 á 10 em você.
Ela mentiu descaradamente, ele revirou os olhos. Mentiu por que homens canadenses eram extremamente tímidos. E todos os quais ela havido saído só fizeram sentir falta de Thomas e do seu ''Jeitinho brasileiro'' desenrolado. Namorou um espanhol, mais não deu muito certo após ele chamar o nome da ex numa hora especifica.
Mas aquilo doeu nele, era como se ela despejasse que estava bem esses anos enquanto ele esteve com saudades dela. Só queria levar para casa e esquecer que ela iria ficar por uns dias.
Ela mexeu em seu cabelo, disfarçando que está corada apesar daquela situação era estranha e a estrada era longa até a casa de Kira.
Thomas a imita gaguejando, ela revira os olhos e os dois começam a discutir devagar o carro vai deperdendo a força. A noite vem chegando as nuvens continuam lá, mas eles não percebem que estava preste a cair o maior toró. Quando estavam numa estreladas de terra perto da cidade, o carro parou de funcionar. O carro faz um som de motor falhando.
— Ah não! O que é que eu tenho hoje, meu Deus! Eu disse, eu disse que era para gente vir no meu carro, mas você não me ouviu! Você tinha que me carregar, até a camionete? — Ela falou mexendo os braços olhando para ele.
A mente de Thomas se revirou em raiva do jeito que ela estava falando, já sabia que não era nada, mas Kira fazia como se fosse tudo. Provavelmente só uma falha no motor nada que um empurrãozinho não desse jeito. Ou pelo menos ele torcia por isso.
— Nossa, calma, cê fala demais. Eu vou olhar provavelmente é só um probleminha no motor! — Indagou abrindo a porta do carro.
Ela saiu do carro, as nuvens estavam cinzentas e carregadas ela reparou quando o vento frio cortou seu rosto, mas voltou-se para ele.
— Falo, falo mesmo. Onde já se viu ''Kira você fala demais.'' — Bateu os pés, ficando com lamas em suas pantufas. — Duvido que você mande a Wanessa calar a boca.
Ele esbravejou, abrindo o capôs da camionete, respirando fundo. — Olha aqui Kira, cala boca e volta pro carro faz o favor! — Ele a pontou para frente.
A loira sabia ser irritante quando queria, ficou de boca aberta ao ouvir um ‘’cala boca’’
Thomas espremeu os olhos e baixou o capô da camionete. Rezou para que alguém aparecesse e a levasse dali, mas não havia ninguém para dar carona a ela e se tivesse ‘’p***e coitado’’ Ele refletiu. Não passava praticamente ninguém naquela rota.
— Ah, mas num vou mesmo! Você aí com suas teimosias, tá me fazendo perder tempo, eu quero ver quem vai me calar! — Ela balançou o quadril de braços cruzados.
— Ah, mas eu sei sim como fazer você se calar! — Ele olhou para o céu e voltou a olhar para ela.
Ele rapidamente tirou as mãos que estavam apoiadas no carro, e se aproximou dela lhe dando um beijo. De repente, o mundo parou, os lábios dele finalmente e estavam nos dela, e vejam só, ela estava calada.
Mas, seu coração não! Ela implorava por mais, seus ombros que se arquearam em susto, se relaxaram quando as mãos quentes dele envolveram sua cintura de forma firme. A loira se apoiou no carro e não tinha por que parar o beijo, ela não queria. E seu coração não deixaria. Seus lábios se encontram no beijo apaixonado, sua língua explorou cada canto de sua boca.
Os dedos dele passearam pelo seu cabelo. Ela levou os braços nos ombros dele e fez carinho na sua nuca sentindo sua pele macia. Era um beijo quente e cheio de saudades. Foi ficando mais intenso, suas respirações se misturaram ficando cada vez mais ofegantes.
Tudo pareceu ficar em câmera lenta. Ela parou o beijo olhando os olhos iluminados dele a encarem, estava tudo reavivado novamente? Ela se sentiu zonza, parecia estar flutuando.
— Isso aconteceu mesmo?
— Eu acho que foi bem real! Você não acha? — Ele sussurrou em seu ouvido.
— Thomas, eu... — Como era facil perde as palavras perto daquele homem.
— Eu sei! — Ele encostou a testa com a dela.
Era isso, quando se tinha uma conexão já se sabia o que o outro queria dizer...
Sua testa franziu. — Mas, e a Wanessa? — Ela perguntou juntando as sobrancelhas.
— Nunca teve Wanessa. Que dizer... — Ele ajeitou o cabelo dela, colocando uma mecha atrás da orelha. — Tive algo com ela, mas não temos mais nada, sério. Acabou já faz um tempo, eu só falei para você ficar com ciúmes...
Seu coração saltitou dando estrelinhas de alegria dentro do peito, mas mesmo assim seus olhos ficaram ristes, ele levou a mão esquerda no queixo dela delicadamente a olhou nos olhos.
— Ei, eu sempre fui seu. Sempre foi você, meu coração é teimoso demais para te esquecer.
Os dois sorriram largo, então ela sabia exatamente o que dizer. A verdade...
— Eu senti sua falta. Eu estava errada. Totalmente. — Ela soltou um riso baixo, com suas bochechas rosadas. — Como no dia em que eu teimei com você que 2925 era a placa do carro do meu pai e não 2529 como você dizia ser. Tá aí. Você tinha razão. Eu errei isso também. Imaginei que seria mais fácil, eu pensei que ir embora me tornaria corajosa o suficiente para nunca mais olhar para trás, mas sem você não em...
Ele passou os dedos sobre a boca dela, ela suspirou e olhos em seus olhos. Sabia o que aquilo queria dizer, ‘’Está tudo bem’’. Sentiu a respiração quente dele juntando-se a sua.
Ele a beijou com força, ambos entregam aquele beijo com tanta urgência. Ela mordiscou os lábios inferiores dele e sorriu. Naquele momento era só eles sentindo as pequenas gotas frias em suas peles quentes, estava chovendo, mas não importava.
Ela levou a mão tocando-lhe a face, aflorando-a docemente com os dedos. Sorriu durante o beijo. A chuva ficou mais intensa, e o vento frio trouxe o cheiro de acerola e maracujá... Ele a pegou ela colo, gentilmente.
Seu coração palpitou intensamente junto com a chuva que cada vez mais se intensificava. Suas pernas entrelaçam na cintura dele e sentiu a v*****e de não largar nunca. Ele abriu a porta de trás do carro ainda a beijando, a deitou gentilmente no banco de trás, ficando em cima dela.
Kira com a voz tremula levando a boca perto do ouvido de Thomas. — Eu quero ser sua! — Ela o olhou com os olhos brilhando, e naquele momento ele sabia o que fazer.
Suas peles se arrepiaram pela brisa do fria que entrou no quarto. Seu toque suave em seus ombros tirando o pijama. Aquilo era amor, suas digitais gravaram uma na pele do outro. O ruivo trilhou beijos pelo seu corpo, fazendo ela perder o juízo e mordisca os lábios. Ambos compreendiam e se entendiam só no olhar, eles queriam aquilo, e naquele momento nada mais importava.
Ele a encarou dormir por séculos, querendo viver por milênios só para poder assoprar a sua testa e espantando tudo o que é r**m nessa vida, e nas próximas. Ela abriu os olhos, trilhou caminhos pela barriga dele com a ponta dos dedos no seu peito, que inflava e desinflava, que subia e que descia. Ambos queriam que o planeta continuasse exatamente assim, paradinho para ninguém os descobrissem ali e tirar aquela paz que se estabeleciam em seus corações.
— Ai, isso foi tão incrível! — Disse Kira acariciando o rosto de Thomas, o olhando com suas bochechas rosadas.
Ela deu um selinho nele, virou o rosto mordendo seu ombro esquerdo, ele fez uma careta e bagunçou seu cabelo. Ela se ajeitou no banco da camionete e ficou sentada ao lado dele no banco de trás, pós suas pernas tremulas em cima das pernas deles.
Ela parou para fita-la devagar, coçou o lóbulo da orelha. — É, você é incrível, incrivelmente linda, e olha esse sorriso? Eu amo esse sorriso! — Ele suspira, com a voz tremula. Um sorriso bobo estampava seus rostos.
Ele se levantou e distribuiu beijos por seu pescoço e em seu rosto, ela o encara sorrindo sentindo cocegas no pescoço. Ela descansou seu olhar no dele suas pupilas dilatam, e naquele momento não havia como negar alegria de ambos.
— Nem sei o que dizer quando chegar em casa.
— Bom, para eles eu não sei. Mas, sei o que você vai falar para Wanessa que já não quer nada com ela. — Kira leva a mão ao queixo dele.
— Mas cê é ciumenta demais, né mesmo! Nada supera o que nós tivemos. — Ele sorrir. — Infelizmente eu sou apaixonado por uma loirinha de olhos verdes, muito teimosa, e chatinha.
— Ah é? Então, você admite que é louco por mim. — Ela sorrir pondo sua camisa, o olha fixamente.
— E quem disse seu nome? — Ele prendeu o riso, e junta os lábios. — Mas então o que significa isso? Que dizer, a gente... — Não tinha coragem de proferir a palavra terminar. Ele a olha com a testa franzida, tinha medo da resposta.
— Thomas, eu acho que merecemos uma chance! Que tal um encontro amanhã à noite! — Kira arregalou os olhos, nem acredita que disse aquilo, era o que ela sentia de fato.
Porém, e o seu emprego? Larga ele assim do nada? Sua vida em outro pais. Fora que Thomas podia ter novas opiniões, mas ainda era o mesmo, ainda mais a gora dono de duas fazendas, não seria jutos impor a ele, que vienense com ela. Seu coração dispara, ela sente ele dá um beijo em sua testa.
— Serio? Eu saio com você, mas com uma condição! — Seus lábios se curvam em um sorriso, ele se vestiu e desce do carro.
— Ah é? Qual é?
— Que você admita que é louca por mim.
Ela balançou a cabeça e sorriu. — Mas, eu não sou louca por você... — Ela fez uma pausa. — Eu sou apaixonada por você, Thomas. — Seus cílios bateram nervosos. — Eu te amo.
Ele beijou sua testa e sentiu o riso dela em seu peito. — Eu amo você também. Infelizmente, eu preciso deixar você em casa e depois voltar para minha.
— Pelos menos vai dormir com a memória dessa noite. — Ela beijou o ombro dele.
Ele beijou o nariz dela e saio do carro, a demorou, e ela rio. Quando finalmente voltou a funcionar ele dirigiu com ela ao lado, cantando músicas juntos e numa harmonia de paz.
— Entregue mocinha! — Ele disse quando seu carro parou em frente à casa dela.
Ela se inclinou dando um selinho rápido nele, havia percebido Leticia olhando da janela e respirou fundo. — Até amanhã ás 7:30.
Sua barba roçou no pescoço dela e ela sorriu, ele sussurrou em seu ouvido. — m*l posso esperar! — Colocou uma mexa de cabelo dela atrás da orelha.
Saio do carro praticamente flutuando, fechou a porta sorrindo, não conseguia tirar o sorriso do rosto, caminhou até a porta com um sorriso largo, se abaixou para pegar algumas cartas que o carteiro deixou debaixo da porta, entrou em cada e encontrou Lídia na cozinha, o cômodo amarelo e totalmente de Lídia estava com cheiro de chocolate. Suas sobrinhas pularam em seus braços.
Aquela noite as quatros tiveram uma noite divertida, Kira ajudou a colorir o bolo de chocolate branco, sua madrasta era uma das melhores boleiras que já havia conhecido. Ela sempre se perguntou por que afastava tanto Lídia, sua mãe havia acabado com qualquer imagem materna que tinha.
Naquela noite tudo era novo. E Thomas era alguém que ela já conhecia e já amou, mas era diferente, nada f*****o, nada marcado, era amor e parecia melhor...