CAPÍTULO 22 Entre gemidos e passaportes, um amor começa a decolar Acordei com ela diante de mim. O lençol escorregava do corpo dela sem culpa enquanto ela se sentava na cama, ainda despenteada de prazer. Fiquei só olhando. Os traços dela, a pele, os ombros, o jeito como mordeu a ponta da unha olhando pra mim com aquele sorriso malicioso. Antes que ela dissesse qualquer coisa, murmurei, com os olhos ainda semiabertos: — Vai me deixar excitad0 se continuar me desejando assim… Ela sorriu. — Não é desejo. É admiração. Você é realmente… gostoso. Abri um sorriso lento, sem abrir os olhos. — Você falou de novo… — Não falei nada. Só pensei alto. — Hum… seu p4u vai ficar magoado. — Dou uns beijos nele e fazemos as pazes. — Ela disse, mordendo o dedo entre os dentes com malícia. Virei

