Era um fim de tarde sereno, com o céu pintado de tons dourados e rosados. No jardim da casa onde tudo começou, Helena e Artur estavam frente a frente. Os olhos dela, antes frios e defensivos, agora carregavam um brilho emocionado — um misto de dor, saudade e esperança. Artur, com o coração nas mãos, se ajoelhou diante dela — não por fraqueza, mas por respeito, por amor, por tudo o que perdeu e queria recuperar. — Helena... eu não voltei só para ver o nosso filho. Eu voltei porque nunca deixei de te amar. Eu nunca estive tão longe quanto você pensou. — Ele abriu uma caixa simples, mas cheia de significado — ali estavam fotos, cartas nunca enviadas, registros de cada passo de Lucca, conseguidos à distância, na tentativa de proteger os dois dos erros do passado. Helena, com os olhos mareja

