Capitulo 8 Mariana

1800 Words

Saí da faculdade sem olhar para trás. O mármore frio dos corredores ficou para trás, mas a humilhação veio comigo, grudada na pele como suor seco e tóxico. O sol da manhã já estava alto, castigando o asfalto e fritando a pouca paciência que me restava. Atravessei o portão com passos largos, cada pisada no chão era um palavrão engolido, uma promessa de vingança contra um sistema que prefere a regra à justiça. Eu não ia chorar. Não ali, sob a luz impiedosa do dia. Não por causa de um regulamento mofado ou de um homem que usa terno de três peças para esconder uma alma de tubarão. Meus dedos ainda tremiam, não de medo, mas daquela adrenalina corrosiva que fica quando você segura um grito por tempo demais. — Mariana! A voz cortou o barulho dos carros. Beatriz atravessou a rua quase correndo,

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