— Chega, mãe! — o grito saiu rasgado, um som gutural que parecia arrancar as paredes da minha garganta, misturado com um soluço convulsivo que eu não conseguia mais asfixiar. — Olha para o seu rosto, pelo amor de Deus! Olha para esse braço! Não tá tudo bem, Arlete! Nunca esteve bem, p***a! A gente tem que sair desse inferno agora, a gente tem que sumir do mapa antes que ele volte com mais cachaça no sangue e termine de estraçalhar o que sobrou de você! Eu tentava estancar o sangue que brotava do supercílio dela, um vermelho vivo que contrastava com a palidez cadavérica da pele dela, usando a manga do meu casaco de lã. Minhas mãos tremiam tanto que eu parecia estar tendo uma convulsão; eu não conseguia precisão, só conseguia borrar o sangue, transformando o rosto da minha mãe em uma pintur

