CAPÍTULO 23 Quando o brilho nos olhos começa a desconfiar do silêncio no coração Arthur Delgado Acordamos por volta das 8h da manhã. O sol já brilhava, invadindo o quarto pelas frestas da cortina. Estávamos abraçados. — Bom dia, minha namorada — disse, ainda de olhos fechados. — Hum… achei que ouviria outra coisa, mas gostei também. Só de ouvir "minha" já é bom. — Hum… bom dia, minha — repeti, mais macio. Ela riu. — Bom dia, meu gostoso. Vamos? Estou ansiosa. —Vamos! Nos levantamos. Nos trocamos com agilidade. Pedi o café. Tomamos juntos. Liguei para o motorista, que não demorou a chegar. Passei o endereço do terreno. Ela estranhou levemente. Eu estava à frente de tudo. Ao chegar ao local, Helena desceu do carro e parou em silêncio. — Nossa… é muito maior do que eu imag

