OS SILÊNCIOS QUE DOEM MAIS QUE PALAVRAS

1270 Words

CAPÍTULO 19 Entre o passado que insiste e o presente que se cala ARTHUR… Parei o que estava fazendo. A tela do notebook diante de mim já não fazia mais sentido. Passei as mãos pelos cabelos com força, fechei os olhos e respirei fundo. — Merda… — sussurrei. — Será que fui eu que fiz alguma coisa? Me levantei. Caminhei devagar até a cozinha. O som dos meus próprios passos ecoando mais do que deveria. Encontrei a taça dela sobre o balcão. Ainda havia um resto de vinho. Peguei e virei de uma vez, sentindo o gosto dela ali. Olhei ao redor. As panelas quentes. A comida pronta. O cheiro que ainda envolvia o ambiente. Sorri, mas foi um sorriso curto, quase triste. E então veio o silêncio. Pesado. Cru. Era isso que ela sentia todos os dias? A casa estava cheia de vida minutos

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