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Me apaixonei pelo homem que meu pai me vendeu

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Meu nome é Paula Lancaster, futura senhora Phoenix, e minha vida mudou completamente no dia em que Joaquim Phoenix entrou no meu mundo com uma proposta impossível de recusar. Meu pai, um homem honesto e dedicado, foi acusado de adulterar fármacos em sua empresa. Ameaçado por Joaquim, ele enfrentava a possibilidade de prisão. Para protegê-lo, aceitei o casamento por contrato que Joaquim me ofereceu, um arranjo tão frio quanto ele.

Eu sabia que estava me prendendo a um homem implacável, movido pelo poder e pelo controle. Mas o que eu não sabia era que o preço que pagaria por esse acordo seria muito maior do que apenas a minha liberdade. Nosso casamento era uma fachada para o mundo, uma parceria baseada em condições e interesses mútuos. Mas, por trás das portas fechadas, era uma batalha constante — entre nossas diferenças, nossos passados e as pessoas ao nosso redor.

E aí está Angel, minha irmã três anos mais velha. Sempre me vi como uma espécie de escudo para ela, mas agora percebo que sua inveja é mais profunda do que eu imaginava. Angel tem uma obsessão por Joaquim, e sua presença é como uma sombra constante, alimentando as inseguranças dele e plantando dúvidas sobre quem eu sou. Ela usa cada oportunidade para me diminuir, para insinuar que sou fraca, superficial, ou, pior, que sou uma mentira.

O passado também pesa. Há anos, fui vítima de um ataque que mudou quem eu sou e como vejo o mundo. O trauma é uma cicatriz invisível que carrego todos os dias, algo que luto para superar. Mas Angel não hesitou em usar até mesmo isso contra mim, insinuando que eu inventei o que aconteceu para chamar atenção.

Joaquim, tão forte e seguro de si, revelou outra face: a de um homem desconfiado e muitas vezes c***l. Ele acreditou nas mentiras de Angel. Duvidou de mim quando eu mais precisei de apoio. Ainda assim, algo mudou entre nós. Por trás daquela fachada gelada, vejo momentos de humanidade, olhares que me fazem pensar que, talvez, exista mais nele do que o homem que me forçou a este acordo.

Mas então há August, um jogador poderoso que deseja mais do que a minha atenção. Ele quer destruir Joaquim e, no processo, me transformar em parte do seu plano. Eu sou o prêmio em um jogo que não pedi para participar, mas que agora sou obrigada a enfrentar.

Minha vida é uma teia de segredos, mentiras e perigos. Este casamento começou como um sacrifício, mas será que pode se tornar algo mais? Ou será que as forças que nos cercam acabarão destruindo tudo? Se há algo que aprendi, é que, no meu mundo, nada é tão simples quanto parece.

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Capítulo 1
Joaquim,  Eu nunca imaginei que o amor pudesse me levar até aqui, a este momento tão doloroso em que me vejo sem alternativas a não ser partir. Escrevo estas palavras com o coração apertado, com lágrimas escorrendo pelo meu rosto, mas também com uma necessidade profunda de me libertar do peso que tem sido estar ao seu lado nos últimos tempos. Eu te amo, Joaquim. Amo de uma forma que talvez você nunca compreenda. Amo como quem acredita em milagres, como quem enxerga no outro um refúgio, um lar, um sentido para a vida. Mas, ao mesmo tempo, amo com um peso tão grande que esse sentimento, que deveria ser doce e acolhedor, transformou-se em algo sufocante, quase insuportável. Quando começamos essa jornada juntos, eu acreditava em nós dois. Acreditava que o amor seria suficiente para superar qualquer obstáculo mesmo um casamento que começou com um contrato, uma chantagem como o nosso. E, por muito tempo, me agarrei a essa ideia. Perdoei, esperei, me silenciei, tudo por acreditar que você poderia mudar, que o homem por quem me apaixonei ainda estava aí, escondido debaixo das desconfianças, da indiferença e das p************s. Mas o tempo passou, e cada tentativa minha de te alcançar foi em vão. Joaquim, eu lutei por nós. Lutei com todas as forças que eu tinha, mesmo quando elas já não existiam mais. Eu apaguei minha luz para tentar acender a sua. Abandonei partes de mim, sonhos e vontades, para tentar agradar você, para provar que meu amor era verdadeiro. Mas o amor não pode ser uma luta unilateral. E você, aos poucos, foi me transformando em alguém que eu já não reconheço. Sei que você vai dizer que estou exagerando, que as coisas não foram tão ruins assim. Mas, Joaquim, foram. Foram ruins porque não eram só os momentos de raiva, de desconfiança ou os gestos duros que me machucavam; era a sua indiferença depois. Era o silêncio, como se eu não existisse. Era a falta de um abraço depois de uma briga, a ausência de um pedido de desculpas ou de um gesto simples para dizer que você ainda me queria ao seu lado. Eu suportei muito mais do que deveria porque, no fundo, eu acreditava que você me amava à sua maneira. Talvez você ame. Talvez o seu amor seja genuíno, mas ele não é suficiente. Amar alguém significa cuidar, proteger, respeitar, e essas coisas eu já não sinto mais de você. Pelo contrário, o que eu sinto é o peso da sua desconfiança. Você passou tanto tempo duvidando de mim, Joaquim, que me fez começar a duvidar de mim mesma. Questionou minha lealdade, meu caráter, minha verdade, e eu me pergunto: por quê? O que eu fiz para merecer essa falta de confiança? Será que amar você não foi prova suficiente de quem eu sou? Será que cada lágrima que derramei, cada vez que me calei para evitar mais uma briga, não foi uma demonstração de que eu sempre estive ao seu lado? Eu queria que você soubesse o quanto doeu quando você me olhava com desconfiança, como se eu fosse culpada de algo que nunca cometi. E doeu mais ainda perceber que, mesmo quando eu tentava provar o contrário, você parecia indiferente. Não havia palavra, gesto ou prova de amor que pudesse convencer você de que eu era sua parceira, sua companheira, e não sua inimiga. Mas a indiferença, Joaquim… Ah, essa foi a pior de todas. Houve momentos em que sua ausência emocional me feriu mais do que qualquer palavra poderia ferir. Eu estava ali, ao seu lado, gritando por dentro para que você me enxergasse, para que notasse a minha dor, mas você parecia nem perceber. Eu me senti invisível. E, Joaquim, não há dor maior do que amar alguém e perceber que, para essa pessoa, você já não é mais prioridade. Eu não sei em que momento nos perdemos. Talvez tenha sido aos poucos, como um desgaste silencioso. Talvez tenha sido tudo de uma vez, um rompimento que eu não percebi. O que eu sei é que tentei segurar os pedaços do nosso amor, tentei reconstruí-lo sozinha, mas não consegui. E hoje, enquanto escrevo esta carta, percebo que não há mais nada a ser reconstruído. Deixo você porque me amo o suficiente para não aceitar mais viver assim. Não é fácil dizer isso, porque o amor que sinto por você ainda está aqui, mas eu preciso me escolher desta vez. Preciso reencontrar a mulher que eu era antes de me perder no meio desse caos. Eu te desejo tudo de bom, Joaquim. Desejo que você encontre a paz dentro de si mesmo, que consiga lidar com os seus próprios fantasmas e que, um dia, consiga amar alguém da maneira que essa pessoa merece ser amada. Talvez, quem sabe, essa pessoa seja você mesmo. E, por favor, não entenda minha partida como falta de amor. Porque, se tem algo que nunca faltou entre nós, foi o meu amor por você. Eu só espero que, um dia, você compreenda que amar alguém também significa deixá-lo ir quando o amor já não é suficiente para curar as feridas.  Eu sempre guardarei os momentos bons que tivemos, porque eles existiram, e foram esses momentos que me fizeram permanecer tanto tempo. Mas eu preciso ir. Preciso recomeçar. Adeus, Joaquim. Que a vida seja gentil com você, assim como eu tentei ser. Com amor e dor, Paula.

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