Você vai ficar?

4701 Words
O sol entrou pela janela de Kira de forma forte, ela franziu o rosto e passou o edredom por todo o corpo. Ela se arrumou e desceu de cara com Letícia na sala, caminhou até a mesa olhando as correspondências na mesa de centro no meio da sala. — Aquele ontem na camionete era o Thomas? — Perguntou Letícia com uma expressão curiosa, suas sobrancelhas se levantaram enquanto seu dedo indicador estava apontando para janela grande que ficava na sala. — É, sim era! Mas não precisa fazer um grande alarde disso, ok? — Kira disse indo até a escada. Letícia a acompanhou, com as mãos na bochecha, ela era time Thomas e nunca negava isso. Agora estava com uma aparência melhor, seus cabelos estavam em um castanho vivo e seu olho marcado de azul, seu batom eram marrons forte, usava um vestido vermelho justo. Mas, tudo em sua maquiagem harmonizava com o look e ela estava linda. — Uau, então ele perdoou você? — Ela mostrou um sorriso no rosto. Kira se virou em frente ela, e pegou no corrimão da escada. — É nós vamos sair hoje à noite, mas sinceramente parando para pensar eu não sei no que isso vai dar. — Inacreditável! Dá pra parar de agir assim. — Assim como? Letícia, eu preciso ver meus email, depois a gente conversa ok? Ou não, bom cê que sabe. — Kira subiu as escadas, devagar com um pouco de dificuldade. Mas sente-se melhor desde da injeção. Letícia subiu atrás dela de maneira apressada, quase tropeça em seus próprios pés. Não era adaptável a os saltos finos de sua irmã. — Assim como se não soubesse o que isso significa para o Thomas. Por que pelo jeito do seu cabelo com essa fitinha amarrada, sua roupa você geralmente só usa pijamas, vocês deram mais que só um beijo. — Nós vamos conversar sobre isso. — Kira você tem sorte de ter alguém que te ama pelo o que você é, não pelo o que projeto de você! —Indagou Letícia. A sua face fechou-se dura, ela engoliu seco parecia que precisava conversar. Kira apertou os lábios. — Letícia, eu já falei, eu amo ele, mas ainda ah feridas então vamos com calma, só fico mais dois dias aqui. Por que não aproveitar? — Falou gesticulando com os braços. Kira põe a mão na maçaneta de seu quarto, mas antes que ela entrasse Letícia desabafou alto. — O Jorge me traiu. Ela fica sem reação e se aproxima irmã, o queixo de Letícia treme de nervoso, segurando as lágrimas. — E não foi uma ou duas vezes, mais a um ano ele tem estado com outra, ele até bancou uma casa para ela. Acredita? Eu descobrir isso um mês atrás, o papai ja vinha me dizendo que aquilo já não era bom para mim, mas eu amava ele, para ele eu só fui algo descartável. Eu vivo montada 24 horas, perfeita, ele me odiava sem maquiagem e aplique acredita? Kira abraçou sua irmã forte, ela nem acreditou que ouviu tudo aquilo de uma vez só. A manga da sua blusa rosa ficou machada pelas lagrimas da irmã, e de repente estava tudo machado, toda a maquiagem. — Le, eu sinto muito, você não merece isso, nunca mereceu! Deve se divorciar dele, entendeu? — Ela estendeu braço para a irmã que a abraçou. Ela soluçou. — Sim, eu pedi divórcio. Ele não quer assinar mana! disse que só depois das eleições. Ele não quer que o caso dele vaze. — As lágrimas continuavam passeando pelo seu rosto, elas as limpas. — Hoje ele apresentou a outra para as meninas! — Não, não, isso tá muito errado. — Kira se enfurece. — Ah mais que s****o! Ele traiu você e ainda se recusa a te dar o divórcio? Mana você é linda, você vai se recuperar dessas e não digo isso da boca pra fora. — Para você ver, eu devo ser assintomática a felicidade! — Ela esfrega os olhos, e andaram no quarto de Kira. As duas sentaram na cama. Com os braços sobre os ombros de Leticia, ela tenta confortar a irmã, Leticia sempre amou ser a primeira dama e todos esses anos era simplesmente um inferno. Jorge era insuportável.  — Não, ei é tanto amor a sua volta e você preocupada só com amor romântico? Tem eu, suas filhas e a Lídia ela se dá bem melhor com você do que comigo. Leticia eu te amo! — Sua boca se curvou num sorriso, sincero e amigável. — Ai Kira me perdoa, o modo que agir com você, eu também te amo. Você e minha caçulinha. — Ela retrucou com suas sobrancelhas grossas erguidas. Depois de se atualizarem uma da vida da outra Leticia lembrou que sua irmã precisava fazer compras e ela se distrair. — Está bem! A gente aproveita e compra roupas apresentáveis para um encontro. Não trouxe nada apropriado para isso e nem sei onde o Thomas e eu vamos.  — Kira explicou se levantando e pegando a toalha que deixou em cima da cama, ela rir olhando para sua irmã. — Eu fico tão feliz e nervosa ao mesmo tempo com isso. — Sua irmã diz deitando no banheiro. Kira caminhou até a suíte e entra no box, enquanto se trocava. — Oque nervosa? Ai Letícia por que em? — Perguntou, já entrando no box. — Por que eu sinto sua falta aqui, e eu sei o quanto o Thomas também, então se você não sabe se vai ficar, por favor não brinque com ele. — Letícia alertou ainda deitada na cama. Kira sentiu um nó no estomago ao ouvir aquilo, mas sorriu em seguida. — Na verdade, tem sim uma chance de eu ficar, eu o amo, eu sempre vou ama-lo por mais que eu tente negar. Tudo no Canadá me fazia lembrar ele, acredita no canada? E não só no primeiro mês ou segundo, mas nós últimos anos. Só tenho medo de decepciona-lo de novo entende? Falou enquanto tomava banho e sorrindo. — É mesmo? Então, vai dizer isso para ele. Eu ja vou precisar de uma para sua festa de casamento. — Ela tira os saltos alto e levanta da cama pegando o controle. — Ou, ou, ou espera ai. Vamos com calma ok. — Falou com as sobrancelhas juntas, e sorriso bobo sentiu um frio na barriga. Ela termina o banho, e se enrola na toalha e sai do quarto e ver Letícia em sua cama. Enquanto, Kira se vestia sozinha em frente ao espelho, ela deu um suspiro lembrando de sua manhã seu coração bateu forte. Ela desenhou seu lábio inferior com os dedos. Lembrando dos lábios doces de Thomas, de sua mãe em sua cintura, de seu jeito de f********r. Ela estava rendidinha, novamente amando e não adiantava negar. Seu rosto corado, e coração acelerado a entregavam. Elas vão até o shopping, e depois de visitarem várias lojas. Kira tinha esquecido o quanto Leticia era indecisa, quando finalmente se decidiu por um vestido. As duas sentaram na soverteria e o sol já estava indo embora. Sentaram na mesa em frente ao sol quente, tomando um soverte. Sua irmã sempre foi forte, lê sempre com os melhores conselhos e sempre com os melhores namorados, e ela reparou que sempre seria assim. Leticia era engraçada e completamente impulsiva. O celular dela vibrou checando as notificações viu que era Thomas, que enviou uma mensagem para ela. [Thomas: Não vejo a hora de te ver hoje à noite, ps: Eu amo você, minha loira] Kira sorriu que nem boba para a tela de seu celular, seus dedos caminharam pela tela e pela mensagem.   — Hum! Tem alguém apaixonada. Kira suspirou e sorriu largo para irmã que a Letícia observava enquanto tirava o papel de sua colher, começou a tomar seu soverte. — Nossa, como o dia passou rápido. — Ela observou quando o sol estava se pondo. Olharam o pôr do sol, sua irmã cruzou as pernas e fez uma careta ao colocar o soverte de uma vez na boca. Sentiu seus dentes sensíveis doerem e rio. — Você faz isso desde de criança! — Sim! Se lembra quando a gente tomava soverte com guaraná? — Leticia disse entusiasmada se lembrando da infância e de como sua irmã juntava coisas estranhas. — Pão de queijo com ketchup. — Ela rio, limpando o soverte que tinha caído em seu queixo. — E o papai sempre colocava limão na pizza. Elas se encararam em silêncio. — Você achou que ela viria? — Kira espremeu os olhos, pensando na mãe. — Última vez que falei com a tia Luana ela disse que ela estava no Japão. — Ela baixou os olhos e rodou o anel no dedo. — Ela ama aquele lugar, daí o seu nome. Eu pensei que ela viria, mas sinceramente? Eu não queria ver ela, especialmente agora. Não saberia o que dizer. — É mas, um dia vai acontecer. — Pode até acontecer, mas acho que todo ressentimento, toda raiva já passou. — Ela raspou o último pedaço do soverte na casquinha, e mordeu a mesma. — Depois que eu fui mãe não entendo como alguém pode abandonar um filho, assim do nada. Entende? — Ela franziu a testa. — Mas, se ela aparecer não se preocupe. Estaremos juntas para enfrentar esse momento. Ela levou a mão sobre as de Kira em cima da mesa que sorriu concordando olhando sol se ir, reparou de canto a irmã com um sorriso e percebeu que naquele momento ela sabia que poderia marcar feito no item ‘’Assistir ao pôr do sol com alguém que se ama. ’’ Apensar de Leticia ter agido daquela forma era sua irmã, um pouco mandona e palpiteira em r*****o a tudo, mas ela a amava do fundo de seu coração. — Sabe, eu sinto tanta fala do papai. Ele amava vir aqui, sempre que escrevia. — Letícia disse se encostando na cadeira. — Também sinto, nos últimos meses era tudo que a gente fazia. — Falou Respirando fundo. — Mas onde quer que ele esteja, ele está feliz que nós duas fizemos as pazes.  — Ela se inclina para mais perto da mesa, e aperta a mão dá irmã sorrindo. Horas depois a noite. Kira estava se perfumando usava um top de crochet vermelho, com uma saia longa branca, com uma maquiagem leve que realçava seus olhos grandes e verdes, seu nariz mediano e suas bochechas coradas de alegria. Estava procurando uma bolsa que combinasse quando ouviu passinhos pequenos em direção ao seu quarto. Suas sobrinhas invadem seu quarto, sem nenhuma delicadeza e gritando.  — Tia Kira, Tia Kira, tia Kira. As duas usavam roupas de balé com coques altos, Cristina a mais velha por sete minutos como Clara costumava ressaltar parecia nervosa de uma forma tão fofa que Kira sorrio. Ela virou fechando a porta do guarda roupa e sorrindo. As meninas correram a abraçaram e logo se penduraram nas pernas dela fazendo sua saia ficar amassada. Ela ficou sem entender, quando ouviu uma gritaria que parecia vir da sala, a voz de Leticia era a mais ouvido e também a de Jorge seu ex-cunhado, ela revirou os olhos e focou nas suas sobrinhas. Uma delas pediu braço e ela rio. — Não mocinha você já está muito grande para braço! — Balançou o dedo indicador. —Você está tão linda hoje, esse gloss realça seus olhos tia Kira. — Elas bajulam. As meninas a encara juntando as mãos, e fazendo biquinho. A loira levantou as sobrancelhas com todos aqueles elogios, e antes que pudesse dizer algo. Letícia vem gritando pelas duas no corredor, até que para na frente do quarto de Kira. Entrou no quarto enfurecia seus saltos batinha com as pernas que balançavam frenéticas. Jorge estava atrás dela com um terno cinza sem graça. Entraram no quarto de Kira que ficou parada sem entender nada. Suas sobrinhas ficaram atrás da tia com um sorriso largo no rosto, cochichando.   Seus olhos perfuraram os dele, mas respirou fundo. — Ok qual das duas colocou cola no cabelo da Ariane? Por que o idi...  —Leticia respirou fundo, não seria nada legal chamar ele de i****a na frente das meninas por mais que ele fosse. Kira cruzou os braços e encarou as meninas se viraram, elas colocaram a mãozinhas nas cinturas minúsculas e riram. — O pai de vocês está dizendo que foi EU que mandei as mocinhas fazerem, como se eu fosse baixa a esse ponto. — Enfatizou a frase. Ela respirou fundo e inchou as bochechas, cerrando os punhos. Letícia queria xinga-lo. Ficou um silêncio terrível e Kira olhou para o relógio. — Foi meio que um trabalho de duas pessoas. — Clarinha mostrou os dentes um sorriso largo. Cristina enfatizou. — Claro não foi a nossa colinha infantil de escola, essa cola é de ‘’criança’’ — Ela fez aspas com as mãos e Kira prendeu o sorriso, observando a confissão.  — Foi a superponde da mamãe. — Levou as mãos sobre suas bochechas gordinhas. A menina balançou a cabeça para cima e para baixo. Agora era Leticia que prendia o riso, e Jorge bateu na parede de forma leve, mas com raiva, disse baixinho um ‘’Eu sabia’’. — E quem mandou as duas fazerem isso? Elas apertaram os olhos com raiva e Clara bufou de forma tão fofa que Kira se derreteu. — Afinal somus profilissionais, não amadoras! — Disse a palavra de forma errada simplesmente irônica. Revirou os olhos rapidamente e voltou a agarrada nas pernas da tia. — Ah mas as duas estão muito encrencadas, eu... — Jorge de forma firme, mas é interrompido por Letícia. Ela o empurrou porta a dentro, ele ficou fora do quarto sem entender. Seu rosto se fechou e Leticia sorriu ironicamente. — E elas serão castigadas! Porém, agora já está na sua hora. Já sabe onde fica saída num é? Então, Tchau! — Ela fechou a porta do quarto bem na cara dele. Jorge desceu as escadas com raiva nos olhos. Letícia se virou para dar uma baita bronca nas meninas porém começou a rir. Não queria parecer está passando a mão na cabeça delas, mas as duas se jogaram na cama e riram junto com Kira e sua irmã. A loira ouviu a buzina de um carro e logo em seguida a caminha até a porta. — Meninas! A tia vai sair para namorar. — Sua irmã brincou. Ela ficou vermelhas em gente as meninas. — Ele é o seu Peter Kavinsky? — Clara perguntou com as duas mãos cruzadas na frente do corpinho. Kira abriu uma risada sem entender. — Peter, o que? — Ela entortou a boca. — Não precisa responder, seu sorriso já disse tudo... Cristina observou soltando o coque do cabelo e sorriu. A campainha ressoou novamente e ela desceu as escadas flutuando. Iria encontrar com Thomas, o seu Thomas... Ela abriu a porta e se deparou com algo que a deixou de boca aberta, e fazem suas mãos soarem ainda mais de nervoso, seu coração disparar. Thomas estava de terno de cor azul-marinho, com uma camisa que parecia realçar ainda mais seus olhos castanhos cor de mel. Sua barba feita, e com perfurem de cheio inebriantemente bom. E ele deu um sorriso de canto enquanto estendeu a mão lhe dando o buque que havia trazido. Ou seja, estava irresistível. — Aí meu Deus, você tá, v-ocê tá! — Kira bateu os cílios pesados de rímel que ainda secavam rapidamente sem sabe o que dizer. — Pode dizer, eu que tô lindo, eu sei! — Ele indagou ajeitando o colarinho e a gravata, mas dá para ver que suas mãos tremeram. — Você também num tá de se jogar fora, ela dá um sorriso irônico, pegando em sua mão. Ela deu uma tapinha em seus ombros, e pegou o buque, ainda sem sabe o que dizer diante da beleza de Thomas. Levou a flor até o vazo, sua irmã deu pulos de alegrias ao ver as flores, ela deu um tchau ao sair e junto com Lídia elas cochicham ao ver o Thomas tão lindo, trouxe. — Onde nós vamos? — Kira perguntou enquanto anda e mãos dadas com ele até o quarto. — Bom, é surpresa! Mas antes de irmos eu queria falar sobre, bom que tal essa noite não fazermos perguntas difíceis, ou perguntam que nós façamos brigar? Vamos curtir essa noite ok? — Sugeriu ele, com as sobrancelhas, e um sorriso largo que tenta mais não consegue tirar do rosto, abrindo a porta do carro para ela. Respondeu fazendo que sim com a cabeça, e relaxa os ombros parecia ter tirado um peso dos ombros.  — Hum! Que carro é esse? Olha quem é você e o que você fez com o Thomas? — Ela deu uma risada colocando o sinto cinto rapidamente. Kira levou as mãos rapidamente abrindo o vidro auxiliar que fica no carro, ela tira o batom da bolsa. — O carro é meu! Não faz essa cara, eu sei ser sofisticado as vezes sabia? — Ele afirmou mordendo os lábios dando macha no carro. — O que tá fazendo? —Retocando o gloss, ah você não sabe o que aconteceu enquanto eu estava me maquiando....  — Kira contou o que aconteceu a pouco e os dois dão gargalhadas, e suas conversas parecem fluir ainda mais. — As meninas disseram que ela teve que cortar metade do cabelo. Não sei, tinha que ser filhas da Leticia. — E suas sobrinhas. —  Ele enfatizou com as mãos no volante. Thomas estacionou o carro. Depois de meia hora na estrada. Kira virou a cabeça para a janela, e aperta o botão abaixando a janela, entusiasmada.  — Mentira!! Você odeia balada! — Bom, mas sei o quanto você gosta, e bem resolvi abrir uma exceção. Para ajudar com a lista, então, o meu primo e o único Dj da cidade e vai tocar aqui essa noite, e... Acho que você já sabe o resto.  Ela abriu a porta do carro sem acreditar e ele saio com um sorriso todo orgulhoso por ter feito ela sorrir. Ok, ele tinha voltado seu modo romântico e carinhoso de vez. Se aproximou pondo a mão em sua cintura dela que arfou, suas respirações se sincronizam. Ele passou a mão livre no rosto dela nas têmporas nos olhos em seu queixo e sorriu. A colocou contra o carro. Pareciam dois adolescentes de novo. Ela levou seus braços nos ombros dele massageando de leve seus ombros, seus lábios doces se tocam em um beijo apaixonado, seus corações parecem estarem apostando corrida de tão rápido que batiam. Segurou firme em sua cintura enquanto intensificavam o beijo, ela puxou os lábios inferiores dele durante o beijo, ele sorriu distribuindo beijos sobre seu decote. Ela tinha cocegas pelo pescoço todo e se encolheu rindo disse o entre risadas. — Vamos entrar? — Perguntou com as sobrancelhas erguidas, ajeitando a gravata del. Ela mordeu os lábios e levanta o dedo indicador, no nariz dele fazendo carinho. Vamos, antes que eu desista. — Sua voz estava tremula, mas suas mãos seguravam forte as dela. Suas pupilas dilatadas descreviam para eles tudo o que sentiam, juntos eles entram na boate. O som alto da música alta já adentra seus ouvidos. O lugar estava maior do que a cinco anos atrás. Kira deu as mãos a Thomas que a guiou até a pista de dança. As luzes brilhantes piscam sem parar, mas a música contagiante faz o corpo deles logo dançarem. Tinha tanta gente ali que ela sentia vergonha, não de dançar mais de fazer o que estava prestes a fazer. Ela pensou no pai seria divertido tê-lo ali. Thomas parecia tão feliz, estava de fato gostando de estar ali, pois ela sabia o quanto ele odiava ''Festa de gente da cidade'' como ele chamava. Ele pegou em seus braços e começaram a dançam em ritmo frenético, ela começa a dançar em movimentos sinuosos e sensuais, o Dj na sua cabine troca a música, colocando uma ''Balada sertaneja'' Thomas a fes rodopiar pela pista estendendo os braços para ela e a puxando para si, enrolando-a nos braços. Seus corpos se colaram, dançando agarradinho. O rapaz tem um sorriso largo em seus lábios, que não conseguia tirar. Era como criar novas memórias com uma nova Kira. E naquele momento tinha muita gente ao redor, mas tudo parecia estar em câmera lenta enquanto os dois dançavam se olhando nos olhos. Ela o fitava com um certo d****o no olhar, e sua mente a lembro o quanto ele era um bom dançarino. Levou sua boca quente e macia pelo pescoço dele que se arrepiou fazendo boca curva-se em um sorriso, passou a mão nas costas dela delicadamente no mesmo instante que conduzia a dança. Queria ser o mais amável possível, ela sabia que não foi sempre assim. Adoraria mostrar o quanto se importava com ele, o quanto amava sua personalidade. E beijar todas ''imperfeiçoes'' que ele dizia ter, seu sinal no joelho, sua cicatriz nas costas. Ele era uma alma linda e merecia saber disso. Sussurrou que ela a mulher mais linda da festa, balançou a cabeça ela aliou-lhe a face enquanto dançava. Cada movimento dela ao seu lado era uma benção. Aquele momento era uma benção. Pegou em sua mão e a beijou. — Eu vou pegar uma bebida, você quer?   — Um Martini! Por Favor. — Ela gritou enquanto dança, ele se aproxima dela e sela seus lábios. Deu um sorriso e ver ele caminhando em direção ao bar. Ela sentiu sua bolsa vibrar, era seu celular, mas ignorou e continuou dançando, ele se aproxima dando a ela o copo. — Huuum! Obrigada! — Kira agradeçeu balançando os cabelos, ela pega o copo sentindo-o o copo frio em sua mão, e bebeu o mesmo. —Franzindo a testa dizendo. — Eu tinha esquecido que você era bom dançarino! — Quando é que você vai aprender que eu sou bom em tudo que me proponho a fazer! —Rio devagar e ela queria gravar aquele momento pra sempre. —Ah mais é muito metido! — A loira alegou em tom sarcástico, com um sorriso no rosto, com a mão na cintura. O ruivo pegou em sua mão. Ele ajeitou sua camisa. — Vem vou te levar lá em cima! Eles caminharam entre a multidão de pessoas que dançavam animadas. Ela tinha esquecido a alegria brasileira que querendo ou não fazia falta de vez enquanto. Até que Kira é reconhecida por uma velha amiga. Que caminha até ela com um sorriso no rosto. A moça se aproxima com pulinhos, dizendo entusiasmada. — Kirra? Sua louca! Não acredito que é você!! A última vez que te vi você estava fugindo do seu casamento. — Ela dá uma risada e um tapinha no ombro de Kira. Ela a abraçou sem jeito. — Joana a quando tempo! E eu to meio que... —Coçou a sobrancelha, e deu um sorriso entre os dentes.  — Bom, eu tenho que ir ali, mas foi bom te ver, Kira coça sua nuca freneticamente. Ela respirou fundo e continua andando atrás de Thomas que não falou nada sobre a observação da amiga, com as mãos dadas entrelaçam seus dedos quando entraram na cabine, e encontram o primo de Thomas.  — Bom, é só virar os discos e escolher as músicas que quer mixar. — Disse Marcelo com a palma da mão sobre as mesas de disco. — Mas, ao mesmo tempo seria isso, mas estou aqui para te ajudar. Ela sorriu e se posem frente a mesa de discos, Thomas a olha sorrindo á admirando. Ela colocou os fones começando a testar as músicas, Marcelo a ajuda ela conseguiu. Estava sendo Dj por uma noite e era muito bom, não consegui imaginar seu pai fazendo aquilo já que ele era alguém que por mais legal que fosse amava calmaria. Quando a noite acabou e eles saíram dali. Tudo estava bom demais. — Isso foi muito bom! A gente tem que fazer de novo. — Kira disse com as mãos nas têmporas, enquanto desce as escadas do palco onde fica o Dj. — E, mas essa noite, tá só para começar, tenho uma surpresa para cê. — Disse ao vê-la parar em gente ao carro. O ruivo coçou sua orelha e tem seus olhos de mel iluminados. Sem muito esforço ele a pegou no colo era como o tempo parasse em câmera lenta enquanto ele a carregava nos braços e ela fotografava aquele sorriso como se fosse um replay em câmera lenta, para ele Kira sempre teve um sorriso encantador. Seu coração acelerou e ele a beija devagar na testa. Ele a levou para um hotel perto da serra, com uma vista que não podia ser mais perfeita. De frente para um rio, ela largou a bolsa e ele desligou o celular. Tudo que poderia lhes tirar daquele sonho. Daquela realidade paradisíaca em que estavam, ali só os dois. Kira sugeriu ver um filme estava sentada na cama comendo pipoca, e aquela era uma visão linda para ele. — Você vai amar esse filme. — E quem disse que vamos ver esse.... — Levou as mãos a cintura. — Tem um filme ótimo na netflix que quero que veja. — Sentou nos calcanhares, sobre a cama e pegou o controle. O ruivo sorriu de canto. — Eu disse que você era uma mandona, o eu eu pus já vai começar... — Aí mais esse filme é um clássico. — Fez biquinho. Jogo as mãos para o ar, e me sento na cama em frente a ela. — Ok, eu proponho uma brincadeira. Vamos nos encarar por alguns minutos quem rir mais perde. Ela entortou a boca para o lado. — Está bem, mas já prepara o filme por que você vai perder. — Disse rindo. Dei língua e puxei as orelhas para cima, fazendo careta. e ela sorrir surpresa. — Ah, isso veremos. Você já tá rindo. — Não tava valendo. — Clássica desculpa de quem não sabe perder. — Vai agora está valendo. Eles se encararam em silêncio e Kira não aguentava, a brincadeira era quem ria primeiro. Voltaram a se analisar. E sorriram juntos, inevitavelmente. Mas, ela refuta dizendo que só era treinamento que não valeu. Então, foram de novo. Ela fez um biquinho doce e teatral com os lábios, sinalizando a v*****e de um beijo inocente. Num raro lampejo querendo vencer essa rodada, Thomas botou a língua pra fora, girando a pontinha rugosa e pigmentada num movimento pseudo-sexy. Ela gargalhou alto, baixou levemente o cenho, o achou um pateta. E ele estufou o peito de orgulho por alargar aquele riso, e por ter vencido essa. — Ok, seu filme então. — Ela soltou uma gargalhada. — Mas eu só rir por que você fez essas caras engraçadas. Passou a mão no meu rosto acariciando, meu Deus como ele amava aquela mulher. — Que saber? Em comemoração que você está aqui, minha namorada, vamos ver o filme... ‘’minha namorada’’ Aquilo estremeceu Kira, aquela frase ecoou em sua mente. Mas eles não iriam falar sobre aquilo, não hoje. Não quando tudo estava perfeito... — Sério? Ah, você vai adorar. — Pegou o pote pipoca que havia posto na mesa ao lado da cama e pôs entre a gente. Ela o beijou pelo rosto todo e ele abriu um sorriso. Antes dela pôr o filme elogiou a cortina azul dizendo que tinha achado linda. Eles discordaram, Thomas afirmou que a cor das cortinas era cinza. Ela estreitou os seus lindos olhos verdes e pós o filme. Kira logo emendou um filme para outro. Marley e eu fez o ruivo chorar, ele nunca tinha visto ela rio. Mas foi questão de minutos ela estava roncava ao seu lado. O ruivo não sabia quando ela pegou no sono. Achou que foi quando nos beijamos no meio de alguma frase do filme. Sua garota pegou no sono com a mão no cabelo dele, escutando sua respiração. Ele riu, feliz e completo. Naquela noite ele era o homem mais feliz do mundo.
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